terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cesar Maia é barrado pela Lei da Ficha Limpa e tem candidatura indeferida



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O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) indeferiu a candidatura do ex-prefeito da capital fluminense Cesar Maia (DEM) ao Senado na noite desta segunda-feira (18).
A candidatura foi indeferida tendo por base a Lei da Ficha Limpa - no caso de Maia, há uma condenação em segunda instância por suposto uso irregular de recursos públicos para financiar a construção da Igreja de São Jorge em Santa Cruz, zona oeste do Rio.
Os responsáveis pela campanha de Maia se apressaram em dizer que o candidato seguirá suas atividades normais, até que haja o julgamento de sua candidatura por parte do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília.
"É um processo natural dentro do Judiciário. Uma decisão em que não houve unanimidade. Vai se recorrer à instância superior. E esta decisão do TRE não interrompe a minha campanha ao Senado", afirmou o candidato, conforme nota distribuído pela assessoria.
Além do ex-prefeito, atualmente vereador da Câmara do Rio, Ronaldo Cezar Coelho (PSD) e Jorge Coutinho (PMDB), dois suplentes dele, também tiveram a candidatura barrada, mas por problemas de documentação.
Segundo o TRE-RJ, os candidatos que decidem recorrer a Brasília têm direito a seguir a campanha normalmente - o que inclui as aparições na propaganda eleitoral obrigatória.

domingo, 10 de agosto de 2014

Os chefs ‘invisíveis’ da alta gastronomia

Os segundos na hierarquia não gozam dos holofotes, mas são fundamentais

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Comunhão de princípios. A chef estrelada Roberta Sudbrack (à esquerda) ao lado de seu braço direito, a mineira Lydia Shiihara
Foto: O Globo / Cecilia Acioli
Comunhão de princípios. A chef estrelada Roberta Sudbrack (à esquerda) ao lado de seu braço direito, a mineira Lydia Shiihara - O Globo / Cecilia Acioli

RIO - Anônimos no salão, imprescindíveis na cozinha. Os sous-chefs (ou subchefs) são o braço direito dos grandes nomes da gastronomia, estão em segundo lugar na hierarquia dos restaurantes e têm todo aquele trabalho e aquela responsabilidade com que seus mestres também arcam. Com um detalhe: não levam a fama. Além de ajudarem na coordenação da equipe, controlam estoques, fazem contas, conferem o processo criativo para que tudo saia perfeito e, claro, colocam a mão na massa. 
A estrelada chef Roberta Sudbrack diz que não entregaria o cargo a alguém desconhecido, mesmo que tivesse um currículo invejável. Para ela, essa é uma relação profunda, familiar, quase íntima. Não à toa, colocou a responsabilidade de sua casa no Jardim Botânico nas mãos da mineira, filha de japoneses, Lydia Shiihara, há quatros anos trabalhando com ela.
— A função de sous-chef não é uma escolha, mas uma conquista. É a pessoa à qual você entrega a sua cozinha. E, para mim, sempre será alguém que comunga dos mesmos princípios que eu, que entende a minha filosofia de que o ingrediente tem que aparecer, e não o chef. Lydia é uma pessoa única, séria e coerente, conquistou essa posição — defende Sudbrack, uma das participantes do Rio Gastronomia, uma realização O GLOBO, com apresentação da RioTur, patrocínio master da CEG e do Sebrae, patrocínio do Azeite Gallo e Nextel, apoio Senac, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Air France e Deli Delícia, parceria do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio).
Com a humildade de uma aprendiz, Lydia mostra profunda admiração pela mestre. Escuta atentamente cada uma das instruções e faz questão de segui-las à risca. Tanto capricha no sabor quanto na estética do prato, a ponto de corrigir a própria chef.
— Uma bronca da Lydia é pior que a minha. Inclusive, quando levo, fico péssima — brinca Sudbrack. 




