O plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília - André Coelho / O Globo
BRASÍLIA — Levantamento da atuação parlamentar da bancada do Rio
feito pelo GLOBO revela a existência de uma elite de deputados
fluminenses com atuação positiva marcante na Câmara nos últimos quatro
anos, enquanto outro grupo se destaca negativamente. A elite fluminense
na Câmara é composta por oito deputados que aparecem em pelo menos duas
categorias consideradas positivas no desempenho do mandato, como
presença nas sessões, a economia com a verba de gabinete e a
apresentação de projetos e relatorias. INFOGRÁFICO: confira dados sobre parlamentares do Rio BALANÇO:confira, nome a nome, informações sobre bancada fluminense Neste seleto grupo, se destacam os deputados Miro Teixeira e Hugo
Leal. Os dois foram eleitos por partidos diferentes e hoje estão no
novato PROS, mas se destacaram, cada um, em três das seis categorias,
liderando cada um duas delas. Ao longo do último mês, O GLOBO se debruçou sobre os dados nos quatro
últimos anos dos mandatos de cada um dos parlamentares do Rio eleitos
em 2010. Foram analisados indicadores da presença na sessões de
plenário, gasto da verba de gabinete, presença nas comissões temáticas,
discursos em plenário, apresentação de projetos e relatorias de
propostas. Um bom parlamentar é uma combinação de assiduidade, estudo dos
projetos, manifestação de opiniões e sintonia com os interesses da
sociedade, um mandato voltado não para seus próprios interesses, mas os
interesses daqueles que ele representa.
Infográfico mostra uso da verba indenizatória por parlamentares - / O GloboEm
2010, 46 deputados foram eleitos no Rio, mas só 33 cumpriram os
mandatos integralmente. Os outros 13 se licenciaram ou renunciaram para
assumir outros cargos, abrindo as vagas que levaram 15 suplentes a
assumirem o posto temporária ou definitivamente. A reportagem focou sua
análise na comparação dos mandatos apenas dos 33 que cumpriram
integralmente seus mandatos. Todos os dados dos 61, no entanto, estão
disponíveis no site do GLOBO.INICIANTES NA LISTA POSITIVA Miro é o mais presente em plenário (98%) e o que menos gasta o
chamado cotão (R$ 381 mil em quatro anos, quase integralmente em
passagens do Rio para Brasília), além de estar entre os cinco que mais
discursam em plenário. Hugo Leal lidera outras duas categorias, mais
presente em comissões e o que mais relatou propostas, e está entre os
cinco que mais apresentaram projetos. Também integram a elite da bancada
dois deputados em primeiro mandato — Alessandro Molon (PT) e Romário
(PSB) —, além de Chico Alencar (PSOL), Benedita da Silva (PT), Anthony
Garotinho (PR) e Zoinho (PR).
A SEGUIR: O MESMO INFOGRÁFICO, AMPLIADO PELO BLOG DO PAIM, EM QUE DESTACA OS MELHORES COLOCADOS:
Infográfico mostra uso da verba indenizatória por parlamentares - / O Globo
Em
2010, 46 deputados foram eleitos no Rio, mas só 33 cumpriram os
mandatos integralmente. Os outros 13 se licenciaram ou renunciaram para
assumir outros cargos, abrindo as vagas que levaram 15 suplentes a
assumirem o posto temporária ou definitivamente. A reportagem focou sua
análise na comparação dos mandatos apenas dos 33 que cumpriram
integralmente seus mandatos. Todos os dados dos 61, no entanto, estão
disponíveis no site do GLOBO. INICIANTES NA LISTA POSITIVA Miro é o mais presente em plenário (98%) e o que menos gasta o
chamado cotão (R$ 381 mil em quatro anos, quase integralmente em
passagens do Rio para Brasília), além de estar entre os cinco que mais
discursam em plenário. Hugo Leal lidera outras duas categorias, mais
presente em comissões e o que mais relatou propostas, e está entre os
cinco que mais apresentaram projetos. Também integram a elite da bancada
dois deputados em primeiro mandato — Alessandro Molon (PT) e Romário
(PSB) —, além de Chico Alencar (PSOL), Benedita da Silva (PT), Anthony
Garotinho (PR) e Zoinho (PR).
