terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Equipes de resgate localizam mais vítimas em Sapucaia, no RJ (Postado por Erick Oliveira)

A prefeitura de Sapucaia confirmou que já chega a 11 o número de vítimas do deslizamento ocorrido na madrugada de segunda-feira (9) no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro Sul Fluminense.

Segundo a prefeitura, três corpos foram encontrados na  manhã desta terça-feira (10). As vítimas são a jovem Livia Gomes, de 22 anos, achada por volta das 8h15; uma mulher de 42 anos, encontrada às 9h; e a terceira vítima, ainda sem identicação, foi achada às 9h10.
Ainda segundo a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam até a 1h30 nas buscas. Os trabalhos das equipes recomeçaram por volta das 7h30 desta terça. Não chove na região. Homens do Exército também estão no local para dar apoio às equipes.
IML de Três Rios
Os corpos - 7 adultos e 2 crianças - serão reconhecidos no Instituto Médico Legal de Três Rios. 
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde de segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.
Na segunda-feira, a Defesa Civil estadual disse que 20 pessoas permaneciam desaparecidas. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, falou que ao menos 12 pessoas estavam desaparecidas, além dos mortos já encontrados.
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.
Deslizamento em SumidouroTambém na segunda, um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio, e acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.
Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.
No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.
Na segunda, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.
No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chega a sete o número de mortos em Sapucaia, diz Defesa Civil do RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

Chega a sete o número de mortos por problemas provocados pela chuva, na madrugada desta segunda-feira (9), no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro-Sul Fluminense, segundo informações da Defesa Civil estadual. Seis pessoas morreram em decorrência de um deslizamento de terra, que atingiu pelo menos oito casas. A sétima vítima, segundo a Defesa Civil, morreu numa casa que desabou emn outra parte do município. Ao todo, são cinco adultos e duas crianças, ainda de acordo com a Defesa Civil.

Equipes de busca e salvamento continuam trabalhando no local, com o auxílio de cães farejadores. De acordo com informações da Defesa Civil, por volta das 16h voltou a chover forte no distrito, mas, em princípio, nenhum outro deslizamento de terra foi registrado.

Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde desta segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.

A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de haver pelo menos 20 pessoas desaparecidas após o deslizamento. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, ao menos 12 pessoas seguem desaparecidas, além dos mortos já encontrados.

Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.

A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.

Deslizamento em Sumidouro
Um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio de Janeirox, nesta segunda-feira (9). De acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido. Chove forte na região.

Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.

No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.

Nesta manhã, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.

No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.

Deslizamento
Em Sapucaia, que não estava na lista de cidades em emergência e não tinha registrado ocorrências por causa das chuvas, sete casas foram atingidas pelo deslizamento. O acidente ocorreu na madrugada desta segunda no km 108 da BR-393. A área afetada fica no distrito de Jamapará.

Uma família que tentou fugir do desabamento de terra no distrito de Jamapará se abrigando dentro de um Fusca acabou soterrada e está entre os desaparecidos em Sapucaia, segundo o secretário de comunicação do município, Sérgio Campante. "Eles fugiram de casa, que foi parcialmente atingida e se abrigaram dentro de um Fusca, mas o veículo foi atingido e a família foi soterrada", afirmou Campante.

No começo da tarde, cerca de 30 bombeiros atuavam no distrito de Jamampará. Segundo o secretário de comunicação de Sapucaia, os bombeiros ainda não conseguiram identificar os corpos encontrados.

Atendimento
Ainda de acordo com Campante, a prefeitura trabalha com a hipótese de que até 20 pessoas tenham sido soterradas em Sapucaia. "A nossa expectativa é achar alguém com vida", afirmou o secretário, acrescentando que entre 8 e 10 casas foram totalmente soterradas no município.

O atendimento às vítimas será feito em uma espécie de enfermaria de campanha na subprefeitura de Jamapará, enquanto a via não é desobstruída. Além disso, os desabrigados e desalojados estão sendo realocados para o Ciep e algumas escolas municipais da região. Outros estão indo para casas de parentes.

