segunda-feira, 30 de junho de 2014

TRE tenta barrar Lindberg e ameaça prender Jandira Feghali em ato do PCdoB

26/6/2014 22:19
Por Redação - do Rio de Janeiro

Jandira Feghali tomou conhecimento de que o TSE teria pedido sua prisão
Jandira Feghali tomou conhecimento de que o TSE teria pedido sua prisão
Pouco antes do início do Ato de Lançamento da Frente Popular, às 19h desta quinta-feira, no espaço Via Show, em São João de Meriti, dezenas de agentes do Tribunal Regional Eleitoral do RJ cercaram o local com intuito de impedir, sem sucesso, a entrada de militantes do PCdoB, PSB, PT e PV. Chegou ao conhecimento dos militantes na Convenção Estadual do PCdoB que se tratava de uma ação movida por integrantes do PMDB, o que gerou imediata reação dos mais de 5 mil presentes que conseguiram lotar os principais espaços da casa de show, na Baixada Fluminense. Quem ficou de fora tentou entrar e os agentes da Justiça Eleitoral pediram o reforço da PM, que conteve a multidão com gás de pimenta.
Na mesa diretora do encontro, a deputada Jandira Feghali pediu a quem já estava no recinto para ali permanecer, “para não piorar ainda mais a situação lá fora”, disse. Em seu discurso ao público, que atendeu ao pedido da parlamentar do PCdoB e se manteve firme no local, o candidato pela Frente Popular ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, não poupou críticas aos adversários do PMDB.
– Soube aqui, por nossos advogados, que foi pedida a prisão da nossa companheira Jandira Feghali. Creio que a juíza responsável por essa ordem desconhece que a deputada tem imunidade parlamentar. Mas, se ainda assim quiserem prender a Jandira, vão ter que prender todos nós. Por aí é possível perceber o nível em que transcorrerá a campanha eleitoral – lamentou o candidato.
Com a presença de Romário, candidato ao Senado, o ato de lançamento da Frente Popular também reuniu dezenas de deputados estaduais e federais da frente para marcando a unidade por mudanças profundas no Estado do Rio. O ato encerrou a Convenção Eleitoral do PCdoB, que começou às 14h no mesmo local.
Segundo o advogado da Frente Popular Raoni Vita, o TRE/RJ alegou que o ato configurava campanha eleitoral antecipada.
– Queriam conferir, um a um, os nomes das pessoas presentes ao ato político, o que gerou todo o tumulto e colocou em risco a integridade física de quem, com todo o direito, queria participar da convenção partidária – afirmou Vita.
A deputada Jandira Feghali, presidenta estadual interina do PCdoB em substituição ao presidente, João Batista Lemos, afirmou que o Partido poderia “ter uma atitude burocrática, mas não, nós optamos pela solução política porque não há base legal nenhuma para o que o TRE está fazendo”. Candidata à reeleição, Jandira também lembrou que, recentemente, o atual governador, Luiz Fernando Pezão, reuniu mais de 60 prefeitos na convenção do seu partido e o TRE não se manifestou.
– Isso é uma agressão política. A guerra política já começou. O ato vai acontecer de qualquer jeito – afirmou.
O clima seguiu tenso dentro e fora do Via Show até o final do ato político, devido à ameaça do TRE de cortar o som e apreender todos os equipamentos caso o ato continuasse. A ameaça não se concretizou. Ainda que o som fosse desligado, segundo Feghali, o encontro iria acontecer “de qualquer jeito, nem que seja no gogó. Lindberg e Romário já estão aqui e vamos seguir em frente”, concluiu.


domingo, 29 de junho de 2014

Com ministro de Dilma, Garotinho se lança candidato para "acabar" com PMDB no Rio