O levantamento também mostrou um grupo de cinco deputados que se
encaixam em pelo menos três rankings negativos — mais ausentes em
plenário e comissões, que mais gastam a verba, menos discursam, menos
projetos apresentaram ou relataram. Este grupo é encabeçado pelos
deputados Doutor Adilson Soares (PR), que figura em quatro das seis
categorias, liderando três delas: menos presente em comissão (esteve
presente em apenas 50%), menos discursos (dois durante os quatro anos de
mandato) e menos projetos apresentados (durante os quatro anos, não
apresentou nenhum). Ele está ainda entre os que mais gastaram o cotão
(R$ 1,1 milhão). Adilson Soares é irmão do pastor R.R. Soares, da Igreja
Internacional da Graça de Deus. O ex-ministro Edson Santos (PT) é outro que integra o grupo dos
líderes em quesitos negativos. Detentor do menor percentual de presença
em plenário (71%) entre os 33 que cumpriram integralmente o mandato, foi
também o que mais gastou durante os quatro anos da legislatura (R$ 1,2
milhão) — o exato oposto de Miro, o mais presente e econômico. Outros três fecham a lista negativa. O deputado Adrian (PMDB) foi o
que menos relatou projetos durante o mandato (apenas 3), segundo mais
ausente em plenário (71% de presença) e que figura entre os cinco que
menos discursaram em plenário (20 discursos). Francisco Floriano (PR)
está entre os que mais gastaram o cotão (1,2 milhão), menos presentes em
comissão e os que menos apresentaram propostas. E Edson Ezequiel
(PMDB), que está em três categorias negativas (poucos discursos, poucas
relatorias e pouca apresentação de propostas), apesar de também aparece
entre os cinco que menos gastaram no mandato. A deputada Andréia Zito (PSDB) aparece em duas categorias positivas —
menor gasto do cotão e grande número de projetos apresentados, mas está
na lista dos cinco que menos estiveram presentes em comissões e menos
discursaram. ‘GOSTO DE SER DEPUTADO’ O deputado Hugo Leal (PROS) está no segundo mandato como federal, mas
encabeça a lista dos que mais relataram projetos nesta legislatura, dos
mais presentes em comissões e está entre os que mais apresentaram
projetos. Ele diz que gosta de ser deputado.
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— Soldado, no quartel, quer serviço. Alguns interpretam a Câmara como
uma casa de passagem para galgar outros postos. Eu gosto de ser
deputado, a Câmara é rica em debates e dá angústia por não conseguir
participar de todos. Em seu décimo mandato, Miro Teixeira diz que o desempenho de um
deputado depende do papel que ele exerce. Nem sempre estar entre os mais
presentes significa exercer bem o mandato. — Uso meu mandato para fiscalizar com lupas projetos que estão em
votação, emendas feitas às Medidas Provisórias, por exemplo. Mas já
estive longe do plenário e ao lado de outros para evitar, por exemplo, a
invasão da CSN, em Volta Redonda. Não é só ficar sentado em plenário,
mas atuar — disse o parlamentar. Campeão em discursos, com mais de mil feitos só em plenário nesta
legislatura, o deputado Chico Alencar (PSOL) também se destaca pelo uso
econômico do cotão, com R$ 654 mil, cerca de 55% do que é permitido. — Uso sim, a verba, porque é necessário. Mas temos muito zelo pelos
recursos públicos. Unimos o princípio da necessidade de custeio do
mandato com o da austeridade — diz Chico Alencar. ‘É PRECISO SER OUSADO’ Em seu primeiro mandato na Câmara, Alessandro Molon conseguiu
relatorias importantes e aparece como o terceiro mais presente em
plenário, e o segundo que mais relatou propostas. — Corri atrás, as coisas não caíram do céu, foram fruto de um
trabalho sério. É preciso ser ousado, furar barreiras. Lutei para ter a
relatoria do Marco Civil porque entendia que era algo decisivo para o
Brasil e isso foi antes de estourar o escândalo da espionagem dos EUA —
afirmou Molon. O deputado Dr. Adilson Soares, que aparece em quatro categorias
negativas, não tentará se reeleger. Em relação ao uso da cota, afirma
que gastou dentro da legalidade. No caso da ausência em comissões, diz
que elas funcionam na quarta-feira, dia em que as audiências dele em
ministérios eram marcadas. Em relação ao fato de ter feito, durante os
quatro anos, apenas dois discursos em plenário, justifica: — Meus discursos sempre foram no meu gabinete, atendendo ao povo do
meu estado e trabalhando no acompanhamento de seus pleitos em Brasília. O deputado Edson Santos diz que, durante o mandato, teve que se
ausentar da Casa para participar de missões oficiais aos EUA, China,
Angola e Antártida, além de participar de diligências de subcomissões,
como a da Copa, ou de projetos que relatou e que implicam em visitas a