Interdições
Por volta das 13h30, a concessionária Acciona informou que a rodovia BR-393 (antiga Rio-Bahia) estava parcialmente interditada a partir do km 122, na pista sentido Norte (MG). A pista sentido Rio estava liberada ao tráfego.

A estrada também estava interditada no km 108, na altura de Jamapará, onde o deslizamento soterrou algumas casas. No km 151, nas imediações de Moura Brasil, no sentido Sapucaia, está em sistema "pare e siga".

O secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, estava em Cardoso Moreira, de onde seguiu de helicóptero para Sapucaia. Bombeiros de quatro cidades foram deslocadas para a região onde houve o deslizamento: Carmo, Teresópolis, Três Rio e Itaipava.  Uma equipe especializada em busca e salvamento do Rio viaja para o local do acidente em helicóptero cedido pela Polícia Civil.

Alerta máximo
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as cidades que estão em alerta máximo são: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Porciúncula, Natividade, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, Campos dos Goytacazes.

Ainda segundo a assessoria do Inea, o estado de alerta máximo não significa necessariamente que esteja chovendo nessas cidades, e sim que há de 80% de chances de transbordamento de rios que passem por essas cidades.

Moradores deixam casas após dique se romper em Cardoso Moreira, no RJ (Postado por Erick Oliveira)

Moradores da localidade de Outeiro, em Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, começaram a deixar suas casas na noite de domingo (8) depois que um dique se rompeu no fim da tarde do mesmo dia.
Cerca de 900 pessoas que vivem no local deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça, segundo informou, na noite de domingo, Henrique Oliveira, secretário de Defesa Civil de Campos, cidade vizinha onde também houve o rompimento de um dique na quinta-feira (5).
Equipes da Defesa Civil estadual e da Defesa Civil de Campos ajudam, na manhã desta segunda-feira (9), na remoção das famílias, que devem ser levadas para abrigos improvisados em escolas ou para casas de parentes. Barracas de acampamento também foram enviadas ao local para fazer abrigos de emergência num morro próximo ao local. Durante a madrugada, choveu bastante na região. A previsão é que em 24 horas a localidade de Outeiro esteja debaixo de água.
O secretário de Campos explicou que, antes de chegar às casas, as águas do Córrego da Onça deverão invadir uma grande área de pastagem e demorarão a atingir as moradias, o que poderá acontecer nesta manhã.
Henrique Oliveira disse que a Defesa Civil de Campos, a pedido da prefeitura de Cardoso Moreira, estava ajudando a reforçar o dique, que é de pequenas proporções, feito de terra e pedras pela Usina do Outeiro, de cana-de-açúcar, que fica no local.
"Na segunda-feira vamos mandar mais caminhões e agentes da Defesa Civil para ajudar a reforçar o dique", explicou o secretário no domingo.
Segundo disse, a localidade de Outeiro, embora seja no município de Cardoso Moreira, fica vizinha à localidade de Três Vendas, em Campos, alagada pelo rompimento de um  trecho da BR-356, que funciona como um dique para as águas do Rio Muriaé. A inundação em Três Vendas acabou atingindo o Córrego da Onça e o dique não suportou a pressão da água, explicou o secretário.
Onze municípios em alerta
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), onze municípios do estado do Rio estão em alerta máximo por causa do risco de cheias. Só na Baixada Fluminense, dois municípios estão em alerta máximo. Em Duque de Caxias, os rios Capivari e Saracuruna correm o risco de transbordar. O mesmo acontece em Belford Roxo, que também é cortado pelo Rio Capivari. Os outros nove municípios em alerta máximo ficam no Norte e Noroeste do estado.

