quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Chuva faz Defesa Civil suspender buscas por soterrados em Sapucaia Postado por Erick Oliveira)

O secretário estadual da Defesa Civil, Sérgio Simões, decidiu suspender os trabalhos de buscas por soterrados em Jamapará, Sapucaia, Centro-Sul Fluminense, por volta das 20h45 desta terça-feira (10), por medida de segurança. "A equipe está correndo sérios riscos. Além disso, há um talude enorme que desceu no deslizamento, parou pela metade do terreno e corre o risco de continuar deslizando", afirmou Simões, acrescentando que a chuva forte que atingiu a região causou mais instabilidade no solo.
Ainda de acordo com o secretário, a previsão é de que as buscas retornem na manhã de quarta-feira (11), "assim que o dia clareie".
Na noite desta terça (10), só uma máquina continuará operando, mas apenas para fazer o trabalho de limpeza da área, na parte mais baixa do terreno.
Mais cedo, Simões falou sobre o risco de novos deslizamentos em Jamapará. "Nosso trabalho é de altíssimo risco. Há possibilidade de novos deslizamentos e rolamentos de pedras aqui", afirmou ele, acrescentando que os bombeiros acreditam que cerca de 9 ou 10 corpos ainda estejam soterrados.
Na segunda-feira (9), Simões ressaltou que Jamapará vai entrar para o mapa de regiões que necessitam de um sistema de alertas contra deslizamentos.
"É uma história que se repete, porque foi de madrugada, quando as pessoas estão mais indefesas. É esse cenário de tristeza, cada corpo que sai, é uma comoção”, concluiu Sérgio Simões.
Treze mortos
A prefeitura de Sapucaia confirmou que já chega a 13 o número de mortos no deslizamento ocorrido na madrugada de segunda-feira (9) em Sapucaia - 12 em decorrência do deslizamento de terra que atingiu cerca de oito casas no distrito de Jamapará e uma decorrente de uma casa que desabou no município.
Cinco vítimas do deslizamento, pai, mãe e filho de uma família, e avô e neta de outra família, foram sepultadas na tarde desta terça-feira (10). No caminho para o cemitério, mais de 200 pessoas se emocionaram ao passar em frente ao local do deslizamento.
Segundo a prefeitura, cinco corpos foram encontrados na manhã desta terça-feira (10). As vítimas são a jovem Livia Gomes, de 22 anos, achada por volta das 8h15; uma mulher de cerca de 42 anos, encontrada às 9h; Glória Nascimento, de 72 anos, localizada às 9h10; dois homens ainda não identificados, sendo que um deles tem uma perna amputada.
Ainda segundo a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam até a 1h30 desta terça nas buscas. Os trabalhos das equipes recomeçaram por volta das 7h30 com o apoio de cães farejadores. Homens do Exército também estão no local para ajudar as equipes.
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.
Deslizamento em Sumidouro
Também na segunda, um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio, e acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.
No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


Brizola e Lacerda jamais se falaram (Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa)

O encontro do governador com João Goulart, ex-presidente

Helio
Inspirado em teu artigo, quero lembrar que o destino colocou Brizola e Lacerda lado a lado na história brasileira; só faltou serem íntimos. Vamos ver: José Brizola, pai de Brizola (que morreu degolado), foi capitão dos provisórios de Leonel Rocha, caudilho maragato, na Revolução Federalista de 1923, que em 1924 deu apoio a Prestes, com homens e armas. Terminada a revolução, já em 1928, os líderes maragatos, tendo à frente Assis Brasil, fundaram o Partido Libertador, e Maurício de Lacerda, pai de Lacerda, foi um dos fundadores. Maurício seguia o ideário maragato, pelo qual o pai de Brizola morreu lutando.

Brizola e Lacerda "terçaram armas" na Câmara de Deputados em 1954, quando eleitos deputados federais: Lacerda começava a jurar a Constituição, quando Brizola interrompeu dizendo que era um juramento falso, porque ele estava pregando o golpe de Estado lá fora. Brizola exibiu a Tribuna da Imprensa, em que Lacerda defendia um estado de emergência; houve estupefação geral (Moniz Bandeira).

