quarta-feira, 10 de junho de 2009
Garotinho sai do PMDB para ser candidato ao governo do Rio pelo PR
Do UOL Notícias
Em Brasília
Anthony Garotinho desfiliou-se do PMDB nesta quarta-feira (10). O objetivo do ex-governador do Rio de Janeiro é concorrer ao governo do Estado pelo PR nas eleições de 2010.
Em uma rápida passagem por Brasília nesta manhã, Garotinho reuniu-se com o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), e com a atual presidente do partido, Iris Rezende (GO), em seus gabinetes na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, não há problemas com as lideranças ou com a bancada do partido, mas sim com o atual governador Sérgio Cabral, provável candidato à reeleição.
"O governo dele é do forte contra os fracos e do fraco contra os fortes, eu não posso aceitar isso", disse. Garotinho criticou, em específico, a construção de muros nas favelas cariocas. Devido aos muros, o ex-pemedebista disse ser impossível enxergar-se no mesmo palanque que Cabral em 2010.
Apesar da saída de Garotinho da legenda, o restante da família do político vai continuar no PMDB -sua filha Clarice, deputada estadual, e sua mulher Rosinha, prefeita de Campos.
domingo, 3 de maio de 2009
Flamengo vence nos pênaltis e se torna o maior campeão do Rio
O Flamengo se tornou o maior campeão do Estadual do Rio ao derrotar nos pênaltis por 4 a 2 o Botafogo, neste domingo, no estádio do Maracanã, e ficar com o título da competição de 2009. No tempo normal, a partida acabou 2 a 2 --o time fez os dois primeiros gols, mas cedeu o empate.
O goleiro Bruno foi o destaque do jogo. Ele pegou um pênalti de Victor Simões no tempo normal e na decisão por penalidades defendeu as cobranças de Juninho e Leandro Guerreiro.
Agora, a equipe rubro-negra possui 31 títulos, um a mais que o Fluminense. Apesar de ambos já terem mais de cem anos, o Flamengo começou a disputar o torneio depois do rival tricolor, que participou da primeira edição do campeonato.
O Flamengo só entrou na competição em 1912, quando o time das Laranjeiras já havia vencido cinco das primeiras seis edições do campeonato, que era disputado apenas por times da cidade do Rio. Neste ano, o time da Gávea ganhou a hegemonia do torneio.
Além disso, o Flamengo também se sagrou em sua história pela quinta vez tricampeão estadual. Já o Botafogo, rival deste domingo, amargou os três últimos vices.
Com o título, o técnico flamenguista Cuca espera que acabe o estigma de vice, que o cercou. Nas últimas duas finais, ele dirigia o Botafogo. Durante o torneio, a torcida do time de General Severiano até criou um canto sobre o fato. "Vice é o Cuca", gritaram os torcedores.
Em 2009, o Botafogo conquistou a Taça Guanabara, e o Flamengo, a Taça Rio ao derrotar justamente o Botafogo. A primeira partida da decisão do Estadual acabou empatada em 2 a 2. Quem vencesse neste domingo, ficaria com o título. Com o novo empate, a decisão foi aos pênaltis.
A partida começou muito disputada, com equilíbrio. No entanto, o Flamengo conseguiu ser mais eficiente e abriu uma vantagem de dois gols no primeiro tempo. Aos 19min, Kléberson, de cabeça, tocou por cima do goleiro do Renan e entrou no gol --Ronaldo Angelim ainda deu um carrinho, antes de a bola bater nas redes.
O segundo gol saiu aos 38min, Kléberson acertou forte chute. A bola desviou no marcador e entrou sem chances para a defesa de Renan.
Logo no início da etapa final, o Botafogo desperdiçou uma cobrança de pênalti. O goleiro Bruno fez grande defesa no chute de Victor Simões e evitou o gol, aos 3min.
No entanto, o time de General Severiano teve forçar para chegar ao empate: Juninho acertou belo chute em uma falta, aos 16min, e Tulio Souza, após rápida arrancada, recebeu a bola e não falhou ao tocar ao gol aos 18min.