Dique se rompe em CamposEste é o segundo dique que se rompe esta semana no estado do Rio por causa das chuvas que vêm procovando a cheia do Rio Muriaé e prejudicando municípios das regiões Norte e Noroeste.
Na quinta-feira (5), um trecho da BR-356, que serve como um dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos, onde a água chegou a dois metros de altura. Dos quatro mil moradores, dois mil se recusaram a deixar suas casas, alegando medo de saques.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Governo do RJ envia aeronaves para Campos após rompimento de dique (Postado por Lucas Pinheiro)

Duas aeronaves tripuladas por bombeiros foram enviadas na manhã desta quinta-feira (5) para a região Campos, no Norte Fluminense, onde, mais cedo, um dique (barragem para conter a água de rios) se rompeu no bairro Três Vendas. A informação é do governo do Rio, que não deu detalhes do modelo das aeronaves e de quantos bombeiros foram enviados ao local.

Por determinação do governador Sérgio Cabral, os bombeiros vão verificar as necessidades do local para que providências possam ser tomadas pela Defesa Civil do estado.

Mais cedo, o secretário de Defesa Civil do município, Henrique Oliveira, disse que cerca de 4 mil pessoas precisariam ser retiradas de suas casas por causa do rompimento do dique Segundo ele, mil famílias foram afetadas. Atualmente, 590 pessoas estão desabrigadas no município, segundo o secretário.

Famílias deixam casas
O G1 está tentando falar com o secretário Henrique Oliveira, mas até a publicação desta reportagem não conseguiu contato para saber quantas pessoas já deixaram suas casas. A prefeitura de Campos confirmou que algumas famílias já estão sendo levadas para o Ciep de Travessão, localidade vizinha a Três Vendas. O Ciep, segundo a prefeitura, fica a cerca de 16 km do Centro de Campos.

Nas próximas horas, uma equipe da Defesa Civil de Campos deve sobrevoar o local para ter uma dimensão dos prejuízos.

“Eu estou pedindo apoio do Exército. Nós vamos tirar toda a população de Três Vendas. Essa retirada tem que ser muito rápida”. Segundo ele, a água do Rio Muriaé deve tomar todas as ruas do bairro. “A situação é caótica na região. A água vai tomar tudo e muito rápido”, disse o secretário de Defesa Civil de Campos mais cedo.

De acordo com Oliveira, o dique fica na rodovia BR-356. Uma cratera foi aberta e o tráfego está interrompido na rodovia.Na quarta-feira (4), o nível do Rio Paraíba do Sul chegou a 10,90 metros quando, nesta época do ano, o normal varia de 7 a 8 metros, segundo a prefeitura.

De acordo com o secretário Henrique OIiveira, o município ainda não decretou situação de emergência, mas esta possibilidade não está descartada. "Agora (com o rompimento do dique) a situação vai se complicar", finalizou.

Cheia do Rio Muriaé
Na terça-feira (3), a Secretaria de Estado da Defesa Civil divulgou um balanço onde destacava que a cheia do Rio Muriaé, provocada pela chuva da última semana, afetou principalmente as cidades do Noroeste Fluminense. Em Itaperuna, a prefeitura da cidade calcula que 5 mil pessoas estão desalojadas e outras 60, desabrigadas. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, capitão Joelson Oliveira, a água subiu 1,3 metros acima do limite no Rio Muriaé.

Situação de emergência
Na quarta-feira (4), seis municípios do Rio de Janeiro decretaram situação de emergência, após as enchentes provocadas pelas chuvas que atingem o estado nesses primeiros dias do ano. São eles: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Miracema e Santo Antônio de Pádua. Todos ficam no Norte e Noroeste Fluminense.

Nas regiões Norte e Noroeste do estado, o nível de alguns dos principais rios subiu ainda mais. O número de pessoas que tiveram que sair de casa já chega a 20 mil.

Em Santo Antônio de Pádua, mais de 12 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. O Rio Pomba, que também corta o município, transbordou e deixou vários bairros inundados. O atendimento no Hospital Hélio Montezano foi suspenso e os pacientes tiveram que ser transferidos para um hospital em Miracema, que fica a 15 quilômetros da cidade.

A Secretaria estadual de Saúde informou que os equipamentos do hospital e o atendimento de pacientes será feito na policlínica de Santo Antônio de Pádua.

Segundo a prefeitura, a cheia do rio, de cinco metros acima do nível normal, desalojou 20% da população. Mais de trezentas quedas de barreiras já foram registradas no noroeste do estado e quase 100 casas foram destruídas nos deslizamentos.