Atenciosamente,
Antonio Santos Aquino - Rio de Janeiro
Comentário e revelações

Lembro muito bem esse episódio em 31 de janeiro de 1955. Brizola já havia feito o juramento, quando Lacerda ia fazer o seu foi interrompido de forma agressiva e inédita. Mas não tiveram mais oportunidade de se relacionarem. Brizola foi logo para o Sul, nesse mesmo 1955, em 3 de outubro se elegeu prefeito de Porto Alegre. Não terminou o mandato, em 3 de outubro de 1958 era eleito governador do Estado.

Curiosamente derrotando a UDN e o PSD, que se aliavam sempre contra ele, que disputava pelo PTB. UDN e PSD tinham a intuição ou a certeza de que o homem a derrotar, de qualquer maneira, era Leonel Brizola. E acabaram tendo razão.

Ele e Lacerda continuavam distantes, mais geográfica do que ideológica ou administrativamente. Brizola assumiu o governo em janeiro de 1959, Lacerda em dezembro de 60. Os dois foram excelentes governadores. Em 3 de outubro de 1962, ainda governador do Rio Grande do Sul, Brizola se elegeu deputado federal pela Guanabara, governada por Lacerda.

Deixou o governo em 31 de janeiro de 1963, no mesmo dia assumia na Câmara. A partir daí a História é visível, não precisa ser contada. O golpe de 64 (um contra, o outro a favor) acabaria por destruir os dois, impedindo que chegassem a presidente. Brizola tinha enorme capacidade de "fazer amigos e inimigos". Antes de 64, candidato a presidente com o slogan "cunhado não é parente, Brizola para presidente". Ainda em 1963, tentou um acordo com Jango, que o nomearia ministro da Fazenda e o marechal Lott, ministro da Guerra, com o direito de vigiá-lo no Ministério da Fazenda para "que não fizesse loucura".

João Goulart até que não ficou totalmente contra, pediu tempo. Mas conversou com Roberto Marinho, que acabava de publicar na primeira página de "O Globo" o editorial "João Goulart, um estadista". Com base nisso, estando na companhia do embaixador Lincoln Gordon, e sentado na cama do presidente, disse a ele: "Se você (intimidade total) nomear o Brizola ministro da Fazenda, não termina o mandato". Goulart recuou, não nomeou Brizola e não terminou o mandato. Era melhor ter nomeado, não sei o que aconteceria, mas o Brasil não seria o mesmo.

Quando Carlos Lacerda foi a Montevidéu, levar o "Manifesto da Frente Ampla" para o ex-presidente assinar, conversaram demoradamente. Em determinado momento, Carlos Lacerda disse a João Goulart: "Tenho que ir embora pois vou a Atlântida (onde Brizola estava confinado, por ter feito declarações sobre o golpe de 64 e os generais brasileiros pediram ao Uruguai que o mandassem para o interior, o que foi feito) ver se o governador Brizola quer assinar o Manifesto".

Na volta, Carlos Lacerda me contou, ainda surpreendido: "Quando falei isso, João Goulart empurrou o papel para mim e disse, se esse senhor assinar eu não assino". Perguntei o que ele fez. Resposta: "Disse, presidente, se o senhor não quiser não procuramos a assinatura dele". E assim foi feito.

PS - Aproveitando uma carta ótima, recordei e contei acontecimentos inteiramente desconhecidos, até hoje não revelados.

PS 2 - Eu ia a Montevidéu com Lacerda, não consegui autorização para viajar. Se despedindo, Lacerda me disse: "Puxa, não queria ir sozinho, não por causa do Jango, nós somos políticos, vamos nos entender. Mas se Dona Maria Teresa aparece e me pergunta o que estou fazendo na sua casa? Não sei o que responder". Felizmente (para o encontro) Dona Maria Teresa não apareceu.


Garibaldi Alves
Um grupo quer que continue como presidente do Senado, seu mandato foi curto. Na nomeação "dos 97", ficou ao lado do povo.