Em seu discurso, candidato do PR prometeu anular concessão do Maracanã

Daniel Haidar, do Rio de Janeiro

Deputado Anthony Garotinho PR/RJ
Deputado Anthony Garotinho PR/RJ (Leonardo Prado/Agência Câmara)
Com a presença do ministro Ricardo Berzoini (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) teve oficializada sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro neste domingo. O ex-governador do Rio (1999-2002) indicou uma espécie de pacto de não agressão com o concorrente Lindbergh Farias (PT) para tirar o PMDB do poder. “Temos que nos poupar, porque temos um adversário em comum, o PMDB. Não vi críticas de Lindbergh a meu respeito. Qualquer um que estiver no segundo turno contra o PMDB terá meu apoio. A prioridade é acabar com esse governo”, afirmou Garotinho à jornalistas.
Embora Garotinho seja apenas mais um, dos quatro palanques de Dilma no Rio, o candidato do PR foi o primeiro pretendente ao governo estadual que teve a candidatura lançada com presença de um representante do Palácio do Planalto. Nenhum emissário de Dilma compareceu ao lançamento da campanha do senador Lindbergh Farias (PT), que se aliou com o PSB e também participará de atos com o presidenciável pessebista Eduardo Campos no Rio. Também houve indiferença do Planalto à convenção que lançou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição e à reunião do PRB para oficializar a candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) ao Palácio Guanabara. Pezão diz apoiar Dilma, mas admite que o PMDB fluminense vai fazer campanha em peso para o senador Aécio Neves (PSDB) e que ainda dará palanque para o presidenciável Everaldo Pereira (PSC).

Na última semana, o Planalto atuou para empurrar o PROS para a coligação do PR e dar mais tempo de televisão para Garotinho. O arranjo fez surgir o primeiro candidato ao Senado no Rio que não faz oposição a Dilma: o deputado federal Hugo Leal (PROS). A ajuda irritou Lindbergh, que também tentou atrair o PROS para sua coligação. Garotinho retribuiu o auxílio e prometeu se empenhar na campanha de Dilma. 

“Sempre tive afinidade com Dilma. Fui do PDT durante 18 anos com ela. Não posso ser hipócrita e dizer que sumiram todas as diferenças com o PT. Mas nós temos que ter uma posição clara em campanha politica. Pezão fica parecendo que é a Dona Flor, com dois maridos”, afirmou Garotinho.
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Em discurso a cerca de 8.000 pessoas em um centro de convenções no centro do Rio, Berzoini mencionou o apoio de Dilma ao candidato do PR. “Estou aqui para trazer um abraço da presidente Dilma a Garotinho”, afirmou.

Ao falar com jornalistas, Berzoini se recusou a comentar a última polêmica da Secretaria de Relações Institucionais, que pediu ao PMDB a lista dos 60 prefeitos da base aliada que compareceram ao lançamento do Aezão, em uma churrascaria do Rio, um ato de apoio à campanha de Aécio. Em nenhum momento, Berzoini mencionou o nome de Lindbergh ao comentar os palanques de Dilma no Rio. “Garotinho é uma candidatura no campo popular. Existem outras que dialogam com a presidente Dilma. Tem um que é do mesmo partido e tem a do senador Crivella também”, afirmou Berzoini.

Em discurso na convenção, Garotinho priorizou críticas ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e ao seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (PMDB). “Cabral saiu tão desmoralizado que mandou botar grade (na cerimônia de transferência de cargo a Pezão) para o povo não chegar perto. Um governo covarde como esse tem que ser colocado na lata de lixo da história”, afirmou Garotinho em discurso, ao lado de Berzoini.

Com a retórica habitual, inflamada e nada conciliadora, Garotinho prometeu, se eleito, anular concessões assinadas no governo Cabral, como o Maracanã. Entre as promessas populistas de Garotinho estão criar um “batalhão de defesa social”, liberar o transporte alternativo de vans e “colocar os presos para trabalhar”. “Vamos dar liberdade ao transporte alternativo. Pode ter miliciano, mas tem miliciano que trabalha no Palácio Guanabara”, afirmou. “Tenho um recado para o senhor Eike Batista. Meu primeiro ato vai ser anular a privatização do Maracanã”, acrescentou.

