quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ocupação militar na Maré, no Rio, terá 2.700 homens até 31 de julho

Segundo general, Forças Armadas estão autorizadas a fazer prisões.
Exército e Marinha vão substituir ocupação da PM neste sábado.

Cristiane Cardoso Do G1 Rio


 
General Lundgren falou sobre a atuação das Forças Armadas na Maré (Foto: Cristiane Cardoso / G1)General Lundgren falando sobre a atuação das
Forças Armadas na Maré
(Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Cerca de 2.700 homens das Forças Armadas vão substituir a Polícia Militar na ocupação do Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, a partir deste sábado (5). A operação batizada de "São Francisco", coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML), terá 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso). A Aeronáutica poderá auxiliar em operações, se necessário.
As informações da Força de Pacificação na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (3), em coletiva no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, pelo general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações.
De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em 15 comunidades que formam a Maré, uma área de aproximadamente 10 quilômetros quadrados. A ação será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.

Blindados do Exército e da Marinha
A operação, segundo o general Lundgren, prevê o emprego de blindados do Exército e da Marinha, além de carros para transporte e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército.
"A Força Aérea Brasileira estará em condições de disponibilizar os recursos operacionais eventualmente necessários ao desenvolvimento das ações", disse.
O general acrescentou que é possível haver uma prorrogação.
"Depende do interesse do governador do estado. Dependendo da decisão da presidente, estamos prontos pra prosseguir. Nossas tropas vão ocupar bases num terreno que ainda não foi definido. E estamos autorizados a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisão de flagrante delito", explicou Lundgren.
De acordo com o general, o horário da operação não será revelado. No entanto, segundo o decreto, pode acontecer a partir do primeiro minuto de sábado.
"A operação vai ser uma substituição das tropas que estão sob o comando da Polícia Militar", explicou.
Sobre possíveis excessos das tropas militares durante a operação, o general disse que será divulgado um telefone para denúncias.
"Nossas tropas vão agir de acordo com as normas que são bem claras, daquilo que pode e não pode ser feito. Além disso, não teremos soldados atuando destacado. Não digo que não possam ocorrer falhas, mas estamos preparados para tomar as providências que são cabíveis."
Nome de santo
Segundo Lundgren, a operação foi batizada de São Francisco pelo esforço para "levar a paz para a região".
"Achamos que podemos melhorar a qualidade de vida para aquela população da região", explicou o general.

Mapa do Conjunto de Favelas da Maré (Foto: Editoria de Arte/G1)
 

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.