outras cidades. O deputado Adrian (PMDB) afirma que todas as suas faltas
foram justificadas e que seu trabalho como deputado é dedicado a
garantir verbas para municípios do interior do Rio. Em relação ao uso do cotão, a deputada Andreia Zito afirma que usa
mais para os deslocamentos e tem evitado contratação de consultorias,
recorrendo a seus funcionários de gabinete. Diz que procura apresentar
projetos que considera relevantes e ficou feliz por ter uma de suas
emendas constitucionais, a que garante aposentadoria por invalidez,
virar lei. Em relação às comissões, diz ter sido indicada para muitas,
mas, como muitas são esvaziadas, preferiu dedicar seu tempo a outras
atividades. VERBAS PAGAM PASSAGENS E ASSESSORES Somados, os 61 deputados do Rio que passaram pela Câmara desde 2011
gastaram R$ 46,6 milhões da cota para o exercício da atividade
parlamentar. Conhecida como cotão, a verba é para as despesas de custeio
do mandato, como aluguel de escritórios no estado, passagens aéreas,
consultorias e combustível. Como o valor das passagens varia conforme a
distância, a cota muda de estado para estado. No caso do Rio, os
deputados podem ser ressarcidos em até R$ 32.550,32 por mês. Caso não utilize todo o valor, o saldo fica acumulado ao longo do
exercício financeiro. Entre os 33 parlamentares que exerceram o mandato
por completo, Edson Santos (PT) é o que mais usou a cota. Nos últimos
quatro anos, ele foi reembolsado pela Câmara em R$ 1.213.587,74.
Francisco Floriano (PR) é segundo na lista. Ao todo, ele foi reembolsado
em R$ 1.200.910,19. Até o fechamento da reportagem, Floriano não
retornou às ligações do GLOBO.
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O deputado Dr. Adilson Soares (PR) aparece em terceiro lugar, com R$
1,17 milhão em ressarcimento. No quarto lugar está Áureo (SD), com R$
1,15 milhão. Por meio de sua assessoria, o deputado informou que usou a
maior parte da verba “de forma lícita e aprovada pelos órgãos
competentes da Câmara dos Deputados, divulgando essas ações e
contratando assessoria para fornecer orientações, estudos técnicos e
divulgação.” Quinto entre os que mais utilizaram a cota, Washington Reis
(PMDB) diz considerar os gastos normais e dentro da média: — Utilizei para manter meu escritório no Centro do Rio, para alugueis
de carros e combustíveis. Sempre que possível pago tiro os recursos do
meu próprio bolso, mas às vezes não dá, quem trabalha tem despesa —
afirmou Reis. Além da cota, os deputados recebem uma remuneração mensal de R$
26.732,13 (subsídio), que leva em conta a presença nas sessões
deliberativas. Cada deputado tem direito a uma verba mensal de gabinete
de R$ 78 mil para o pagamento de funcionários do gabinete. Cada
parlamentar pode contratar entre 5 e 25 funcionários.
Arcebispo Dom Orani é vítima de assalto em Santa Teresa
16/9/2014 12:02
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro
O cardeal seguiu sua agenda de compromissos, enquanto os acompanhantes registraram boletim de ocorrência
O Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Sebastião do
Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, juntamente com o motorista,
um fotografo e um seminarista, foram vitimas de um assalto a mão
armada, revelou o Arcebispo em sua página no facebook. O carro foi interceptado por três homens armados que exigiram que
todos os ocupantes entregassem seus pertences. Um dos assaltantes
reconheceu dom Orani, pediu desculpas, mas não mudou de ideia. Ele
estava armado e levou o cordão, o crucifixo, caneta, o telefone e uma
réplica do anel de ouro que dom Orani recebeu do papa Francisco, quando
se tornou cardeal arcebispo, em cerimônia no Vaticano. De acordo
com o assessor da Arquidiocese do Rio, Adionel Carlos, “o anel que o
cardeal usa no dia a dia é de baixo valor, um anel comum. O anel
recebido do papa só é usado em ocasiões especiais”. O assessor
acrescentou que dom Orani já decidiu que não falará sobre o assalto. Na ação, os criminosos levaram também o paletó e a mochila do
motorista, além da batina do seminarista, que foram abandonados em Santa
Teresa e recuperados pela polícia. Apenas a câmera do fotógrafo não foi
recuperada até agora. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 10ª
Delegacia de Polícia (Botafogo) como roubo. Logo após o crime, os
agentes fizeram diversas diligências e conseguiram recuperar os
pertences do arcebispo, como um celular, o anel cardinalício, a cruz
peitoral e dois terços de prata. Os pertences estavam dentro de uma
mochila. Também foram recuperados uma batina e documentos de outros
integrantes da comitiva do arcebispo.
