quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Deputado ameaçado volta à Alerj depois de 15 dias na Europa (Postado por Lucas Pinheiro)

O deputado estadual do Rio Marcelo Freixo (PSOL) voltou ao Brasil na noite de terça-feira (15). Ele havia adiantado a data de um convite da Anistia Internacional para participar de reuniões na Europa para deixar o país por um tempo após sofrer sete ameaças de morte por conta de seu trabalho na CPI das Milícias. Na tarde desta quarta (16), ele está no plenário da Assembléia Legislativa, participando das votações do dia, após ficar fora por 15 dias.

Freixo presidiu a CPI das Milícias na Alerj, que indiciou mais de 200 pessoas, entre policiais e políticos. Ele viajou para a Europa no último dia 1º para uma série de reuniões com representantes da Anistia Internacional, num evento que já estava combinado, mas que ele resolveu antecipar por conta das ameaças.

Em seu Twitter, o deputado diz que a viagem reforçou sua segurança, deu maior equilíbrio para sua família e serviu ainda para retomar o tema do crescimento das milícias, discutido com a Anistia Internacional

"Foram 15 dias, o suficiente para denunciar o crescimento das milícias", diz ele no Twitter, ressaltando que "lamentavelmente as ameaças que recebi não foram investigadas".

Freixo explicou que a viagem seria curta e que voltaria antes de dezembro porque tem que terminar a CPI do Tráfico de Armas ainda este mês.

Questões estratégicas
Na noite da segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, Freixo disse que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas. As ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio..


Somente pouco antes de viajar o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado no fim de outubro.

Millôr Fernandes recebe alta de hospital na Zona Sul do Rio (Postado por Erick Oliveira)

O escritor carioca Millôr Fernandes recebeu alta da Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio, onde estava internado. Procurada pelo G1 nesta quarta-feira (16), a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação nem quando o escritor recebeu alta, a pedido da família.
Millôr estava internado desde o final de junho, quando retornou à casa de saúde apenas 48 horas depois de ter recebido alta de uma internação de cinco meses.
O escritor havia sido inicialmente internado na Clínica São Vicente, na Gávea, também na Zona Sul, no dia 7 de fevereiro, mas foi transferido para a São José, de onde foi liberado na última terça (28).
Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista autodidata, Millôr, de 86 anos, começou a colaborar com a revista "O Cruzeiro" aos 14 anos, conciliando as tarefas de tradutor, jornalista e autor de teatro. No final dos anos 1960, tornou-se um dos fundadores do jornal "O Pasquim", reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Escreveu nos anos seguintes diversos tipos de peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.
Atualmente ele mantém um site pessoal em que escreve textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. Seu perfil no Twitter conta com mais de 285 mil seguidores.

domingo, 13 de novembro de 2011


Favelas da Rocinha e Vidigal são ocupadas pelas forças de paz

Nenhum tiro foi disparado, mas blindados tiveram que contornar armadilhas deixadas por traficantes


GLOBO RIO

ANTÔNIO WERNECK
VERA ARAÚJO
DUILO VICTOR
Publicado:
13/11/11 - 7h01
Atualizado:
13/11/11 - 7h45

- As favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu foram ocupadas pelas forças de paz no início da manhã deste domingo. A operação começou por volta das 4h10m deste domingo, quando os veículos blindados da Marinha entraram nas comunidades. Segundo a secretaria de Segurança do Rio, cerca de três mil homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Choque (BPChoque) e policiais civis participaram da operação, com o apoio de quatro helicópteros da PM e três aeronaves da Polícia Civil. Policiais Federal também deram apoio durante a ação.