Rio Muriaé
O nível do Rio Muriaé subiu ainda mais nas últimas horas e agravou a situação em outras cidades da região.

Em Itaperuna, no Noroeste Fluminesne, o número de pessoas fora de casa já passa de 5 mil. Nesta quarta, a água cobriu o primeiro andar do principal hospital do município, o São José do Avaí. A principal via da cidade, a BR-356, foi interditada.

Em Laje do Muriaé, já são mais de 2.500 desalojados ou desabrigados.

Ainda nesta quarta, os secretários estaduais de Saúde e de Defesa Civil viajaram para a região Noroeste. Um centro de comando e controle, para concentrar as ações de socorro às vítimas das enchentes, será instalado.

Balanço Defesa Civil
Na noite desta quarta a Secretaria estadual de Defesa Civil divulgou o balanço das ocorrências causadas pela chuva nas regiões Norte e Noroeste do Rio.

A secretaria esclareceu que o município de Laje do Muriaé passa a considerar um óbito no balanço da Defesa Civil estadual. O caso registrado como infarto não se deu em decorrência da chuva. Dessa forma, são dois óbitos durante as chuvas dos últimos dias: uma no próprio município de Laje do Muriaé e outra em Miguel Pereira.

Os números de desalojados em cada cidade são: Santo Antônio de Pádua (12 mil); Itaperuna (5 mil); Laje do Muriaé (2.500); Aperibé (1.800); Italva (500); Cardoso Moreira (447); Cambuci (310); e Campos (243).

Já os números de desabrigados são: Santo Antônio de Pádua (1.200); Itaperuna (60); Laje do Muriaé (100); Aperibé (60); Italva (90); Cardoso Moreira (80); Cambuci (80); e Campos (113).

Já em Italva, também no Noroeste Fluminense, houve inundação e enxurrada, de acordo com o secretário de Defesa Civil do município, Gedeão Bispo de Sousa. Bancos e hospitais estão fechados. “As famílias saíram de casa, foi muito rápida a enchente no Centro, derrubando muros e paredes”, disse ele.

Segundo o secretário, o pronto-socorro da cidade está interditado. “Estamos esperando a equipe do estado, para ver as ações na área da saúde. Médicos de outras localidades não conseguem chegar aqui”, contou. Ele afirmou que metade da população de Italva foi atingida. “

"O nível do rio está mais de 1 metro além do normal e desde terça-feira não diminui em nada, um sinal que está represando aqui em Italva. Pouca coisa do atendimento de emergência está funcionando, somente ambulatório. Todo trabalho é no sentido de não colocarmos a população em risco de morte. Está tudo parado e as cheias não diminuem”, disse ele.

Alerta máximo
O município de Bom Jesus de Itabapoana, no Noroeste Fluminense, está em estado de alerta máximo, de acordo com o técnico da Defesa Civil municipal Alexandre Alcântara.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Santo Antônio de Pádua, no RJ, tem 12 mil desalojados, diz Defesa Civil (Postado por Lucas Pinheiro)

Pelo menos 12 mil pessoas estão desalojadas por causa da cheia do Rio Pomba no município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo secretário de Defesa Civil do município, Angelo Alberto Figueiredo. A cidade é uma das mais prejudicadas pela chuva que atingiu o Rio de Janeiro nos primeiros dias do ano.

De acordo com Figueiredo, apenas duas áreas da cidade não foram atingidas pelos alagamentos. O nível do Rio Pomba, segundo ele, chegou a 5,4 metros, quase 2 metros acima do limite.

Ainda de acordo com o secretário, cerca de 300 pessoas também estão desabrigadas. Elas foram levadas para abrigos ou estão em casas de parentes. O hospital municipal foi esvaziado antes mesmo que a cheia atingisse o local.

Por causa do elevado número de vítimas, a cidade precisa de doações, principalmente de água potável e leite em pó.

"Quem quiser doar deve entrar em contato com a Secretaria de Defesa Civil pelos telefones (22) 8125-4690 e (22) 8809-9998”. Os interessados também podem ligar para a Secretaria de Transportes no telefone (22) 3851-0005.