O nome do candidato a vice de Garotinho foi mantido em sigilo. O ex-governador afirmou que "tem esperança" de que o senador Marcelo Crivella (PRB) aceite entrar na sua coligação como vice. Na semana passada, Crivella negou que vá desistir de concorrer ao Palácio Guanabara e apoiar outro partido.

"Ainda farei um apelo ao senador Crivella, para que ele reflita sobre esse momento que estamos vivendo. Nas duas vezes em que ele venceu a disputa ao Senado, teve nosso apoio", afirmou.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Garotinho, Crivella e Pezão empatam nas intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro
 
18/06/2014

Empate técnico também ocorre na disputa para o Senado

Agência Brasil
​Em um dos cenário, Garotinho tem 18% das menções, Crivella tem 16% e Luiz Fernando Pezão, 13%.
​O IBOPE Inteligência realizou entre os dias 07 e 11 de junho de 2014 uma pesquisa no estado do Rio de Janeiro sobre as próximas eleições. Foram testados possíveis cenários de intenção de voto para governador, senador e presidente.

Na disputa pelo governo do estado, o deputado federal Anthony Garotinho, o ex-ministro da Pesca Marcelo Crivella e o atual governador Luiz Fernando Pezão aparecem tecnicamente empatados em primeiro lugar nos dois cenários testados.

No primeiro, Garotinho tem 18% das menções, seguido de Crivella, com 16%. Luiz Fernando Pezão aparece com 13%, Lindbergh Farias, com 11%, César Maia, com 8%, e Tarcísio Motta e Miro Teixeira, com 1% cada. Votos brancos e nulos totalizam 27% e os que não sabem em quem votar ou preferem não responder, 6%.

No segundo cenário, sem a presença de Cesar Maia, Garotinho tem 19% das intenções de voto, Marcelo Crivella, 17%, e Pezão, 13%. Lindbergh Farias recebe 12% das menções,  Miro Teixeira, 2%, e Tarcísio Motta, 1%. O percentual daqueles que optam por votar em branco ou anular o voto é de 31% e daqueles que não sabem ou preferem não responder é de 6%.

Segundo turno para governador
Também foram testados cenários possíveis em um eventual segundo turno. Em uma disputa entre Garotinho e Pezão, o deputado federal leva vantagem ao ser citado por 30% dos eleitores, enquanto Pezão é mencionado por 20%. Votos brancos e nulos somam 42% e os indecisos, 8%.

Se a disputa for entre Marcelo Crivella e Pezão, o ex-ministro leva vantagem, com 31% das menções, ante 19% do atual governador. Votos brancos e nulos totalizam 43% e os que não sabem em quem votar ou preferem não responder, 7%.

Em um segundo turno com Lindberg Farias e Pezão, há empate técnico, com 23% das intenções de voto para Pezão e 22% para Lindberg. Votos brancos e nulos somam 47% e os indecisos, 9%.

No cenário com Garotinho e Lindberg, o deputado federal tem vantagem ao receber 29% das menções, enquanto Lindberg é citado por 20%. Votos brancos e nulos somam 44% e os indecisos, 8%.

Se o segundo turno for disputado entre Pezão e César Maia, também há empate. Pezão é a opção para 22% dos eleitores do estado, contra 19% que votariam em César Maia. Brancos e nulos totalizam 50% e os que não sabem, 9%.

Na disputa entre Crivella e Lindberg Farias, o ex-ministro é citado por 29% dos entrevistados, enquanto 20% citam Lindberg. Votos brancos e nulos somam 44% e os indecisos, 8%.

No último cenário testado, entre Crivella e Garotinho, há um novo empate técnico. Os dois nomes alcançam 25% das menções, cada. Votos brancos e nulos totalizam 43% e os que não sabem em quem votar ou preferem não responder, 7%.