No momento em que escrevo, Daniel Dantas vai prestar o primeiro depoimento. Preso, solto, preso novamente, até agora foi beneficiado pelo que se chama de "batalha judiciária". O juiz que cumpriu seu dever e determinou as duas prisões de Daniel Dantas está sendo intimidado e ameaçado de ser investigado pelo Conselho de Justiça. Este Conselho é presidido pelo próprio Gilmar Mendes.
Seria absurdo que o juiz fosse atingido por ter tomado a corajosa decisão de enfrentar os poderosos. O Conselho de Justiça foi criado para punir exatamente o contrário: os juízes que se submetem aos poderosos, que têm dinheiro para suborno.

Só a ameaça ao juiz funciona como alerta para outros de primeira instância, que queiram cumprir responsavelmente suas obrigações. Por que o assassino Pimenta Neves está solto há anos? E o Conselho, não devia examinar o fato?
O advogado milionário do cliente bilionário tem todo o direito e até obrigação de usar de todos os recursos legais para tentar soltá-lo. Mas não pode iludir a opinião pública, falar em "tratamento nazista para Daniel Dantas".

O advogado parece desconhecer o sistema que sempre o favorece e diz: "Gilmar Mendes chegou a presidente do Supremo por merecimento". Pode até ter merecimento.
Mas os ministros chegam à presidência do Supremo por simples rodízio. Todos são presidentes a não ser que caiam antes na expulsória dos 70 anos.

Como essa questão irá longe, esperemos o desenvolvimento. Chegaram a admitir o fim do recesso deste julho para que Gilmar Mendes não ficasse sozinho. Recuaram por duas razões. Os ministros não aceitaram a sugestão, e Gilmar Mendes não seria RATIFICADO.
Completamente desmoralizado e desprestigiado, o Senado desafia a opinião pública. E cria 97 cargos desnecessários com salários altíssimos. Só o presidente Garibaldi foi contra.

Mas o plenário do Senado é cúmplice, conivente, no mínimo omisso. A Mesa (excluído seu presidente) não é soberana. O plenário, esse sim, soberano, deveria examinar e votar a questão.
Tomou posse ontem, como chefe do Estado Maior do Exército, o brilhante general Dark de Figueiredo. Há mais de 2 meses, revelei aqui que ele seria indicado e tomaria posse dia 11 de julho.

Continuo insistindo, com base em informações, documentos e tudo o que já escrevi no passado: quando começarem a investigar a ligação de Daniel Dantas com os fundos, principalmente estatais, Daniel Dantas não terá mais dificuldades.
Em vez de prisão provisória ou preventiva, Daniel Dantas terá direito a prisão perpétua. A inflação não o atingirá.

O general Augusto Heleno (como revelei ontem) já está internado. Será operado hoje ou amanhã. Vai tirar uma vértebra, substituída por titânio. Em dezembro ou janeiro, deixa o comando da Amazônia.
Coragem e mérito do presidente Lula: no Vietnã, elogiou a vitória do pequeno país contra os EUA. Quem faria isso criticando os EUA potência? Isso confirma o que tenho dito: lá fora, o sucesso do presidente brasileiro é total.

Daniel Dantas fez comentários amargos, principalmente quando na prisão conversava com Naji Nahas: "Ajudei tanta gente a chegar à Câmara e ao Senado, ninguém elevou a voz para me defender".
Os jornalões, arrogantes e nada insuspeitos, erram muito no exame do caso Daniel Dantas. Não tendo segurança, apelam para o imponderável. Dizem que o juiz de primeira instância desafiou o Supremo, falam em confronto de duas instâncias.