Nenhum tiro foi disparado. Retroescavadeiras da Prefeitura foram ao local para retirar possíveis barricadas que pudessem prejudicar a entrada dos militares na comunidade, e um blindado do BPChoque teve que retornar ao pé do morro do Vidigal por causa da grande quantidade de óleo que foi derramada pelos traficantes na localidade conhecida como Largo do Santinho, na parte alta da favela. Apenas os blindados da Marinha conseguiram prosseguir.Por volta das 2h30m, um homem que seria foragido do presídio de Bangu 8 foi preso tentando sair da favela. De acordo com informações da Rádio CBN, ele estaria com amigos e disse que estava passando mal. Levado pelos policiais ao hospital de campanha dos bombeiros, ele foi detido.
O morador Domingos Silva, há oito anos na Rocinha, teve que se atrasar em uma hora para ir ao trabalho para a esperar a ocupação da Favela da Rocinha. Segundo ele, o trabalho dele começa às 5h como porteiro de uma escola na Rua Faro, no Jardim Botânico:
- Perguntei se eles queriam revistar a minha casa. Eles foram educados, olharam e ainda agradeceram a minha atitude. Deu tudo certo, que continue assim.
Desde as 22h de sábado, toda a região deixou de ser comandada pelo 23º BPM e passou a ser controlada pela a corregedoria da Polícia Militar. A Rocinha, o Vidigal e a Chácara do Céu foram cercados desde o início da madrugada por policiais militares e civis. Às 2h30m, as principais vias de acesso às favelas foram interditadas, e o comércio, que costuma ficar aberto durante toda a madrugada, fechou.
As principais ruas de São Conrado, na Zona Sul do Rio, foram fechadas a partir da madrugada para a ocupação. Efetivos da Guarda Municipal foram mobilizados para auxiliar no controle de trânsito na região da Rocinha e do Vidigal. As principais saídas da cidade também foram bloqueadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para impedir a eventual fuga de traficantes.

sábado, 12 de novembro de 2011


Reforço policial chega




à Rocinha e ruas 




são fechadas



Foram montados bloqueios em cinco vias da Zona Sul do Rio.
Só veículos da Operação Choque de Paz vão poder circular pelo local.

Reforço da polícia chega à Rocinha por volta das 2h40 (Foto: Rodrigo Vianna/G1)Reforço da polícia chega à Rocinha por volta das 2h40 (Foto: Rodrigo Vianna/G1)













Os oito pontos de bloqueio vão ser na Avenida Prefeito Mendes de Moraes, na junção com Avenida Niemeyer, no sentido Vidigal; na Rua Visconde de Albuquerque, no acesso à Avenida Niemeyer, no sentido Vidigal; na Avenida Padre Leonel Franca, sentido Barra da Tijuca, no acesso ao Planetário da Gávea; na Estrada das Canoas, com o fechamento do acesso vindo do Alto da Boa Vista; na Rua Marquês de São Vicente, na esquina com Rua Cedro; na Avenida Ministro Ivan Lins, no acesso ao Elevado do Joá; na Barrinha, no acesso à Estrada do Joá; na Autoestrada Lagoa-Barra, no primeiro retorno após o Mercado Zona Sul, sentido Leblon.
A PM informou que nem mesmo moradores das ruas e avenidas interditadas para a operação Choque de Paz, que vai ocupar a Favela da Rocinha no domingo (13), vão poder passar pelos bloqueios, a partir de 2h30 deste domingo. A informação foi dada pelo coronel Frederico Caldas, relações-públicas da corporação. A operação vai ocupar a Favela da Rocinha para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
A polícia tem como meta retomar o controle da área para implantar a 19ª UPP do Rio. A operação contará com apoio de blindados da Marinha e militares.
Arte trânsito Rocinha (Foto: Arte/G1)

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ato reúne 150 mil pessoas no Rio, segundo PM


  • Irreverência do protesto satirizou até o papa Bento XVI (ANTONIO SCORZA/AFP)
Irreverência do protesto satirizou até o papa Bento XVI (ANTONIO SCORZA/AFP)

“Mexeu comigo, mexeu com o Rio.” As palavras de ordem, repetidas por artistas como Caetano Veloso, Seu Jorge e Cissa Guimarães, deram o tom da passeata convocada pelo governo do Rio e realizada ontem para protestar contra a redistribuição dos royalties do petróleo. Engrossada por servidores -muitos com crachás ainda pendurados ao pescoço-, a manifestação teve trios elétricos tocando samba, funk e música eletrônica e foi encerrada com apresentação de artistas como Lulu Santos e Xuxa, além da leitura do “Manifesto do Rio” pela atriz Fernanda Montenegro.

Para que a passeata não perdesse o foco, cada “ela desce/ela quica” do funk que saía das caixas de som era seguido de palavras de ordem que lembravam o público do porquê de estarem ali. “Querem comprometer nosso futuro!”, gritava um. “Não pode mudar a regra no meio do jogo”, dizia outro.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 150 mil pessoas participaram do ato. Muitos receberam transporte gratuito até o local -além de ônibus financiados pelo governo, houve gratuidade nos sistemas de trem e metrô. “Esse é um apelo do povo do Rio pela justiça”, disse o governador Sérgio Cabral.

O ato em si não teve discursos -após percorrer parte da avenida Rio Branco até a Cinelândia, o governador subiu ao palco com aliados, como Lindberg Farias, e adversários, como Rosinha Matheus e Anthony Garotinho. O único a falar foi o animador que convocava a população a lutar “contra a covardia”.