Intenção de voto espontânea para governador
Sem a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos ao governo do Rio de Janeiro é alto o percentual daqueles que afirmam não saber em quem votariam ou que não respondem a pergunta espontaneamente (57%). Garotinho e Pezão são citados por 5% dos entrevistados, cada, enquanto Lindberg Farias é mencionado por 3%, César Maia e Marcelo Crivella são citados por 2%, cada e Sergio Cabral, por 1%. Outros nomes são mencionados por 1% dos entrevistados, enquanto 24% optam por votar em branco ou anular o voto.

Rejeição de voto para governador
Entre os eleitores do estado, 11% declaram que poderiam votar em todos os possíveis candidatos, e 12% não sabem ou preferem não responder. Entre os nomes mencionados pelos eleitores do Rio de Janeiro como aqueles em quem não votariam de jeito nenhum, havendo a possibilidade de escolher mais de um possível candidato, Garotinho é rejeitado por 32%, César Maia por 24%, Pezão por 18%, Lindberg Farias por 14%. Marcelo Crivella e Miro Teixeira empatam com 13% das citações, enquanto Tarcísio Motta é mencionado por 11%.

Intenção de voto para o Senado 
Considerando um cenário em que são apresentados os nomes de possíveis candidatos a senador pelo Rio de Janeiro, o ex-governador Sergio Cabral e os deputados federais Romário e Jandira Feghali aparecem empatados tecnicamente em primeiro lugar. Cabral é citado por 26%, enquanto Romário recebe 22% das menções e Jandira Feghali, 20%. Aqueles que declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto são 26% e 6% não sabem ou não respondem a pergunta.

Intenção de voto espontânea para o Senado 
Quando questionados espontaneamente sobre em quem votariam para senador, ou seja, sem a apresentação dos possíveis candidatos, 64% dos eleitores afirmam que não sabem em quem votariam ou preferem não responder a pergunta. Sergio Cabral é lembrado por 4% dos entrevistados, Romário por 3% e Jandira Feghali e Marcelo Crivella por 1%. Outros nomes citados, quando somados, alcançam percentual de 1%. Já brancos e nulos representam 26% do eleitorado.

Intenção de voto para presidente
Com a apresentação dos nomes dos possíveis presidenciáveis, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar com 36% das intenções de voto, enquanto Aécio Neves aparece com 15% das intenções, Eduardo Campos tem 8%, Pastor Everaldo possui 3% das citações, Magno Malta, 2%, e José Maria, 1%. Outros candidatos somados chegam a 1%. Declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto 27% do eleitorado e 6% não sabem ou não respondem.

Intenção de voto espontânea para presidente 
Sem a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos ao governo federal, 49% não sabem ou não respondem o nome de qualquer candidato espontaneamente, enquanto que 14% afirmam que votariam em Dilma Rousseff. Outros 5% declaram a intenção de votar em Aécio Neves. O ex-presidente Lula é a escolha de 3% dos eleitores e Eduardo Campos e Marina Silva, a opção de 2%, cada. Outros candidatos são citados por 2% e 23% declaram que votariam em branco ou anulariam o voto.

Avaliação da administração estadual 
Um terço dos eleitores (35%) avalia como regular a administração do governador Pezão. Para 29% dos entrevistados sua gestão é ruim ou péssima e 16% a consideram ótima ou boa. Os que não sabem opinar ou não quiseram responder a pergunta somam 21%. A administração de Pezão é desaprovada por 40% dos fluminenses, enquanto 33% a aprovam e 27% não sabem ou preferem não avaliar a gestão do atual governador.

Avaliação da administração federal 
Ao avaliarem o governo de Dilma Rousseff, 39% do eleitorado do estado consideram a administração da presidente como ruim ou péssima. Para 33%, a administração dela é regular e para outros 28% sua gestão é ótima ou boa. Em relação a aprovação da sua maneira de governar, metade dos entrevistados (51%)  desaprova e 45% aprovam. Outros 4% não opinam sobre essa questão.