Por enquanto não existe desafio nem confronto. O juiz de primeira instância mandou prender Daniel Dantas. O presidente do Supremo concedeu a ordem para soltar o prisioneiro. Ambos cumprindo suas obrigações, nenhum confronto.
Em outro processo, o juiz mandou prender novamente Daniel Dantas, nem confronto nem desafio. Daniel Dantas tem uma vida financeira tão criminosa, que pode ser preso tantas vezes quantas forem necessárias para fazer justiça.
XXX

Depois de Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta, o caso de Paulinho da Força devia ser arquivado. Não conheço o deputado sindicalista, mas a desproporção das acusações a ele e o que foi provado dos outros três, descomunal. Se Daniel Dantas for depor, a audiência da TV Senado voltará ao apogeu dos tempos de Jefferson e Dirceu. Este foi citado agora, Jefferson não.

O autor da proposta, que será recusada, é o deputado Gustavo Fruet. Por mais surpreendente que possa parecer, existem incautos e ingênuos que aplicavam dinheiro no Opportunity. Jamais ganharam um real. E agora perderão o resto do que sobrava.

Petistas dissidentes, que não pertencem ao PT-PT, dizem pedindo sigilo: "Bem que eu não votei em Greenhalgh quando candidato a presidente da Câmara". Adivinharam? Ou estão chutando?

Boatos e sussurros: Gilmar Mendes teria pedido segurança ao ministro da Justiça. Este desmentiu, disse que foi ele que ofereceu e Gilmar Mendes recusou.

Equipes de resgate localizam mais vítimas em Sapucaia, no RJ (Postado por Erick Oliveira)

A prefeitura de Sapucaia confirmou que já chega a 11 o número de vítimas do deslizamento ocorrido na madrugada de segunda-feira (9) no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro Sul Fluminense.

Segundo a prefeitura, três corpos foram encontrados na  manhã desta terça-feira (10). As vítimas são a jovem Livia Gomes, de 22 anos, achada por volta das 8h15; uma mulher de 42 anos, encontrada às 9h; e a terceira vítima, ainda sem identicação, foi achada às 9h10.
Ainda segundo a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam até a 1h30 nas buscas. Os trabalhos das equipes recomeçaram por volta das 7h30 desta terça. Não chove na região. Homens do Exército também estão no local para dar apoio às equipes.
IML de Três Rios
Os corpos - 7 adultos e 2 crianças - serão reconhecidos no Instituto Médico Legal de Três Rios. 
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde de segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.
Na segunda-feira, a Defesa Civil estadual disse que 20 pessoas permaneciam desaparecidas. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, falou que ao menos 12 pessoas estavam desaparecidas, além dos mortos já encontrados.
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.
Deslizamento em SumidouroTambém na segunda, um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio, e acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido.
Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.
No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.
Na segunda, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.
No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chega a sete o número de mortos em Sapucaia, diz Defesa Civil do RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

Chega a sete o número de mortos por problemas provocados pela chuva, na madrugada desta segunda-feira (9), no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro-Sul Fluminense, segundo informações da Defesa Civil estadual. Seis pessoas morreram em decorrência de um deslizamento de terra, que atingiu pelo menos oito casas. A sétima vítima, segundo a Defesa Civil, morreu numa casa que desabou emn outra parte do município. Ao todo, são cinco adultos e duas crianças, ainda de acordo com a Defesa Civil.

Equipes de busca e salvamento continuam trabalhando no local, com o auxílio de cães farejadores. De acordo com informações da Defesa Civil, por volta das 16h voltou a chover forte no distrito, mas, em princípio, nenhum outro deslizamento de terra foi registrado.

Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde desta segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.

A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de haver pelo menos 20 pessoas desaparecidas após o deslizamento. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, ao menos 12 pessoas seguem desaparecidas, além dos mortos já encontrados.

Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.

A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos.

Deslizamento em Sumidouro
Um deslizamento de terra atingiu duas casas em Sumidouro, na Região Serrana do Rio de Janeirox, nesta segunda-feira (9). De acordo com o coronel Aluísio Alves Silva, da Defesa Civil do município, 15 pessoas estavam no local, mas ninguém ficou ferido. Chove forte na região.

Ainda de acordo com o coronel, o deslizamento ocorreu às 3h desta segunda-feira no bairro chamado Venda da Ponte. Os moradores das duas casas estavam dormindo, mas conseguiram escapar. As residências ficaram parcialmente destruídas.