Cinco mil desalojados em Itaperuna
Em Itaperuna, a prefeitura calcula que 5 mil pessoas estão desalojadas no município e outras 60 estão desabrigadas. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, capitão Joelson Oliveira, a água subiu 1, 3 m do limite no Rio Muriaé. Os acessos à cidade estão fechados por causa cheia, segundo Oliveira.

Cidades do interior sofrem com a chuva
Além de Santo Antônio de Pádua, outras cidades do Noroeste também sofrem com os problemas causados pela chuva e cheia dos rios. Em Laje do Muriaé, segundo a prefeitura, o número de desalojados chega a 2.500 pessoas.

Outras cidades também foram afetadas. A Defesa Civil informou que está monitorando permanentemente os seguintes municípios: Nova Friburgo, Laje de Muriaé, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Natividade, Campos, Duque de Caxias, São João de Meriti, Petrópolis, Macaé, Santo Antônio de Pádua e Paty do Alferes.

Mortes
Na terça-feira (3), a Defesa Civil estadual confirmou pelo menos três óbitos por causa da chuva. Desses, dois foram registrados no município de Laje de Muriaé, onde uma pessoa morreu durante a madrugada ao voltar para casa para pegar alguns documentos. O imóvel estava inundado e, segundo a Defesa Civil, a vítima escorregou, caiu e bateu com a cabeça. Já a outra vítima, infartou.

Ainda de acordo com a secretaria, a outra morte foi registrada em Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense, onde um homem infartou ao ver um desabamento de um imóvel. No município, dez casas desabaram e 80 pessoas ficaram desalojadas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Jovem atingida por tiro dentro do carro de Adriano passa por cirurgia (Postado por Lucas Pinheiro)


A estudante Adriene Cyrilo, que foi atingida por um tiro dentro do carro do jogador Adriano, passa por uma cirurgia de reconstrução da mão esquerda, na manhã desta terça-feira (27). Ela está internada no Hospital Barra D'or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A jovem foi atingida na mão na madrugada de sábado (24), depois de deixar uma boate na Barra acompanhada de outras três mulheres, do jogador e um amigo.

Segundo o hospital, a previsão é que a cirurgia termine no início desta tarde.
A equipe de ortopedia responsável pelo caso acredita que a jovem não terá sequelas, pois o tiro atingiu apenas o osso, não afetando artérias nem o tendão.

Depoimento
Na segunda-feira (26), o jogador Adriano disse em depoimento à polícia que só pegou a arma que estava no carro apenas ela ter disparado. Adriano depôs durante 1h40 na 16ª DP (Barra da Tijuca).

Segundo Adriano, ele sabia que a arma estava no console do carro, entre o banco do carona e do motorista, um policial militar amigo dele. O jogador afirma que não viu quando a arma foi retirada do local. O jogador disse que ouviu o disparo, se assustou e olhou para o banco de trás do carro, mas não percebeu que alguém estava ferido.

Somente quando Adriene disse que seu dedo estava sangrando, Adriano diz que viu a arma em sua mão. Foi quando, segundo ele, tocou na arma pela primeira vez naquela noite. Adriano diz que então pediou ajuda a um amigo do policial que os seguia em outro carro, para levar Adriene a um hospital. O jogador disse também, no depoimento, que insistiu para que uma amiga a acompanhasse até o hospital.
Adriano contou ainda que pediu à mesma pessoa que levou Adriene ao hospital que apresentasse seu carro (de Adriano) à delegacia para perícia.

Sem caráter e má-fé
Segundo o advogado do atleta, Ivan Santiago, o depoimento foi bom e Adriano confirmou tudo o que havia dito anteriormente.

Ao chegar à delegacia, Adriano afirmou que a jovem baleada dentro do seu carro "não tem caráter e agiu de má-fé" ao acusá-lo de ter disparado a arma dentro do carro dele. Ele voltou a afirmar que estava no banco da frente do veículo e nega ter efetuado o disparo.