Romário lidera disputa ao Senado no RJ com 43%, aponta Datafolha
Cesar Maia vem em segundo, com 22% das intenções de voto. Pesquisa ouviu 1.348 eleitores em 32 cidades do Estado do Rio.
Do G1 Rio
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (11) aponta os
seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o Senado pelo
Rio de Janeiro:
Veja os números do Datafolha:
Romário (PSB) – 43%
Cesar Maia (DEM) – 22%
Eduardo Serra (PCB) – 5%
Carlos Lupi (PDT) – 5%
Liliam Sá (PROS) - 1%
Pedro Rosa (PSOL) – 1%
Diplomata Sebastião Neves (PRB) - 0%*
Heitor Fernandes (PSTU) – 0%*
Indecisos – 10%
Brancos e nulos – 13%
*Não atingiram 1%
No levantamento anterior, divulgado no dia 4 de setembro, Romário tinha 38%, Cesar Maia, 25%, e Eduardo Serra, 6%. O Datafolha entrevistou 1.348
eleitores em 32 municípios do Estado do Rio de Janeiro nos dias 8 e 9 de
setembro. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais
ou para menos, para o total da amostra. O nível de confiança é de 95%.
Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles
os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os
números RJ-00034/2014 e BR-00584/2014.
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira para o governo do estado do Rio de Janeiro aponta o candidato do PR, Anthony Garotinho, com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 25% , e Marcelo Crivella (PRB), com 17%. Lindberg Farias (PT) é o quarto colocado, com 9%. Votos brancos e nulos são 14%; não sabem ou não responderam, 6%.
No levantamento anterior, de 2 de setembro, Anthony Garotinho (PR) tinha 27% das intenções de voto, seguido por Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 19%, Marcelo Crivella (PRB), com 17%, e Lindberg Farias (PT), com 11%.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Num eventual segundo turno, o Ibope fez três simulações. No primeiro, se a disputa fosse entre Garotinho e Crivella, o ex-governador teria 33% contra 34% do ex-ministro.
Já entre Garotinho e Pezão, o atual governador venceria por 40% contra 33%.
Em outro quadro, Garotinho contra Lindberg, o candidato do PR teria 35% e o petista, 30%.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e realizada entre os dias 5 e 8 de setembro. Foram entrevistados 1.806 eleitores em 56 municípios do estado.
Rejeição
O Ibope também apontou a rejeição dos candidatos. A maior rejeição é de Anthony Garotinho, que tem 39%. Na sequência aparecem Pezão (18%), Lindberg (19%), Crivella (15%).
Na terra de Campos, Dilma sugere que Marina 'virou a casaca'
Em comício lado de Lula
no Recife, presidente-candidata criticou os recuos no programa de
governo da adversária. Ex-presidente disse que Aécio 'já está fora'
Felipe Frazão, do Recife (PE)
04/09/2014 - A candidata do PT à reeleição, Dilma Roussef,
o ex-presidente Lula e o candidato ao governo de Pernamabuco, Armando
Monteiro, durante comício em Recife
(Alexandre Gondim/Folhapress)
Para evitar perder eleitorado no Nordeste, a presidente-candidata Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula
fizeram na noite desta quinta-feira um comício à beira-mar em uma
favela urbanizada no Recife (PE), a comunidade Brasília Teimosa. Foi a
primeira vez que eles voltaram ao Estado em campanha após a morte do
ex-governador Eduardo Campos, sucedido por Marina Silva
na disputa. Coube ao padrinho político de Dilma expor a estratégia do
comitê petista para os próximos trintas dias de campanha. Ele afirmou
que o tucano Aécio Neves não está mais no páreo. "A única
previsibilidade que se tem é que ele já está fora da disputa eleitoral
de 2014 e não foi capaz de prever isso", disse ironizando o discurso do
tucano, que promete governar com "previsibilidade" de regras na
economia.