No Rio de Janeiro, as chuvas deste começo de ano levaram sete municípios das regiões Norte e Noroeste a decretar situação de emergência após as enchentes. Balanço divulgado no domingo (8) pela Secretaria de Estado da Defesa Civil incluía as cidades de Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Miracema e Aperibé.

Nesta manhã, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que cidades do Noroeste Fluminense cortadas pelo Rio Muriaé receberão três desvios de excesso de água e uma barragem. Na quinta (5), um trecho da BR-356, que servia como dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos.

No fim da tarde de domingo (8), um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça.

Deslizamento
Em Sapucaia, que não estava na lista de cidades em emergência e não tinha registrado ocorrências por causa das chuvas, sete casas foram atingidas pelo deslizamento. O acidente ocorreu na madrugada desta segunda no km 108 da BR-393. A área afetada fica no distrito de Jamapará.

Uma família que tentou fugir do desabamento de terra no distrito de Jamapará se abrigando dentro de um Fusca acabou soterrada e está entre os desaparecidos em Sapucaia, segundo o secretário de comunicação do município, Sérgio Campante. "Eles fugiram de casa, que foi parcialmente atingida e se abrigaram dentro de um Fusca, mas o veículo foi atingido e a família foi soterrada", afirmou Campante.

No começo da tarde, cerca de 30 bombeiros atuavam no distrito de Jamampará. Segundo o secretário de comunicação de Sapucaia, os bombeiros ainda não conseguiram identificar os corpos encontrados.

Atendimento
Ainda de acordo com Campante, a prefeitura trabalha com a hipótese de que até 20 pessoas tenham sido soterradas em Sapucaia. "A nossa expectativa é achar alguém com vida", afirmou o secretário, acrescentando que entre 8 e 10 casas foram totalmente soterradas no município.

O atendimento às vítimas será feito em uma espécie de enfermaria de campanha na subprefeitura de Jamapará, enquanto a via não é desobstruída. Além disso, os desabrigados e desalojados estão sendo realocados para o Ciep e algumas escolas municipais da região. Outros estão indo para casas de parentes.

Interdições
Por volta das 13h30, a concessionária Acciona informou que a rodovia BR-393 (antiga Rio-Bahia) estava parcialmente interditada a partir do km 122, na pista sentido Norte (MG). A pista sentido Rio estava liberada ao tráfego.

A estrada também estava interditada no km 108, na altura de Jamapará, onde o deslizamento soterrou algumas casas. No km 151, nas imediações de Moura Brasil, no sentido Sapucaia, está em sistema "pare e siga".

O secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, estava em Cardoso Moreira, de onde seguiu de helicóptero para Sapucaia. Bombeiros de quatro cidades foram deslocadas para a região onde houve o deslizamento: Carmo, Teresópolis, Três Rio e Itaipava.  Uma equipe especializada em busca e salvamento do Rio viaja para o local do acidente em helicóptero cedido pela Polícia Civil.

Alerta máximo
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as cidades que estão em alerta máximo são: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Porciúncula, Natividade, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, Campos dos Goytacazes.

Ainda segundo a assessoria do Inea, o estado de alerta máximo não significa necessariamente que esteja chovendo nessas cidades, e sim que há de 80% de chances de transbordamento de rios que passem por essas cidades.

Moradores deixam casas após dique se romper em Cardoso Moreira, no RJ (Postado por Erick Oliveira)