No final do jogo, o zagueiro Fabio Luciano, do Flamengo, foi expulso de campo ao colocar a mão na bola. Depois, na disputa por pênaltis, Bruno voltou a ser decisivo e assegurou o título.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Escândalo das passagens atinge Temer e Gabeira
Prometendo "transparência absoluta", a Câmara dos Deputados anunciou nesta segunda-feira que vai realizar estudo para reestruturar os gastos executados pela Casa depois das denúncias de má utilização das passagens aéreas pelos parlamentares. Hoje, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-PR), admitiu que utilizou parte da cota de passagens para o transporte de familiares e pessoas não relacionadas com o exercício do seu mandato.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) promete realizar na próxima quarta-feira (22) um discurso para reconhecer o "erro" ao ceder passagens aéreas da cota a que faz jus como deputado para que familiares viajassem ao exterior.
Como noticiou o blog do Josias nesta segunda, Gabeira também entrou no novo escândalo da Câmara, mas "quer convencer a direção da Casa a modificar as regras que disciplinam o uso das passagens".
"Em razão da ampla utilização de passagens aéreas nos gabinetes parlamentares, o presidente da Câmara reconhece que deputados, inclusive ele próprio, destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do parlamento", afirmou Michel Temer em nota.
O presidente da Câmara criticou as brechas nas regras para uso da cota. "[O uso irregular das passagens ocorreu] porque o crédito era do parlamentar, inexistindo regras claras definindo os limites da sua utilização", afirma.
Gastos
Até o TCU entrou no caso das passagens aéreas. Dados de reportagem da Folha mostram que a despesa com passagens aéreas para os nove ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a R$ 720.344,38 no ano passado, o que representa aumento de 45,2% em relação a 2007 e corresponde a uma média de R$ 80 mil anuais por integrante da corte.
O TCU é o responsável por fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Segundo a reportagem, os valores não incluem as cotas individuais a que os ministros do TCU têm direito a gastar livremente por ano com passagens, no valor de R$ 43,2 mil para cada um deles. Nos dois últimos anos, somente o ministro Raimundo Carreiro não usou a benesse.
O ministro Walton Alencar Rodrigues, presidente do TCU no biênio 2007/08, disse que "a verba de passagens existe há décadas e permite aos ministros cumprir agenda nacional porque o TCU é um tribunal com jurisdição em todo o país".
O procurador Marinus Eduardo Marsico, representante do Ministério Público no TCU, se reuniu nesta segunda-feira com os diretores-gerais da Câmara e do Senado para cobrar mudanças como a utilização de passagens aéreas pelos deputados e senadores.
Marsico está disposto a pedir ressarcimento de valores gastos de forma inadequada pelo Legislativo com as passagens e mover ações por improbidade administrativa caso o Congresso não atenda às recomendações do Ministério Público.
O procurador entende que os parlamentares estão proibidos de utilizar os bilhetes para viagens particulares ou repassá-las aos seus familiares. "O gasto dos parlamentares com passagens aéreas deveria estar disponível na internet e vinculados exclusivamente a atos do mandato. A utilização das passagens por parentes deveria ser uma prática paga com o próprio salário do parlamentar", afirmou.
Mudanças na Câmara
Segundo a presidência da Câmara, os gastos da Casa vão ser readequados com base na "transparência absoluta, redução e publicidade para que todos a eles tenham acesso". A Casa afirma que vai impor "marcos legais claros e definitivos" nos próximos dias para dar transparência aos gastos legislativos.
Além de irregularidades no uso da cota aérea, a Câmara reconhece "equívocos" na utilização das verbas de postagem, de impressos, no auxílio-moradia e na verba-indenizatória --valor de R$ 15 mil destinado aos deputados para gastos mensais. "Daí porque o presidente da Câmara dos Deputados determinou estudos para a readequação e reestruturação geral e definitiva de todos pagamentos feitos pela Casa", afirma a nota.