Nem Lula nem Dilma citaram nominalmente Marina e Campos, mas ambos
fizeram críticas ao discurso dos pessebistas que ocuparam cargos no
governo Lula. Por ter proximidade com ambos, o ex-presidente fez a
ressalva de que não estava ali "para falar mal ou para ferir ninguém". É
um sinal de recuo frente à ofensiva
lançada pelo marketing da campanha de Dilma, que decidiu procurar o
embate direto com Marina. "Estou vendo as pessoas falarem a palavra
'nova política', e a pessoa já foi vereadora, deputada estadual,
federal, senadora. Se tem uma 'nova política' no país é a Dilma que
nunca foi política", disse Lula.
Marina e seu antecessor, Eduardo Campos, foram alfinetados de forma
indireta por Dilma e caciques petistas, como o senador Humberto Costa, o
candidato ao Senado João Paulo, ex-prefeito de Recife, e pelo candidato
ao governo pernambucano, Armando Monteiro (PTB), que perdeu terreno
para o rival Paulo Câmara (PSB), afilhado político de Campos, na
disputa estadual. A presidente afagou os cerca de 20.000 cabos
eleitorais e militantes presentes, segundo a organização, e ainda
adaptou o slogan de Campos, que virou mote da candidatura de Marina –
"Não vamos desistir do Brasil". "Acreditei no Brasil minha vida inteira e
não desiste dele nem quando fui presa e torturada, porque o nosso país é
muito mais do que um bando de ditadores", disse. "Aprendi com Lula, um
dos filhos mais queridos de Pernambuco, que sempre nos deu lideranças
fortes, a ter verdadeira paixão por Pernambuco."
Vira-casaca – Dilma
voltou a reprovar o programa de governo de Marina, acusando a rival de
não priorizar o pré-sal, cujos recursos a presidente-candidata promete
reverter para a educação. Dilma também repetiu a afirmação de que as
propostas de Marina gerariam desemprego. Ela alfinetou os recuos no
programa do PSB, que soltou erratas sobre a defesa dos direitos de
homossexuais e da política de energia baseada em usinas nucleares. "Aqui
nesse palanque estão as pessoas que não mudam de lado, que não viram a
casaca, não dizem uma coisa hoje e outra amanhã", disse Dilma. "Não
podemos aqui aceitar aqueles que negociam o emprego e o salário, numa
pretensa, falsa política sem sustentação para enganar a população".
Dilma também alfinetou Campos, ao citar obras e investimentos no Estado
que o ex-governador usava como vitrine eleitoral: como a Refinaria Abreu
e Lima – alvo de investigação da CPI da Petrobras –, estaleiros e a
instalação da fábrica de automóveis da Fiat. "Tem muito cara de pau por
aí. Quantas vezes vocês escutaram que a transposição do São Francisco
foi feita por uma pessoa só? Não, a transposição começou com Lula e eu
dei continuidade."
O coordenador da campanha de Dilma em Pernambuco, senador Humberto Costa
(PE), questionou a falta de realizações de Marina. Ele também assumiu
como do governo federal a "paternidade" de obras que Campos. "Pernambuco
só se curva para agradecer. Existe um defeito que Pernambuco não tem
que é o defeito da ingratidão. Quando eu olho essas pesquisas que dizem
que Marina está na frente de Dilma eu custo a acreditar. Dou um prêmio a
quem achar um tijolo que ela tenha botado aqui quando foi ministra".
Tragédia –
Os únicos a citarem a queda do jatinho que matou Campos foram João
Paulo e Armando Monteiro, que disputam cargos na chapa local. Eles
tentaram dar como "encerrada" a comoção pela morte de Campos, após a
qual os pessebistas Marina Silva e Paulo Câmara subiram nas pesquisas de
intenção de voto. “Teve gente nessa batalha incansável que tentou se
utilizar uma tragédia nacional para reverter o cenário eleitoral",
acusou João Paulo. Ele também disse que os partidários de Campos
"apropriaram-se de forma injusta e indecente" das obras em Pernambuco,
"sem dar crédito" a Lula e Dilma.
Monteiro, que é candidato ao Palácio das Princesas e ex-aliado de
Campos, preferiu um tom menos beligerante. "Pernambuco vive um momento
especial, o momento de um povo que sabe reverenciar a memória de suas
figuras públicas. Pernambuco sempre teve a compreensão que tem de
reverenciar a memória de muitos, mas tem o compromisso de trabalhar
olhando para frente."