Moradores da localidade de Outeiro, em Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, começaram a deixar suas casas na noite de domingo (8) depois que um dique se rompeu no fim da tarde do mesmo dia.
Cerca de 900 pessoas que vivem no local deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça, segundo informou, na noite de domingo, Henrique Oliveira, secretário de Defesa Civil de Campos, cidade vizinha onde também houve o rompimento de um dique na quinta-feira (5).
Equipes da Defesa Civil estadual e da Defesa Civil de Campos ajudam, na manhã desta segunda-feira (9), na remoção das famílias, que devem ser levadas para abrigos improvisados em escolas ou para casas de parentes. Barracas de acampamento também foram enviadas ao local para fazer abrigos de emergência num morro próximo ao local. Durante a madrugada, choveu bastante na região. A previsão é que em 24 horas a localidade de Outeiro esteja debaixo de água.
O secretário de Campos explicou que, antes de chegar às casas, as águas do Córrego da Onça deverão invadir uma grande área de pastagem e demorarão a atingir as moradias, o que poderá acontecer nesta manhã.
Henrique Oliveira disse que a Defesa Civil de Campos, a pedido da prefeitura de Cardoso Moreira, estava ajudando a reforçar o dique, que é de pequenas proporções, feito de terra e pedras pela Usina do Outeiro, de cana-de-açúcar, que fica no local.
"Na segunda-feira vamos mandar mais caminhões e agentes da Defesa Civil para ajudar a reforçar o dique", explicou o secretário no domingo.
Segundo disse, a localidade de Outeiro, embora seja no município de Cardoso Moreira, fica vizinha à localidade de Três Vendas, em Campos, alagada pelo rompimento de um  trecho da BR-356, que funciona como um dique para as águas do Rio Muriaé. A inundação em Três Vendas acabou atingindo o Córrego da Onça e o dique não suportou a pressão da água, explicou o secretário.
Onze municípios em alerta
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), onze municípios do estado do Rio estão em alerta máximo por causa do risco de cheias. Só na Baixada Fluminense, dois municípios estão em alerta máximo. Em Duque de Caxias, os rios Capivari e Saracuruna correm o risco de transbordar. O mesmo acontece em Belford Roxo, que também é cortado pelo Rio Capivari. Os outros nove municípios em alerta máximo ficam no Norte e Noroeste do estado.

Dique se rompe em CamposEste é o segundo dique que se rompe esta semana no estado do Rio por causa das chuvas que vêm procovando a cheia do Rio Muriaé e prejudicando municípios das regiões Norte e Noroeste.
Na quinta-feira (5), um trecho da BR-356, que serve como um dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos, onde a água chegou a dois metros de altura. Dos quatro mil moradores, dois mil se recusaram a deixar suas casas, alegando medo de saques.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Governo do RJ envia aeronaves para Campos após rompimento de dique (Postado por Lucas Pinheiro)

Duas aeronaves tripuladas por bombeiros foram enviadas na manhã desta quinta-feira (5) para a região Campos, no Norte Fluminense, onde, mais cedo, um dique (barragem para conter a água de rios) se rompeu no bairro Três Vendas. A informação é do governo do Rio, que não deu detalhes do modelo das aeronaves e de quantos bombeiros foram enviados ao local.

Por determinação do governador Sérgio Cabral, os bombeiros vão verificar as necessidades do local para que providências possam ser tomadas pela Defesa Civil do estado.

Mais cedo, o secretário de Defesa Civil do município, Henrique Oliveira, disse que cerca de 4 mil pessoas precisariam ser retiradas de suas casas por causa do rompimento do dique Segundo ele, mil famílias foram afetadas. Atualmente, 590 pessoas estão desabrigadas no município, segundo o secretário.

Famílias deixam casas
O G1 está tentando falar com o secretário Henrique Oliveira, mas até a publicação desta reportagem não conseguiu contato para saber quantas pessoas já deixaram suas casas. A prefeitura de Campos confirmou que algumas famílias já estão sendo levadas para o Ciep de Travessão, localidade vizinha a Três Vendas. O Ciep, segundo a prefeitura, fica a cerca de 16 km do Centro de Campos.

Nas próximas horas, uma equipe da Defesa Civil de Campos deve sobrevoar o local para ter uma dimensão dos prejuízos.

“Eu estou pedindo apoio do Exército. Nós vamos tirar toda a população de Três Vendas. Essa retirada tem que ser muito rápida”. Segundo ele, a água do Rio Muriaé deve tomar todas as ruas do bairro. “A situação é caótica na região. A água vai tomar tudo e muito rápido”, disse o secretário de Defesa Civil de Campos mais cedo.