FICHA TÉCNICA DA PESQUISA
Período de campo: A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 11 de junho de 2014.
Tamanho da amostra: Foram entrevistados 1204 eleitores.
Margem de erro: A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%.
Solicitante: Pesquisa contratada por FIRJAN – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Registro eleitoral: Registrada no TRE sob o protocolo Nº RJ-00006/2014 e no TSE sob o protocolo BR-00166/2014.
 
RELATÓRIO

domingo, 1 de junho de 2014

Transcarioca será inaugurada neste domingo com a presença de Dilma

Corredor expresso ligará Barra ao Galeão.
Primeira linha passa por bairros da Zona Oeste e tem 19 estações.

Do G1 Rio


O BRT Transcarioca será inaugurado no Rio na manhã deste domingo (1º) com a presença da presidente Dilma Rousseff. O corredor expresso Transcarioca ligará o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Galeão, na Ilha do Governador, à Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A primeira linha do BRT começará a funcionar na segunda-feira (2), no trecho Barra da Tijuca (Terminal Alvorada)-Tanque, em Jacarepaguá.
A linha liga os dois bairros da Zona Oeste, com serviço parador em 19 estações. Inicialmente, o serviço  funcionará apenas entre 10h e 15h – período entre os horários de pico. Segundo Paes, o objetivo é minimizar os impactos, já que a população precisará de tempo para se adaptar ao novo sistema.
"Não é a coisa mais sofisticada do mundo, não se gastou zilhões em metrô, mas se melhora muito a vida das pessoas. A gente percebe em certos trechos o trânsito com carros completamente parado e o BRT passando", disse Eduardo Paes.
Paes reforçou que a implantação será gradual e levará benefícios à população local. "Uma área inacessível, detonada, degradada da cidade foi transformado em um lugar onde a mobilidade está totalmente facilitada. Não se faz só a implantação das estações do BRT, faz drenagem, qualifica, faz calçadas, implanta praças, área de lazer", disse.Segunda etapa
Na quarta-feira (4), entrará em funcionamento a linha que ligará o Aeroporto Internacional do Galeão ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. O BRT fará parada em quatro estações, entre elas, a de Vicente de Carvalho, que possibilitará a integração com o metrô, facilitando também o acesso ao estádio do Maracanã. As estações são Alvorada, Tom Jobim 1, Tom Jobim 2 e Vicente de Carvalho.

Para evitar acidentes, Paes disse que grades foram colocadas em toda a extensão do BRT. "O sujeito para atravessar tem que pular. Ele tem que querer ser atropelado. Está tudo muito bem sinalizado. Se as pessoas respeitarem as regras, a gente vai ter uma experiência muito bem-sucedida", concluiu. Além disso, policias militares à paisana vão trabalhar a bordo dos ônibus para dar proteção aos passageiros durante a Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho.
Transcarioca será inaugurada neste domingo (1º) no Rio (Foto: Prefeitura do Rio/Divulgação)Transcarioca será inaugurada neste domingo (1º) no Rio (Foto: Prefeitura do Rio/Divulgação)
 

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Rio deve receber um milhão de turistas na Copa

Governo anuncia ações de sustentabilidade para a Copa>Administração da Arena, Couto e Janguito terá mudanças
A cidade do Rio receberá quase um milhão de pessoas (entre turistas nacionais e internacionais e jornalistas) durante a Copa do Mundo. A estimativa da secretaria municipal de Turismo (RioTur) é de que mais de R$ 1 bilhão seja injetado na economia carioca. A capital será a sede das seleções da Inglaterra, Holanda e Itália (a seleção brasileira está em Teresópolis, na região serrana), da imprensa internacional e hospedará os dirigentes da Fifa e os 90 árbitros e assistentes que comandarão os jogos. O Maracanã será palco de seis jogos e da final do mundial.