Segundo Adriano, quando viu que a jovem estava ferida, pediu para o amigo que dirigia o veículo parar. Nesse momento, ele contou que tirou a jovem de dentro do carro, tirou a camisa para cobrir o ferimento da vítima e pediu que o amigo levasse a jovem para o hospital.

O jogador contou ainda que foi ao hospital onde a jovem está internada para fazer o exame de resíduo de pólvora e não chegou a visitá-la nem pagou o hospital. "Não vejo necessidade de arcar com as custas", afirmou Adriano, sobre a acusação da jovem contra ele.

Ele negou conhecer a vítima, acrescentando que deu uma carona para ela a pedido de um amigo com quem estava no camarote de uma boate na Barra da Tijuca.

"Não sei por que ela está fazendo isso contra mim. Mas quando acontece alguma coisa com o Adriano a repercussão é sempre muito grande", afirmou o jogador durante entrevista concedida à imprensa ao chegar à delegacia. "Estou tranquilo, todo mundo sabe que não gosto de dar entrevistas, mas concordei em falar com vocês (imprensa) porque tenho família, estou preocupado e estou preocupado também com a minha imagem. Os exames (de resíduo de pólvora) vão comprovar o que realmente aconteceu", completou Adriano, ao chegar por volta das 18h à 16ª DP.

'Mentira é péssimo negócio', diz delegado
De acordo com o delegado Fernando Reis, o nome da estudante baleada consta como vítima em três processos - um de lesão corporal, outro de ameaça e um de saidinha de banco. "As investigações ainda estão no início, vamos aguardar ela operar para ver se conseguimos marcar uma acareação na quarta-feira (28). Mas se ela estiver mentindo que fique consciente de que se trata de um crime muito grave, que é chamado de denunciação caluniosa, que dá de dois a oito anos de prisão", afirmou Reis.

Mais cedo, o delegado afirmou que Adriano poderá responder por até dois crimes - fraude processual e lesão corporal culposa - caso tenha mentido no depoimento dado no sábado (24) e volte a mentir nesta segunda. Para o delegado, a “mentira é um péssimo negócio para ele”.

No primeiro depoimento, o delegado Carlos César, que estava excepcionalmente atuando na 16ª DP, disse que Adriano contou que foi a própria vítima que efetuou, acidentalmente, o disparo.

Já as testemunhas responderão por falso testemunho. “Ele sai de uma zona de conforto e faz uma aposta complicada, caso esteja mentindo”, afirmou. O delegado também afirmou que este tipo de caso requer “um extremo cuidado” porque Adriano é uma pessoa que já se envolveu em polêmicas “dessa ordem”. Para Reis, uma avaliação equivocada pode comprometer a investigação.

Tiro partiu do banco de trás
No domingo (25), o delegado afirmou que, de acordo com os primeiros dados da perícia, o tiro que atingiu a mão da estudante partiu do banco de trás. De acordo com Reis, o laudo conclusivo da perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli só deve ficar pronto entre 20 e 30 dias.

A vítima, de 20 anos, contou à polícia que o jogador disparou acidentalmente, ao manusear a arma do PM reformado. No entanto, além do jogador, outros dois ocupantes do carro afirmam que foi a própria vítima que fez o disparo.

Das seis pessoas ouvidas pela polícia, a estudante é a única que diz que o jogador estava no banco de trás do carro. Em depoimento, Adriano contou que estava no banco do carona dianteiro de seu carro, que era dirigido pelo amigo policial. O PM confessou à polícia que a arma era de sua propriedade. A Polícia Civil adiantou que o policial vai responder a um processo adminsitrativo por negligência ou omissão na guarda de arma de fogo.

Acareação
Para o delegado é “indispensável” uma acareação entre a vítima e os outros ocupantes do carro, incluindo o jogador. A expectativa da polícia é ouvir a jovem, assim que ela receber alta do Hospital Barra D´Or. A polícia também pretende fazer uma reconstituição do caso.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Comandante do 7º BPM no RJ é afastado do cargo, afirma PM (Postado por Lucas Pinheiro)

O coronel Djalma Beltrami, comandante do 7º BPM (São Gonçalo) foi afastado do batalhão por questão de preservação de sua imagem. Ele foi transferido para a Diretoria Geral de Pessoal. A decisão foi publicada no boletim interno da Polícia Militar nesta quinta-feira (22). As informações foram divulgadas pela assessoria da PM.