A linha dura também é rotina nas cozinhas de Jan Santos (do Ibérico e do Entretapas). Segundo ele, “sua” Andréa Mesquita tem carinha de fofa, mas é osso duro de roer. O pulso firme e a capacidade de gestão de Andréa conquistaram a confiança de Jan no espanhol Entretapas, onde ela ficou por quase dois anos, até ser convidada para liderar a mais nova menina dos olhos do chef: a cozinha do Ibérico, aberto há quatro meses no Jardim Botânico, com a fama do primeiro restaurante sustentável do país. Para o lugar dela no Entretapas, Jan escalou o italiano Stefano Panaia.
— Cozinhar é obrigação, mas ser chef e sous-chef é mais que isso: é saber liderar, sobretudo pessoas — define Jan, lembrando que entrevistou Andréa umas oito vezes antes de “formalizar a união”, mesmo sabendo de sua imersão em restaurantes da Catalunha por sete anos.
Andréa, por sua vez, não está nem um pouco preocupada em levar a fama.
— Sou muito tímida, gosto de ficar nos bastidores, cozinhando — justifica.
Os holofotes também não são fundamentais para Rodrigo Guimarães, há quatro anos segundo chef do Oro, restaurante do badalado chef Felipe Bronze. A ele cabe “reger a orquestra”, cuidando de tudo quando Bronze está em reuniões e viagens, além das gravações da série “O mago da cozinha” do “Fantástico”, na Rede Globo, e do programa “Comidinhas de chef”, no canal GNT. 
— A cozinha não é o trabalho de um ou dois, mas a dedicação de muitos. O sucesso do Oro se deve a uma equipe de dez pessoas, e o Felipe sempre diz isso — resume Guimarães.
Como Felipe Bronze define, o sous-chef é uma peça fundamental: faz a ponte entre a ideia do chef e o dia a dia da equipe. E quem pensa que a admiração vem de um lado só, do pupilo para o mestre, engana-se. 
— Sou fã do Rodrigo. Ele é mais técnico, mais pontual, mais regrado e disciplinado do que eu jamais fui. Ele é meu complemento, é parte fundamental do sucesso do negócio — declara Felipe Bronze. 
Admiração é algo que chama a atenção também na história do chef italiano Luciano Boseggia e do pernambucano Januário de Andrade, conhecido com Badaró. Eles trabalham juntos há 18 anos, desde o Fasano da Haddock Lobo,k em São Paulo. Vieram para o Rio, passaram por altos e baixos e por salões como o da Forneria São Sebastião e o do Gero e agora, há três anos, estão no Alloro, restaurante do hotel Windsor. E, depois de aprender exaustivamente sobre cozinha italiana, Badaró se prepara para um voo solo: abrirá uma casa de massas no estilo “pegar e levar”, na Aníbal de Mendonça, em Ipanema.
— Ainda não sei se vou deixar o Boseggia. São muitos anos juntos, estamos em negociação, “discutindo a relação” — brinca Badaró, ainda confuso com a mudança.
Enquanto não chegam a um consenso, Boseggia aproveita para curtir os últimos momentos do companheiro em sua cozinha em tempo integral.
— Por mim, ele ficaria ao meu lado a vida toda. É como um casamento: quando você está há muitos anos ao lado de uma pessoa, já sabe, só de olhar, o que ela está pensando — diz Boseggia. 
Outra parceria de sucesso intercontinental é a do italiano Luca Orini com Filipe Rizzato, no Cipriani, do Copacabana Palace. Com 11 anos de carreira, Rizzato abriu mão da chefia no Quadrifoglio e apostou na mudança. Está há um ano ao lado de Luca.
— Optei por aprender mais um pouco, com um chef experiente de outro país. Ter essa troca é fundamental — avalia Rizzato, que já passou pela Locanda Locatelli, em Londres, com uma estrela Michelin, e pelo L’Indret, em Barcelona.
De estagiário a sous-chef
O segundo homem na cozinha de Rafael Costa e Silva, do Lasai, é o chef Thiago Gouveia, de 29 anos. Os parceiros se conheceram ainda na Espanha, no período em que Rafa era chef do Mugaritz; e Thiago, estagiário. Os dois se distanciaram quando Rafa veio para o Brasil com o projeto do Lasai. 
Nos dois anos de obras até ter o salão aberto, Thiago aproveitou para se especializar. Trabalhou em outros restaurantes espanhóis renomados, como o El Bulli, do espanhol Ferran Adrià. Retornou ao Brasil, estagiou no Dom, de Alex Atala. Antes mesmo de abrir o Lasai, Rafa sabia que ele era “o cara”.
— Por tudo o que vi no Mugartiz, percebi que ele estava pronto para ser sub-chef. Dividimos praticamente todo o trabalho. No Brasil, o líder ainda tem que ter uma qualidade a mais: se dedicar às pessoas. Os clientes são bastante sensíveis — avalia Rafa Costa e Silva.
Em alguns pontos, o aprendiz supera o mestre: 
— Ele faz alho e óleo melhor do que eu — conta Rafa.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ibope Rio: Garotinho lidera com 21%; Crivella registra 16%, e Pezão tem 15%

Do UOL, no Rio

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (30) mostra que os candidatos Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB) lideram a disputa eleitoral no Rio de Janeiro, com 21% e 16%, respectivamente. Já o atual governador e concorrente à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tem 15%. O petista Lindberg Farias aparece na quarta posição com 11%.