Serão 400 mil visitantes estrangeiros, 450 mil brasileiros e 18 mil jornalistas, que já ocupam 80% da rede hoteleira municipal. Com capacidade para 20 mil pessoas por dia, o Fifa Fan Fest funcionará nos 25 dias de jogos com transmissão ao vivo e shows.
Com material informativo, sinalização e pessoal, serão gastos R$ 5,7 milhões, segundo a RioTur. Em toda a cidade haverá 31 postos de informações distribuídos nos aeroportos, rodoviária, estações de metrô e BRT, no Maracanã e nos principais bairros e pontos turísticos (como Copacabana, Ipanema, Centro e Lapa).
Serão instaladas 3.700 placas e adesivos de sinalização em toda a cidade, principalmente em locais com grande circulação de visitantes (como estações de trem e metrô, pontos turísticos e no entorno do estádio). A expectativa da RioTur é que tudo esteja instalado até dia 5 de junho, bem próximo ao início dos jogos "para evitar desgaste" do material, como foi feito em eventos anteriores como Jornada Mundial da Juventude e Copa das Confederações.
Pontos de ônibus, postes, estações de metrô e trem, entre outros locais de visibilidade receberão placas e adesivos com informações sobre dias e horários dos sete jogos que serão realizados no Rio. A RioTur disponibilizará, até 5 de junho, o aplicativo Rio Guia Oficial (para celulares com sistema operacional iOS e Android) com informações sobre a cidade, principais pontos turísticos, bares, restaurantes e hotéis, além dos guias impressos (4,1 milhões de exemplares).
A imprensa terá três espaços: o International Broadcast Center (IBC), no Riocentro, na Barra, com capacidade para 18 mil jornalistas; o Presentations Studios, em Copacabana, na zona sul, que terá dez estúdios de diferentes emissoras de televisão de todo o mundo; e o Centro Aberto de Mídia (CAM), no Forte de Copacabana, que será disponibilizado para todos os profissionais. A expectativa da RioTur é que 3,6 bilhões de espectadores assistam aos 64 jogos via TV ou internet.
Preparação
Não é apenas a prefeitura que está se preparando para a chegada da Copa do Mundo. Os vendedores ambulantes do entorno do Maracanã também querem receber bem os turistas. O ambulante Cláudio Silva, de 42 anos, vende bebidas, camisas e acessórios do Brasil perto do estádio e, apesar de misturar inglês e espanhol, aprendeu a se comunicar com os turistas. "Sei falar algumas coisas do meu jeito. É o inglês Joel Santana. Por exemplo: uno é três reales, dois é cinco", brincou.
Já Lourival Carvalho, de 43, está mais empenhado em agradar os visitantes. Há um ano, trabalhando nos arredores do Maracanã, ele comprou um livro de inglês para aprender os números de um a 20, o equivalente aos "preços das mercadorias". "Direta e indiretamente, trabalhamos com turismo. Então, temos que saber o básico, pelo menos, para ter uma comunicação com o turista. Vem chileno, argentino, venezuelano, inglês. O mundo todo vem conhecer o Maracanã. Eu já sei até como é a palavra água em japonês: [aspa]tissum[aspa] (na verdade, seria algo como [aspa]mizu[aspa])".
O inglês Michael Pitzel, de 40, veio aproveitar sete dias no Brasil antes da Copa e aprovou a dedicação dos ambulantes. Ele comprou uma camisa não oficial do Flamengo por R$ 40 depois de intensa negociação com Silva que mostrou os valores apontando os números no livro e com as mãos. "A negociação funcionou, consegui entendê-los, sim. Eu gosto de conhecer pessoas, também faz parte da experiência e esses dois caras me divertiram muito."
 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Após reunião, rodoviários do Rio decidem por paralisação de 48 horas

Paralisação já começa à 0h desta terça-feira (13), segundo grevistas.
Após decisão, grupo seguiu em passeata e fechou vias do Centro.