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Cesar Maia é barrado pela Lei da Ficha Limpa e tem candidatura indeferida
DO RIO
O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) indeferiu a
candidatura do ex-prefeito da capital fluminense Cesar Maia (DEM) ao
Senado na noite desta segunda-feira (18).
A candidatura foi indeferida tendo por base a Lei da Ficha Limpa - no
caso de Maia, há uma condenação em segunda instância por suposto uso
irregular de recursos públicos para financiar a construção da Igreja de
São Jorge em Santa Cruz, zona oeste do Rio.
Os responsáveis pela campanha de Maia se apressaram em dizer que o
candidato seguirá suas atividades normais, até que haja o julgamento de
sua candidatura por parte do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília.
"É um processo natural dentro do Judiciário. Uma decisão em que não
houve unanimidade. Vai se recorrer à instância superior. E esta decisão
do TRE não interrompe a minha campanha ao Senado", afirmou o candidato,
conforme nota distribuído pela assessoria.
Além do ex-prefeito, atualmente vereador da Câmara do Rio, Ronaldo Cezar
Coelho (PSD) e Jorge Coutinho (PMDB), dois suplentes dele, também
tiveram a candidatura barrada, mas por problemas de documentação.
Segundo o TRE-RJ, os candidatos que decidem recorrer a Brasília têm
direito a seguir a campanha normalmente - o que inclui as aparições na
propaganda eleitoral obrigatória.
domingo, 10 de agosto de 2014
Os chefs ‘invisíveis’ da alta gastronomia
Os segundos na hierarquia não gozam dos holofotes, mas são fundamentais
porRenata Monti
10/08/2014 7:00
Comunhão de princípios. A chef estrelada Roberta Sudbrack (à esquerda) ao lado de seu braço direito, a mineira Lydia Shiihara -O Globo / Cecilia Acioli
RIO - Anônimos no salão, imprescindíveis na cozinha. Os sous-chefs (ou subchefs) são o braço direito dos grandes nomes da gastronomia, estão em segundo lugar na hierarquia dos restaurantes e têm todo aquele trabalho e aquela responsabilidade com que seus mestres também arcam. Com um detalhe: não levam a fama. Além de ajudarem na coordenação da equipe, controlam estoques, fazem contas, conferem o processo criativo para que tudo saia perfeito e, claro, colocam a mão na massa. A estrelada chef Roberta Sudbrack diz que não entregaria o cargo a alguém desconhecido, mesmo que tivesse um currículo invejável. Para ela, essa é uma relação profunda, familiar, quase íntima. Não à toa, colocou a responsabilidade de sua casa no Jardim Botânico nas mãos da mineira, filha de japoneses, Lydia Shiihara, há quatros anos trabalhando com ela. — A função de sous-chef não é uma escolha, mas uma conquista. É a pessoa à qual você entrega a sua cozinha. E, para mim, sempre será alguém que comunga dos mesmos princípios que eu, que entende a minha filosofia de que o ingrediente tem que aparecer, e não o chef. Lydia é uma pessoa única, séria e coerente, conquistou essa posição — defende Sudbrack, uma das participantes do Rio Gastronomia, uma realização O GLOBO, com apresentação da RioTur, patrocínio master da CEG e do Sebrae, patrocínio do Azeite Gallo e Nextel, apoio Senac, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Air France e Deli Delícia, parceria do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio). Com a humildade de uma aprendiz, Lydia mostra profunda admiração pela mestre. Escuta atentamente cada uma das instruções e faz questão de segui-las à risca. Tanto capricha no sabor quanto na estética do prato, a ponto de corrigir a própria chef. — Uma bronca da Lydia é pior que a minha. Inclusive, quando levo, fico péssima — brinca Sudbrack.