Intenção de voto

Governador Rio de Janeiro

GarotinhoPR

21

CrivellaPRB

16

PezãoPMDB

15

LindbergPT

11

Dayse OliveiraPSTU

2

Ney NunesPCB

1

Tarcísio MottaPSOL

1

Brancos e nulos

21

Indecisos

12
Considerando a margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos, Garotinho, Crivella e Pezão estão tecnicamente empatados, de acordo com o Ibope.
Completam o cenário os candidatos Dayse Oliveira (2%), do PSTU, Tarcísio Motta (1%), do PSOL, e Ney Nunes (1%), do PCB.
Os votos brancos e nulos correspondem a 21% do total; 12% não souberam responder.
O nível de confiança é de 95%, o que significa que o Ibope tem 95% de certeza de que os números estão dentro da margem de erro. A amostra foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o protocolo RJ-00011/2014, no dia 25 de julho.
Entre os dias 26 e 30 de julho, o instituto entrevistou 1.204 pessoas. A pesquisa foi contratada pela Rede Globo e custou R$ 80.547,60.

Rejeição

O Ibope avaliou ainda os índices de rejeição aos candidatos. A opção por Garotinho desagradou a 44% dos entrevistados, enquanto Pezão e Lindberg tiveram 17% de rejeição. Crivella, por sua vez, teve 15%.
Os representantes do PSTU, do PSOL e do PCB, somados, têm 13% de rejeição. Já 14% dos entrevistados não sabem ou não opinaram, e 6% declararam que poderiam votar em qualquer um dos candidatos.

Avaliação do governo Pezão

Os entrevistados também foram questionados a respeito do trabalho do governador Luiz Fernando Pezão. Para 2% deles, a gestão do peemedebista é ótima. Classificaram como regular 40% dos eleitores ouvidos pelo Ibope, enquanto 16% acreditam ser boa a avaliação do candidato à reeleição.
Entre os que estão insatisfeitos com o atual governo, 17% classificaram como péssima e 14%, como ruim. Já 11% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.
Das 1.204 pessoas que participaram da amostra, 36% afirmaram que aprovam o governo Pezão, e 45% declararam que desaprovam a gestão. Já 18% deles não souberam ou não opinaram.

Rejeição

Governador Rio de Janeiro

1

GarotinhoPR

44
2

LindbergPT

17
3

PezãoPMDB

17
4

CrivellaPRB

15

Outros

20
8

Nenhum

6
9

Não sabem

14

Romário (PSB) lidera corrida para o Senado

A atual pesquisa Ibope também apurou que o ex-jogador de futebol e atual deputado federal Romário (PSB) está na frente na disputa por uma vaga no Senado Federal, com 24% das intenções de voto.
O ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) aparece em 2º lugar, com 17%. Eduardo Serra (PCB) tem 7%. Carlos Lupi (PDT) e Pedro Rosa (PSOL) registraram 3% cada um. Lilian Sá (PROS) tem 2%. Heitor Fernandes (PSTU) e Sebastião Neves (PRB) estão empatados, com 1%.
Votos brancos e nulos somam 24%, enquanto os indecisos são 18%.

Pesquisas anteriores

No começo de julho, pesquisa do Datafolha --realizada logo após a oficialização das candidaturas no TSE-- apontou empate na liderança entre Garotinho e Crivella, ambos com 24%.
A seguir apareceram Pezão (14%) e Lindberg Farias (12%), empatados tecnicamente. Os três candidatos que completam a disputa somaram 3%. Declararam votar em branco ou nulo 16%, e 7% não souberam responder.
No mês anterior, amostra do Ibope apontou empate técnico triplo na disputa pelo governo do Estado: Garotinho (18%), Crivella (16%) e Pezão (13%). Já Lindberg apareceu na quarta posição, com 11%. Brancos e nulos chegaram a 27%, e os indecisos somaram 6%.
Em março, Garotinho (19%) e Crivella (18%) também apareceram tecnicamente empatados na primeira pesquisa do Ibope feita em 2014 com o intuito de aferir as intenções de voto dos então pré-candidatos ao Executivo fluminense. Lindberg e Pezão tiveram 13% e 6%, respectivamente. Votos brancos e nulos somaram 35%. Indecisos, 8%.
O levantamento do Ibope divulgado hoje é o primeiro do instituto que considera as candidaturas oficiais. Como as amostras anteriores utilizavam cenários distintos, com políticos que acabaram não confirmando suas candidaturas ao governo do Estado, não é possível comparar o resultado desta pesquisa com levantamentos publicados anteriormente.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dilma acerta participação em caminhada no Rio ao lado de Garotinho