Do G1 Rio

Rodoviários em greve decidem por uma paralisão de 48 horas da categoria, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12 (Foto: José Lucena/Futura Press)Rodoviários em greve decidem por uma paralisão de 48 horas (Foto: José Lucena/Futura Press)
Os rodoviários que fizeram uma paralisação de advertência na quinta-feira passada (8) no Rio deciram parar novamente a partir da 0h de terça-feira (13), desta vez por 48 horas (entenda o impasse que levou à greve).

A decisão foi tomada após uma audiência que terminou sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) nesta segunda (12), com representantes dos grevistas, do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb-Rio) e da Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas. Após a decisão, o grupo saiu em passeata pelo Centro da cidade, causando interdições de vias. Às 17h20, a Avenida Rio Branco foi interditada. Por volta das 18h30, a manifestação começou a dispersar.
Segundo o TRT, o processo segue o trâmite normal e o sindicato tem até cinco dias para preparar uma defesa. Em seguida, o patronal tem o mesmo prazo para apresentar uma espécie de tréplica. Somente depois desses prazos o Ministério Público do Trabalho apresenta um parecer para a marcação do julgamento.
A Rio Ônibus considera o movimento abusivo e ilegal por estar sendo organizado por um grupo de rodoviários que não tem legitimidade nem representatividade legal da categoria. “Mais uma vez o ato anunciado não respeita os princípios e requisitos da lei de greve, que prevê o aviso da paralisação com 72 horas de antecedência e a sua votação por uma assembleia oficial do sindicato que representa os profissionais”, diz a nota.
Ainda segundo a Rio Ônibus, os quatro consórcios que abastecem a cidade, Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz, vão manter suas frotas prontas para operação, “mas a circulação dependerá da chegada dos motoristas ao trabalho e das condições de segurança, já que na primeira paralisação centenas de veículos foram atacados”.
Plano de contingência
A Prefeitura do Rio montou um
plano de contingência para minimizar o impacto da paralisação de rodoviários a partir da 0h desta terça-feira (12). As medidas priorizam metrô, trens e barcas e reforçam linhas de ônibus que fazem ligações com esses modais. A Polícia Militar vai garantir a segurança na saída das garagens dos quatro consórcios.
O Metrô Rio informou que irá funcionar com capacidade máxima a partir das 5h30 desta terça-feira (13). Eles também orientam os usuários do metrô para que comprem o bilhete antecipadamente para evitarem fila durante a paralisação.
A CCR Barcas informou que está preparando viagens extras para o caso de aumento da demanda, devido à greve dos rodoviários. Na paralisação da última quinta-feira (8), a linha que atende Cocotá, na Ilha do Governador, na Zona Norte, registrou recorde no transporte de passageiros. Ao todo, 9 mil pessoas - um aumento de 204% na média de usuários no mês de maio de 2014.
O grupo tinha dado uma trégua ao movimento desde uma reunião com Ministério Público do Trabalho (MPT) na sexta-feira (9). O encontro contou com a intermediação da procuradora Débora Félix. Um grupo de rodoviários não aceita o acordo votado e aprovado em assembleia em março, que aprovava a proposta de aumento oferecida pelas empresas. O vice-presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José da Silva, afirma que a assembleia foi realizada dentro da legalidade. Dois procuradores do MPT abriram inquérito para investigar denúncias de supostas irregularidades.
De acordo com Hélio Alfredo, líder dos rodoviários dissidentes, cinco pessoas formaram uma comissão e participaram da reunião do TRT como ouvintes, sem poder participar da conversa. Sobre o sindicato não reconhecer a paralisação decretada na tarde desta segunda, ele se irritou:

"Não reconhece? Se não fossem os rodoviários, o sindicato não ia existir. É só as autoridades mandarem que os patrões negociam com a gente", disse Hélio.