A linha dura também é rotina nas cozinhas de Jan Santos (do Ibérico e do Entretapas). Segundo ele, “sua” Andréa Mesquita tem carinha de fofa, mas é osso duro de roer. O pulso firme e a capacidade de gestão de Andréa conquistaram a confiança de Jan no espanhol Entretapas, onde ela ficou por quase dois anos, até ser convidada para liderar a mais nova menina dos olhos do chef: a cozinha do Ibérico, aberto há quatro meses no Jardim Botânico, com a fama do primeiro restaurante sustentável do país. Para o lugar dela no Entretapas, Jan escalou o italiano Stefano Panaia. — Cozinhar é obrigação, mas ser chef e sous-chef é mais que isso: é saber liderar, sobretudo pessoas — define Jan, lembrando que entrevistou Andréa umas oito vezes antes de “formalizar a união”, mesmo sabendo de sua imersão em restaurantes da Catalunha por sete anos. Andréa, por sua vez, não está nem um pouco preocupada em levar a fama. — Sou muito tímida, gosto de ficar nos bastidores, cozinhando — justifica. Os holofotes também não são fundamentais para Rodrigo Guimarães, há quatro anos segundo chef do Oro, restaurante do badalado chef Felipe Bronze. A ele cabe “reger a orquestra”, cuidando de tudo quando Bronze está em reuniões e viagens, além das gravações da série “O mago da cozinha” do “Fantástico”, na Rede Globo, e do programa “Comidinhas de chef”, no canal GNT. — A cozinha não é o trabalho de um ou dois, mas a dedicação de muitos. O sucesso do Oro se deve a uma equipe de dez pessoas, e o Felipe sempre diz isso — resume Guimarães. Como Felipe Bronze define, o sous-chef é uma peça fundamental: faz a ponte entre a ideia do chef e o dia a dia da equipe. E quem pensa que a admiração vem de um lado só, do pupilo para o mestre, engana-se. — Sou fã do Rodrigo. Ele é mais técnico, mais pontual, mais regrado e disciplinado do que eu jamais fui. Ele é meu complemento, é parte fundamental do sucesso do negócio — declara Felipe Bronze.Admiração é algo que chama a atenção também na história do chef italiano Luciano Boseggia e do pernambucano Januário de Andrade, conhecido com Badaró. Eles trabalham juntos há 18 anos, desde o Fasano da Haddock Lobo,k em São Paulo. Vieram para o Rio, passaram por altos e baixos e por salões como o da Forneria São Sebastião e o do Gero e agora, há três anos, estão no Alloro, restaurante do hotel Windsor. E, depois de aprender exaustivamente sobre cozinha italiana, Badaró se prepara para um voo solo: abrirá uma casa de massas no estilo “pegar e levar”, na Aníbal de Mendonça, em Ipanema. — Ainda não sei se vou deixar o Boseggia. São muitos anos juntos, estamos em negociação, “discutindo a relação” — brinca Badaró, ainda confuso com a mudança. Enquanto não chegam a um consenso, Boseggia aproveita para curtir os últimos momentos do companheiro em sua cozinha em tempo integral. — Por mim, ele ficaria ao meu lado a vida toda. É como um casamento: quando você está há muitos anos ao lado de uma pessoa, já sabe, só de olhar, o que ela está pensando — diz Boseggia. Outra parceria de sucesso intercontinental é a do italiano Luca Orini com Filipe Rizzato, no Cipriani, do Copacabana Palace. Com 11 anos de carreira, Rizzato abriu mão da chefia no Quadrifoglio e apostou na mudança. Está há um ano ao lado de Luca. — Optei por aprender mais um pouco, com um chef experiente de outro país. Ter essa troca é fundamental — avalia Rizzato, que já passou pela Locanda Locatelli, em Londres, com uma estrela Michelin, e pelo L’Indret, em Barcelona. De estagiário a sous-chef O segundo homem na cozinha de Rafael Costa e Silva, do Lasai, é o chef Thiago Gouveia, de 29 anos. Os parceiros se conheceram ainda na Espanha, no período em que Rafa era chef do Mugaritz; e Thiago, estagiário. Os dois se distanciaram quando Rafa veio para o Brasil com o projeto do Lasai. Nos dois anos de obras até ter o salão aberto, Thiago aproveitou para se especializar. Trabalhou em outros restaurantes espanhóis renomados, como o El Bulli, do espanhol Ferran Adrià. Retornou ao Brasil, estagiou no Dom, de Alex Atala. Antes mesmo de abrir o Lasai, Rafa sabia que ele era “o cara”. — Por tudo o que vi no Mugartiz, percebi que ele estava pronto para ser sub-chef. Dividimos praticamente todo o trabalho. No Brasil, o líder ainda tem que ter uma qualidade a mais: se dedicar às pessoas. Os clientes são bastante sensíveis — avalia Rafa Costa e Silva. Em alguns pontos, o aprendiz supera o mestre: — Ele faz alho e óleo melhor do que eu — conta Rafa.
Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF)
- Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia.
Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.