Ele havia sido preso, sob suspeita de chefiar um esquema de corrupção, que recebia de traficantes R$ 160 mil por mês. Outros 10 PMs também foram presos suspeitos de participar do grupo.

Horas após ser solto nesta quarta-feira (21), o coronel da Polícia Militar, Djalma Beltrami, desabafou e disse que é inocente. “Eu nunca recebi propina na minha vida”, disse o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O plantão judiciário do Tribunal de Justiça (TJ-RJ) concedeu o habeas corpus do comandante  nesta madrugada. A decisão foi do desembargador Paulo Rangel. Na sentença, ele criticou a atuação do delegado da Divisão de Homicídios de Niterói, Alan Luxardo, e do juiz de São Pedro da Aldeia, que autorizou a prisão.

Na decisão, o desembargador declarou: "Estão brincando de investigar. Só que esta brincadeira recai,(..) nas costas de um homem que, até então, é sério, tem histórico na polícia de bons trabalhos prestados e vive honestamente". O magistrado também determinou que o nome de Beltrami seja retirado da investigação até que novos elementos apareçam.

O coronel deixou o Quartel General da Polícia Militar por volta das 4h, num carro particular. Ele ficou numa sala do QG por cerca de 44 horas.

Envolvimento de PMs
Em sua primeira entrevista em liberdade, o comandante falou: “Eu nunca recebi propina na minha vida, eu nunca participaria de nenhum esquema dessa natureza, porque em 27 anos de polícia, a minha história dá esse resultado, e eu nunca mandei ninguém falar por mim ou iria mandar alguém falar por mim”, argumentou o coronel sobre a gravação divulgada pela Polícia Civil, que mostrariam conversas entre traficantes e PMs do quartel de São Gonçalo. Nas conversas há referências ao pagamento de propina ao 01, que segundo o delegado Alan Luxardo, que comandou as investigações, seria o coronel Djalma Beltrami.

O comandante também negou que tivesse conhecimento da participação de policiais do 7º BPM (São Gonçalo) no esquema de propina.

“Não, eu não tenho essa informação. O meu trabalho sempre foi especificamente a nível operacional no batalhão. Se chegar ou se tivesse chegado alguma informação específica dessa natureza, todos os procedimentos teriam sido tomados. Eu disponibilizo qualquer coisa que for preciso, já coloquei isso às autoridades, que estão na apuração. Eu moro de aluguel na Baixada Fluminense, eu tenho um carro, minha esposa tem outro carro, eu não tenho nada a esconder, eu nunca fiz nada errado. Estou muito convicto disso, por isso, eu consigo colocar a minha cabeça no travesseiro e ficar tranquilo”, finalizou Beltrami.

'Zero um'
Segundo o TJ-RJ, em sua decisão, o desembargador Paulo Rangel destacou que a prisão temporária foi decretada sem que tivesse sido observado o teor das transcrições da interceptação telefônica, entendendo que “zero um” só poderia ser o comandante do 7º BPM.

“A autoridade policial não cumpriu com a lei ao elaborar relatório conclusivo da investigação e sim deu a sua versão sobre os fatos. E aqui está o perigo: a versão da autoridade policial colocou, até então, um inocente na cadeia. Quem irá reparar o mal sofrido pelo paciente? Quem irá à sua casa dizer à sua família que houve ou um açodamento, ou um grave erro ao se concluir que ‘zero um’ pode ser o Comandante Geral, pode ser o Prefeito, pode ser o amigo do policial que está no comando da guarnição, enfim... ‘zero um’ pode ser qualquer pessoa”, afirmou.

Na segunda-feira, o delegado Alan Luxardo disse: "Nós temos provas de que esse esquema funcionaria após a gestão dele, então isso está comprovado tanto por interceptações telefônicas e outros meios de prova, e em relação a isso, não há o que se discutir", falou.