De acordo com Oliveira, o dique fica na rodovia BR-356. Uma cratera foi aberta e o tráfego está interrompido na rodovia.Na quarta-feira (4), o nível do Rio Paraíba do Sul chegou a 10,90 metros quando, nesta época do ano, o normal varia de 7 a 8 metros, segundo a prefeitura.

De acordo com o secretário Henrique OIiveira, o município ainda não decretou situação de emergência, mas esta possibilidade não está descartada. "Agora (com o rompimento do dique) a situação vai se complicar", finalizou.

Cheia do Rio Muriaé
Na terça-feira (3), a Secretaria de Estado da Defesa Civil divulgou um balanço onde destacava que a cheia do Rio Muriaé, provocada pela chuva da última semana, afetou principalmente as cidades do Noroeste Fluminense. Em Itaperuna, a prefeitura da cidade calcula que 5 mil pessoas estão desalojadas e outras 60, desabrigadas. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, capitão Joelson Oliveira, a água subiu 1,3 metros acima do limite no Rio Muriaé.

Situação de emergência
Na quarta-feira (4), seis municípios do Rio de Janeiro decretaram situação de emergência, após as enchentes provocadas pelas chuvas que atingem o estado nesses primeiros dias do ano. São eles: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Miracema e Santo Antônio de Pádua. Todos ficam no Norte e Noroeste Fluminense.

Nas regiões Norte e Noroeste do estado, o nível de alguns dos principais rios subiu ainda mais. O número de pessoas que tiveram que sair de casa já chega a 20 mil.

Em Santo Antônio de Pádua, mais de 12 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. O Rio Pomba, que também corta o município, transbordou e deixou vários bairros inundados. O atendimento no Hospital Hélio Montezano foi suspenso e os pacientes tiveram que ser transferidos para um hospital em Miracema, que fica a 15 quilômetros da cidade.

A Secretaria estadual de Saúde informou que os equipamentos do hospital e o atendimento de pacientes será feito na policlínica de Santo Antônio de Pádua.

Segundo a prefeitura, a cheia do rio, de cinco metros acima do nível normal, desalojou 20% da população. Mais de trezentas quedas de barreiras já foram registradas no noroeste do estado e quase 100 casas foram destruídas nos deslizamentos.

Rio Muriaé
O nível do Rio Muriaé subiu ainda mais nas últimas horas e agravou a situação em outras cidades da região.

Em Itaperuna, no Noroeste Fluminesne, o número de pessoas fora de casa já passa de 5 mil. Nesta quarta, a água cobriu o primeiro andar do principal hospital do município, o São José do Avaí. A principal via da cidade, a BR-356, foi interditada.

Em Laje do Muriaé, já são mais de 2.500 desalojados ou desabrigados.

Ainda nesta quarta, os secretários estaduais de Saúde e de Defesa Civil viajaram para a região Noroeste. Um centro de comando e controle, para concentrar as ações de socorro às vítimas das enchentes, será instalado.

Balanço Defesa Civil
Na noite desta quarta a Secretaria estadual de Defesa Civil divulgou o balanço das ocorrências causadas pela chuva nas regiões Norte e Noroeste do Rio.

A secretaria esclareceu que o município de Laje do Muriaé passa a considerar um óbito no balanço da Defesa Civil estadual. O caso registrado como infarto não se deu em decorrência da chuva. Dessa forma, são dois óbitos durante as chuvas dos últimos dias: uma no próprio município de Laje do Muriaé e outra em Miguel Pereira.

Os números de desalojados em cada cidade são: Santo Antônio de Pádua (12 mil); Itaperuna (5 mil); Laje do Muriaé (2.500); Aperibé (1.800); Italva (500); Cardoso Moreira (447); Cambuci (310); e Campos (243).

Já os números de desabrigados são: Santo Antônio de Pádua (1.200); Itaperuna (60); Laje do Muriaé (100); Aperibé (60); Italva (90); Cardoso Moreira (80); Cambuci (80); e Campos (113).