Líderes partidários, presidentes de partidos e integrantes do Conselho de Ética utilizaram a cota de passagens aéreas da Câmara para transportar familiares e terceiros para viagens ao exterior --sem vínculo com atividades próprias do mandato. A partir de uma lista de bilhetes aéreos obtida pela Folha, foi constatado que nomes como Mário Negromonte (PP-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) beneficiaram parentes com bilhetes aéreos pagos pela Casa.
Além deles, são citados na reportagem os deputados Ciro Gomes (PSB-CE), ex-candidato ao Planalto; José Genoino (PT-SP), ex-presidente do PT; Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da Confederação Nacional da Indústria; e Vic Pires (DEM-PA), ex-candidato a corregedor da Câmara.
Os deputados alegam que o regimento não proíbe esse tipo de uso, já que não estabelece normas para a utilização de bilhetes no exterior. As medidas anunciadas nessa semana para regulamentar os gastos com passagens não fazem referências a viagens para fora do país.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
PMDB do Rio quer desvincular Temporão de disputa de cargos no Ministério da Saúde
da Folha Online, em Brasília
Na tentativa de desvincular politicamente o ministro José Gomes Temporão (Saúde) da bancada do PMDB do Rio, dez deputados peemedebistas fluminenses protocolaram nesta quinta-feira um abaixo-assinado no Palácio do Planalto e Ministério da Saúde. Nele, os parlamentares rechaçam ligações políticas com a pasta e exigem a demissão de quem se diz ligado aos peemedebistas fluminenses.
A reação dos parlamentares se deve às informações de que há intenção da bancada do Rio de indicar nomes para cargos considerados importantes no Ministério da Saúde. As informações ganharam mais força nos último dias com a saída de José Noronha, que era secretário nacional de Assistência à Saúde.
De acordo com o ministério, Noronha era amigo de Temporão e pediu exoneração do cargo por razões pessoais. Ainda não foi indicado um substituto para a secretaria, o que estimulou uma série de eventuais indicações políticas para o cargo.
Porém, no abaixo-assinado, os parlamentares negam quaisquer articulações que visam nomeações e indicações. E, ainda pedem a demissão de "qualquer pessoa de cargo público" cuja nomeação é atribuída à bancada fluminense.
Texto
O texto do documento diz: "Os abaixo-assinados deputados federais da bancada do Rio de Janeiro, vem à presença de vossas excelências [o presidente da República e o ministro da Saúde], informar que não têm interesse em qualquer nomeação do âmbito do Ministério da Saúde. E, desautorizando qualquer gestão que envolva o nosso nome, desmentindo ainda, categoricamente, que tenha qualquer posição nesse Ministério, ocupada por indicação de qualquer membro da bancada. Solicitamos formalmente a demissão imediata de qualquer ocupante de cargo público no Ministério cuja nomeação tenha sido a nós atribuída".
Assinam o abaixo-assinado os deputados federais Eduardo Cunha, Nelson Bornier, Alexandre Santos, Geraldo Pudim, Marcelo Itagiba, Bernardo Ariston, Leonardo Picciani, Fernando Lopes, Solange Almeida e Edson Ezequiel.
Divergências
Internamente, o PMDB do Rio não entende o nome de Temporão como indicação da bancada. Os deputados afirmam que a nomeação dele foi imposta ao partido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB).
A Folha Online apurou que nos últimos dias Cabral e Temporão também estariam estremecidos porque o Ministério da Saúde não repassou verbas para o programa de unidades de pronto atendimento do Estado do Rio. Também há queixas em decorrência de obras no hospital de Queimados (interior fluminense).
Segundo alguns deputados, houve várias tentativas de diálogo com Temporão, mas o ministro apenas sinalizaria interesse nas conversas, mas depois não executava as supostas promessas acordadas.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Bope treina para usar armas não-letais em operações
Rio de Janeiro, 9 abr (EFE) - O Governo do estado do Rio de Janeiro começou a implantar o uso de armas não-letais entre os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para tentar reduzir o grande número de mortos nas operações em morros e favelas, informaram hoje fontes oficiais.