Manifestação
Além da paralisação de quinta-feira, os rodoviários fizeram uma manifestação, que interditou por uma hora a Avenida Rio Branco, por volta das 16h30, de sexta-feira. O grupo, de cerca de 600 trocadores e motoristas, caminhou em passeata até o Ministério Público do Trabalho, onde se reuniram com o procurador-geral Carlos Augusto Solar.

O procurador disse, na quinta-feira, que o MPT recebeu uma denúncia em um papel sem timbre e sem assinatura sobre irregularidades ocorridas na assembleia que decidiu aceitar o reajuste para a categoria. "A comunicação que eles fizeram não fornece nenhum elemento para contato", explicou.

Solar disse ainda que acredita que o diálogo poderia ter evitado os acontecimentos de violência durante os protestos. "O MPT quer entender o que esta por trás e obter documentos para saber como foi a negociação, para intermediar o conflito."

Dia conturbado
A paralisação de 24 horas na quinta-feira acabou com 531 veículos depredados na cidade. E para que a população não ficasse sem transporte, as empresas fizeram um mutirão durante a noite e a madrugada e conseguiram consertar 475 ônibus, cerca de 90% da frota avariada.

Ao longo da quinta-feira, passageiros tiveram dificuldades de encontrar coletivos. Os que circularam apesar das ameaças — inclusive de homens armados — ficaram superlotados. A frota que circulava pela cidade era de 24% do total por volta das 18h.

Uma trocadora da Viação Acari foi atingida por uma pedra e encaminhada para a UPA de Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio. Por causa dos piquetes, muitos ônibus nem saíram das garagens e os passageiros esperaram por horas nas ruas para ir ao trabalho.


De acordo com dados divulgados pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) na quinta-feira, o prejuízo total somou R$ 17 milhões: R$ 3 milhões em depredações — maior número desde 2004 —, e R$ 14 milhões em ônibus incendiados.

Entenda o impasse
Motoristas e cobradores questionam o acordo firmado entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus em março. Para entender o impasse, o G1 e o RJTV ouviram grevistas, os empregadores e o sindicato dos trabalhadores, que é contra a greve.

A categoria ganhou um aumento de 10% no salário retroativo a abril e o salário-base do motorista passou para cerca de R$ 1.950. Os rodoviários também tiveram um reajuste de 40% no valor da cesta básica, que subiu para R$ 140.
Os grevistas, no entanto, querem um aumento de 40% no salário — passariam a receber quase R$ 2,5 mil, além de cesta básica de R$ 400. Outra reivindicação é o fim da dupla função, onde motoristas também trabalham como trocadores. Segundo eles, o sindicato não consultou a categoria ao aceitar o acordo com as empresas.

"A nossa paralisação é devido ao descaso do sindicato [dos trabalhadores]. Ele [sindicato] fez um acordo sem consultar a classe, acordou 10% e não perguntou se os rodoviários concordavam com isso. Pessoal quis conversar com o sindicato, quis sentar e ele não quis", disse Hélio Alfredo, representante dos grevistas.

O Sindicato dos Rodoviários diz que o acordo foi aprovado em assembleia. "O sindicato fez uma assembleia do dia 11 de março, em dois turnos no Guadalupe Country Clube, na Avenida Brasil, e um grupo de trabalhadores colocou uma proposta de R$ 2,5 mil e R$ 400 de ticket, que foi reprovada pela própria assembleia, e aprovaram uma de R$ 2,2 mil, que depois foi negociado. Chegamos aos 10% de aumento e 40% da cesta básica", explicou o presidente do sindicato, José Carlos Sacramento.

O presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, Lélis Teixeira, disse que o acordo foi o maior aumento da categoria no país e descarta nova negociação. "É um acordo feito, definido e pago. Não há margem [para discussão]", disse o representante, que pediu na Justiça que a paralisação seja considerada ilegal.


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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.