O atual comandante-geral da Polícia MIlitar, Erir da Costa Filho, ainda não se pronunciou sobre a prisão de Djalma Beltrami.

Onze PMs presos
Na segunda-feira (19), onze policiais militares foram presos durante a  operação "Dezembro Negro", comandanda pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

No mesmo dia, outras sete pessoas foram presas suspeitas de participarem do tráfico de drogas do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Neste grupo, segundo o delegado Alan Luxardo, há três menores. O delegado afirmou, ainda, que alguns traficantes que atuam na comunidade fugiram do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, após ocupação em 2010.

Na operação também foram apreendidos cinco quilos de maconha, sacolés de cocaína, um radiotransmissor e um revóler calibre 38.

Escuta
Os dois interlocutores da escuta telefônica fazem referência a uma pessoa conhecida como "zero um" que, segundo a investigação, seria o comandante Djalma Beltrami. As patrulhas da PM são tratadas de "gêmeas”. No entanto, o comandante Beltrami não aparece em nenhuma conversa gravada pela polícia. Veja o diálogo:

Policial: “Só que também vai ter que levantar, aumentar aquele negócio, porque tem gente, rapaziada mais alta chegando, vai ser tudo, tudo com a gente, entendeu? Vai ser tudo com este telefone que você tá falando aí, tudo com o 'zero um', entendeu?”

Traficante: “Olha só, eu quero perder pra vocês, entendeu. E perder pro cara que assumiu agora, eu tenho condições de dar 10 pra ele por semana, entendeu?”

Policial: “10 pra, pra... Tem que ser pra cada "gêmea", por final de semana”

Traficante: “Como é que vou dar 10 pra 'tú'? E depois tem que dar tanto pras outras "gêmeas"?
Tá louco, aí eu morro, fico na 'bola', a boca não é minha, não, cara”.

Além das escutas, a investigação também teve por base imagens de circuito interno de um posto de gasolina, e do GPS de duas viaturas do GAT. “Cruzando-se a informação dos investigadores, que deslocados visualizaram a negociação, com as imagens do posto de gasolina e com os dados dos GPS, chegou-se à conclusão de que os militares que integravam aquelas guarnições negociaram e receberam o dinheiro sujo”, disse o promotor Tulio Caiban.

Comandante é ex-juiz de futebol
Beltrami comandou equipes em momentos de grande repercussão, como o massacre da escola de Realengo, na Zona Oeste, em abril, quando 12 crianças foram mortas. Mas o comandante ganhou fama numa carreira paralela a de policial, nos gramados: durante 22 anos ele foi juiz de futebol.

De acordo com o Globoesporte.com, Beltrami, paulista de 45 anos, fez parte do quadro de árbitros da Ferj de 1989 a 2011, quando se aposentou por idade em maio. Também era dos quadros da CBF (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008).

Durante investigações de assassinatos relacionados ao tráfico de drogas, agentes descobriram a corrupção policial. Os PMs receberiam propina de R$ 160 mil por mês.

Investigações começaram há 7 meses
As investigações, que começaram há sete meses, apuravam o tráfico de drogas na Região dos Lagos. Segundo a Polícia Civil, as drogas saíam de favelas como Parque União, Manguinhos e Nova Holanda, no subúrbio, e seguiam para o Morro da Coruja, em São Gonçalo. PMs recebiam propina para não reprimir a chegada dos entorpecentes à comunidade. De lá, as drogas eram levadas para São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

De acordo com a Polícia Civil, agentes visavam cumprir também 11 mandados de prisão contra suspeitos de tráfico no Morro da Coruja, em Neves, além de outros nove de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Na chegada à comunidade, houve troca de tiros e um suspeito morreu.

Djalma Beltrami assumiu o 7º BPM após a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli. Patrícia foi executada com 21 tiros ao chegar em casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, em agosto. Ao todo, 11 PMs foram denunciados pelo Ministério Público como participantes da morte da magistrada. O tenente-coronel e um tenente foram transferidos na semana passada para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).


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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.