A empresa Condor, fabricante do novo equipamento, organizou hoje para jornalistas uma simulação de seqüestro com posterior atuação policial e explicou que este tipo de arma serve para incapacitar o criminoso durante o tempo necessário para realizar a ação.
O diretor de relações institucionais da Condor, Antônio Carlos Magalhães, disse que este fato facilita "enormemente" o trabalho da Polícia para que se reduza o número de "vítimas colaterais" nas ações dos agentes.
Entre as armas estão granadas de gás lacrimogêneo e de luz e aerossol de pimenta, que, após apenas um segundo de exposição, pode deixar o criminoso incapacitado por 40 minutos, sem deixar qualquer seqüela.
Além disso, a empresa também fabrica fuzis de balas de borracha e tinta que são disparadas contra alvos para causar "barulho e impacto", disse Magalhães.
No ano passado, segundo um estudo recentemente publicado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), morreram em todo o estado do Rio de Janeiro um total de 21 pessoas por balas perdidas, e mais de 279 ficaram feridas.
Isso significa que 0,4% do total dos 4.539 homicídios cometidos com arma de fogo no Rio de Janeiro durante 2007 foram por balas perdidas.
Outro dos dados do estudo indica que 15,8% das mortes por balas perdidas ocorreram quando um projétil procedente de um tiroteio entre policiais e traficantes atingiu uma vítima civil.
Seguindo o exemplo de São Paulo, onde a Polícia mata 327% menos que no Rio de Janeiro, o Governo estadual decidiu apostar neste armamento não letal.
O coronel Carlos Milagres, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), explicou que o uso destas novas armas "é básico" para que "o aumento da força seja progressivo" e para "defender os civis".
Também afirmou que os agentes, além de treinamento físico, receberão apoio psicológico, para que "tomem consciência da importância" da utilização deste armamento.
UOL
segunda-feira, 31 de março de 2008
Molon, lanterninha, é confirmado candidato do PT (Tribuna da Imprensa)
O deputado estadual Alessando Molon foi confirmado, em prévia com militantes do PT no Rio, como candidato da sigla à prefeitura municipal. Ele, que é o lanterninha na pesquisa do Datafolha divulgada domingo (1% dos votos), concorreu com o ex-deputado federal Vladimir Palmeira e obteve 5.606 votos do 8.173 votos nas zonas eleitorais do partido. Resultado de acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral, a candidatura de Molon unirá PT e PMDB na disputa de outubro. A decisão será legalizada em junho, na convenção da legenda. O senador Marcelo Crivella (PRB) lidera as pesquisas sobre intenções de voto no Rio, com 20%, seguido de Jandira Feghali (PCdoB), que tem 18%. O secretário de Esportes, Eduardo Paes (PMDB, tirado da disputa pelo governador Sérgio Cabral, aparece em terceiro, junto com o deputado Fernando Gabeira, ambos com 10%. Depois vêm a deputada Solange Amaral (DEM), com 9%, e o também deputado Chico Alencar (PSOL, com 7%. Ontem, foram confirmadas também as expectativas em Belo Horizonte, onde filiados do PT mineiro escolheram delegados que, no próximo dia 6, devem aprovar a aliança com o PSDB, capitaneada pelo prefeito da capital mineira, o petista Fernando Pimentel, e o governador tucano Aécio Neves. Encerrada a votação às 21h, a chapa "PT Pelo Entendimento" - a favor da aliança - teve 85% de 2.600 votos. A chapa contrária "PT Tucano Não" teve 15%. A chapa vencedora tem direito de indicar a mesma proporção dos 430 delegados. Fruto de forte polêmica no PT, a aliança ainda terá de ser submetida a instâncias nacionais da sigla.
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Arquivo do blog
Quem sou eu
- Blog do Paim
- Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.