25/7/2014 18:39
Por Redação - do Rio de Janeiro



Presença de Garotinho na Baixada Fluminense, onde espera levar a presidenta Dilma, reúne uma multidão
Presença de Garotinho na Baixada Fluminense, onde espera levar a presidenta Dilma, reúne uma multidão
Presidente nacional do PT, Rui Falcão e o coordenador da campanha da presidenta Dilma Rousseff no Rio, Adilson Pires, reuniram-se com o candidato ao Palácio Guanabara pela Aliança Republicana e Trabalhista (PR-Pros-PT do B), Anthony Garotinho, na tarde desta sexta-feira, para acertar os últimos detalhes da caminhada que a candidata petista participará, na semana que vem, ao lado do ex-governador fluminense. Garotinho lidera as pesquisas de opinião para um novo mandato.
– O Giles (coordenador da agenda da presidente Dilma) me ligou e estamos aguardando uma definição de data para agenda conjunta na semana que vem – explicou Garotinho, que pretende levar a presidenta a um dos conjuntos residenciais que construiu na Baixada Fluminense ou na Zona Oeste do Rio, quando foi governador.
Garotinho também aproveitou para atacar o governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição pelo PMDB.
– Toda critica do Pezao ao governo que o antecedeu é uma crítica a ele próprio, porque ele foi secretario de Governo da Rosinha. Ele foi indicado vice-governador por mim na chapa de Cabral. Então, ele deve tomar muito cuidado em falar de governos anteriores ao dele porque ele participou – alfinetou.
Lula e Lindberg
Segundo Rui Falcão, apesar de a presidente receber o apoio dos quatro principais candidatos ao governo fluminense, “as campanhas de Dilma e Garotinho se comunicam bem”.
– As duas campanhas se interlaçam, se complementam. Dilma deve voltar ao Rio para uma agenda específica com Garotinho. Ele não quer exclusividade e sim reciprocidade – afirmou Falcão.
O presidente do PT disse, ainda, que o ex-presidente Lula ainda não definiu se participará, ou não, da campanha do candidato petista Lindberg Farias:
– Ele (Lula) vai acompanhar a presidenta, e a agenda dele é livre.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Turistas lotam restaurante popular no Centro do Rio

Agência Brasil
Turistas estrangeiros que estão no Rio para a Copa, principalmente sul-americanos que estão acampados no Terreirão do Samba, no Centro da cidade, lotam o Restaurante Popular Cidadão Central do Brasil (Betinho), administrado pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh). Os estrangeiros escolheram o restaurante popular como alternativa para se alimentar de forma farta e barata. 
De acordo com a secretaria, pelo menos 150 estrangeiros fazem refeições diariamente no espaço, o que aumentou as filas no local, que tem 100 mesas e atende cerca de 400 pessoas, com 4 mil refeições por dia.  O café da manhã custa R$ 0,35 e o almoço sai por R$1. 
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Carlos Mariano, disse que, com a experiência da Copa, serão adotadas algumas medidas para a Olimpíada de 2016.
“A gente não tinha a percepção de que durante a Copa isso iria ocorrer. A gente não fez nada de especial, é a rotina baseada em um trabalho nutricional. Para as Olimpíadas nós já estamos planejando um material específico com atendimento bilíngue, vamos colocar ônibus do Terreirão para o restaurante para facilitar a locomoção das pessoas”, explicou.
O casal de argentinos Joaquim González, Rocío Ginavey e o filho Luca González, de 1 ano, que estão no Rio há cinco dias, foram almoçar no restaurante popular e disseram que a comida é boa e não tem fritura, o que é bom para o pequeno Luca.
“Viemos para o Rio de carona e viajamos por quatro dias. Estávamos em uma praça em Copacabana e fomos para o Terreirão porque a polícia disse que não poderíamos ficar na praça. Lá no Terreirão indicaram o restaurante. A comida aqui é muito boa e econômica, é saudável, não é frita, é algo que o bebê pode comer e também tem fruta”, contou Rocío.
O colombiano Jaime Andrés Silva, 25 anos, disse que na Colômbia não existem restaurantes desse tipo, mas que a comida do seu país é mais barata e mais diversa que no Brasil.
“Achei a comida muito boa e bastante nutritiva. Também é muito bom compartilhar com as pessoas que vêm comer aqui. Não tem esse tipo de espaço na Colômbia. Eu acho muito bom que o Brasil aproveite a comida que tem demais para oferecer alimento ao povo todo”, disse, acrescentando que gostou muito do país e que depois da eliminação da Colômbia passou a torcer pelo Brasil.
O restaurante da Central do Brasil é uma das 16 unidades do programa em funcionamento. A maior parte do público é composta por trabalhadores do centro da cidade, além de moradores de rua, que costumam fazer refeições no local.
Frequentadora assídua, Lígia dos Santos Thomaz,  65 anos, contou que toma café da manhã e almoça todos os dias no restaurante popular. “O ambiente é uma beleza, a comida também. Já fiz muitas amizades e inclusive um colega que eu conheci aqui arrumou uma namorada. A gente está sempre aqui no restaurante e nos últimos dias eu tenho visto muito turista”, disse.
Tags: betinho, Centro, comida, restaurante, turistas