Na entrevista, Cabral chamou de “aberração jurídica” a proposta de redistribuição dos royalties de campos já licitados. “Nós não vamos ceder nem um real sequer do que já foi licitado”, afirmou.

O governador disse ainda que, se o governo e o Congresso não mexeram nos contratos já firmados ao aprovar o novo marco regulatório do setor, não faz sentido mexer nos royalties desse contrato. “Isso é uma irregularidade e uma ilegalidade.”

Cabral disse, porém, ter certeza de que o projeto aprovado pelo Senado será vetado pela presidente Dilma. “Porque ela é uma democrata, porque não vai permitir o linchamento do povo brasileiro e porque sabe que esse é um precedente muito perigoso, que abre uma brecha para violações muito graves.” No Espírito Santo, cerca de 5 mil pessoas participaram de manifestação em Vitória contra a mudança na divisão das receitas do petróleo aprovada pelo Senado. A estimativa é da Polícia Militar.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O objetivo é impedir que a Câmara dos Deputados ratifique a redistribuição de royalties da produção de petróleo aprovada no Senado que amplia para R$ 125,6 bilhões perdas do Rio, na estimativa do governo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Países africanos negam elo com homem que tentou ajudar traficante (Postado por Lucas Pinheiro)

Representantes da República do Congo e da República Democrática do Congo, dois países africanos distintos, negaram nesta quinta-feira (10) vínculo funcional com um homem preso no Rio por tentativa de ajudar na fuga do traficante de drogas Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, preso nesta quinta. Ao ser abordado pelos policiais, o homem se apresentou como cônsul do 'Congo'.

O primeiro-secretário da Embaixada da República do Congo, Pierre Moutou, disse que a embaixada "não tem funcionário no Rio" e o homem preso "deve ter mentido".  "A embaixada não tem funcionário no Rio. Ele deve ter mentido porque a embaixada do Congo no Brasil tem três anos e não abriu consulado no Rio. Aqui somos quatro pessoas que trabalham na embaixada", disse ao G1 Pierre Moutou.

A conselheira Nadine Osório Tchamlesso, representante da República Democrática do Congo no Brasil, também negou relação com o homem. "Eu não conheço esse sujeito, e a embaixada não conhece", disse ao G1.

Ela também diz que seu país não possui consulado no Rio de Janeiro, apenas no Rio Grande do Sul. Desde 2010, com a ausência de um embaixador, ela é a maior autoridade da República Democática do Congo no Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores informou, via assessoria de imprensa, que não recebeu da Polícia Federal qualquer comunicado sobre a prisão. Tal procedimento é feito quando ocorre a detenção de algum representante estrangeiro no Brasil com imunidade.

Prisão
A prisão de Nem foi uma consequência da ação de homens do Batalhão de Choque, que faziam revistas nos acessos à comunidade da Rocinha, no Rio. O carro onde estava o traficante foi interceptado no local, mas os dois homens que estavam no veículo se negaram a abrir o porta-malas.

Segundo a polícia, eles se apresentaram como um funcionário do Consulado do Congo e um advogado. Diante da negativa, a polícia dediciu escoltar a dupla até uma delegacia.

Mas, segundo a polícia, no trajeto para o distrito policial os ocupantes do carro pararam na região da Lagoa. Os agentes contaram que os homens teriam oferecido propina de entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para serem liberados e seguir viagem. Os policiais do Choque não aceitaram o suborno. A Polícia Federal (PF) foi chamada. o porta-malas foi arrombado, e o traficante Nem foi detido.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Deputado Marcelo Freixo elogiou, no ano passado, escolta policial (Postado por Lucas Pinheiro)

O deputado Marcelo Freixo enviou um ofício, ao secretário de segurança, José Mariano Beltrame, elogiando os policiais que fazem sua escolta. Ele classificou o trabalho dos PMs como "espontâneo, sério, competente e dedicado", ressaltando que sua escolta é necessária em razão dos planos de morte descobertos pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e pelo setor de inteligência da Polícia Civil. "O serviço prestado por esses policiais é digno do nosso reconhecimento e registrado por todas as formas e meio", escreveu Freixo, no ofício datado de 10 de dezembro de 2010.

Ontem, o deputado anunciou que irá passar uma breve temporada na Europa, a convite da Anistia Internacional, e reclamou que a Secretaria de Segurança não o mantém informado sobre o andamento das investigações sobre as ameaças de morte que recebeu nos últimos meses.


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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.