Já em Italva, também no Noroeste Fluminense, houve inundação e enxurrada, de acordo com o secretário de Defesa Civil do município, Gedeão Bispo de Sousa. Bancos e hospitais estão fechados. “As famílias saíram de casa, foi muito rápida a enchente no Centro, derrubando muros e paredes”, disse ele.

Segundo o secretário, o pronto-socorro da cidade está interditado. “Estamos esperando a equipe do estado, para ver as ações na área da saúde. Médicos de outras localidades não conseguem chegar aqui”, contou. Ele afirmou que metade da população de Italva foi atingida. “

"O nível do rio está mais de 1 metro além do normal e desde terça-feira não diminui em nada, um sinal que está represando aqui em Italva. Pouca coisa do atendimento de emergência está funcionando, somente ambulatório. Todo trabalho é no sentido de não colocarmos a população em risco de morte. Está tudo parado e as cheias não diminuem”, disse ele.

Alerta máximo
O município de Bom Jesus de Itabapoana, no Noroeste Fluminense, está em estado de alerta máximo, de acordo com o técnico da Defesa Civil municipal Alexandre Alcântara.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Santo Antônio de Pádua, no RJ, tem 12 mil desalojados, diz Defesa Civil (Postado por Lucas Pinheiro)

Pelo menos 12 mil pessoas estão desalojadas por causa da cheia do Rio Pomba no município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo secretário de Defesa Civil do município, Angelo Alberto Figueiredo. A cidade é uma das mais prejudicadas pela chuva que atingiu o Rio de Janeiro nos primeiros dias do ano.

De acordo com Figueiredo, apenas duas áreas da cidade não foram atingidas pelos alagamentos. O nível do Rio Pomba, segundo ele, chegou a 5,4 metros, quase 2 metros acima do limite.

Ainda de acordo com o secretário, cerca de 300 pessoas também estão desabrigadas. Elas foram levadas para abrigos ou estão em casas de parentes. O hospital municipal foi esvaziado antes mesmo que a cheia atingisse o local.

Por causa do elevado número de vítimas, a cidade precisa de doações, principalmente de água potável e leite em pó.

"Quem quiser doar deve entrar em contato com a Secretaria de Defesa Civil pelos telefones (22) 8125-4690 e (22) 8809-9998”. Os interessados também podem ligar para a Secretaria de Transportes no telefone (22) 3851-0005.

Cinco mil desalojados em Itaperuna
Em Itaperuna, a prefeitura calcula que 5 mil pessoas estão desalojadas no município e outras 60 estão desabrigadas. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, capitão Joelson Oliveira, a água subiu 1, 3 m do limite no Rio Muriaé. Os acessos à cidade estão fechados por causa cheia, segundo Oliveira.

Cidades do interior sofrem com a chuva
Além de Santo Antônio de Pádua, outras cidades do Noroeste também sofrem com os problemas causados pela chuva e cheia dos rios. Em Laje do Muriaé, segundo a prefeitura, o número de desalojados chega a 2.500 pessoas.

Outras cidades também foram afetadas. A Defesa Civil informou que está monitorando permanentemente os seguintes municípios: Nova Friburgo, Laje de Muriaé, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Natividade, Campos, Duque de Caxias, São João de Meriti, Petrópolis, Macaé, Santo Antônio de Pádua e Paty do Alferes.

Mortes
Na terça-feira (3), a Defesa Civil estadual confirmou pelo menos três óbitos por causa da chuva. Desses, dois foram registrados no município de Laje de Muriaé, onde uma pessoa morreu durante a madrugada ao voltar para casa para pegar alguns documentos. O imóvel estava inundado e, segundo a Defesa Civil, a vítima escorregou, caiu e bateu com a cabeça. Já a outra vítima, infartou.

Ainda de acordo com a secretaria, a outra morte foi registrada em Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense, onde um homem infartou ao ver um desabamento de um imóvel. No município, dez casas desabaram e 80 pessoas ficaram desalojadas.

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.