segunda-feira, 30 de junho de 2014

TRE tenta barrar Lindberg e ameaça prender Jandira Feghali em ato do PCdoB

26/6/2014 22:19
Por Redação - do Rio de Janeiro

Jandira Feghali tomou conhecimento de que o TSE teria pedido sua prisão
Jandira Feghali tomou conhecimento de que o TSE teria pedido sua prisão
Pouco antes do início do Ato de Lançamento da Frente Popular, às 19h desta quinta-feira, no espaço Via Show, em São João de Meriti, dezenas de agentes do Tribunal Regional Eleitoral do RJ cercaram o local com intuito de impedir, sem sucesso, a entrada de militantes do PCdoB, PSB, PT e PV. Chegou ao conhecimento dos militantes na Convenção Estadual do PCdoB que se tratava de uma ação movida por integrantes do PMDB, o que gerou imediata reação dos mais de 5 mil presentes que conseguiram lotar os principais espaços da casa de show, na Baixada Fluminense. Quem ficou de fora tentou entrar e os agentes da Justiça Eleitoral pediram o reforço da PM, que conteve a multidão com gás de pimenta.
Na mesa diretora do encontro, a deputada Jandira Feghali pediu a quem já estava no recinto para ali permanecer, “para não piorar ainda mais a situação lá fora”, disse. Em seu discurso ao público, que atendeu ao pedido da parlamentar do PCdoB e se manteve firme no local, o candidato pela Frente Popular ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Lindberg Farias, não poupou críticas aos adversários do PMDB.
– Soube aqui, por nossos advogados, que foi pedida a prisão da nossa companheira Jandira Feghali. Creio que a juíza responsável por essa ordem desconhece que a deputada tem imunidade parlamentar. Mas, se ainda assim quiserem prender a Jandira, vão ter que prender todos nós. Por aí é possível perceber o nível em que transcorrerá a campanha eleitoral – lamentou o candidato.
Com a presença de Romário, candidato ao Senado, o ato de lançamento da Frente Popular também reuniu dezenas de deputados estaduais e federais da frente para marcando a unidade por mudanças profundas no Estado do Rio. O ato encerrou a Convenção Eleitoral do PCdoB, que começou às 14h no mesmo local.
Segundo o advogado da Frente Popular Raoni Vita, o TRE/RJ alegou que o ato configurava campanha eleitoral antecipada.
– Queriam conferir, um a um, os nomes das pessoas presentes ao ato político, o que gerou todo o tumulto e colocou em risco a integridade física de quem, com todo o direito, queria participar da convenção partidária – afirmou Vita.
A deputada Jandira Feghali, presidenta estadual interina do PCdoB em substituição ao presidente, João Batista Lemos, afirmou que o Partido poderia “ter uma atitude burocrática, mas não, nós optamos pela solução política porque não há base legal nenhuma para o que o TRE está fazendo”. Candidata à reeleição, Jandira também lembrou que, recentemente, o atual governador, Luiz Fernando Pezão, reuniu mais de 60 prefeitos na convenção do seu partido e o TRE não se manifestou.
– Isso é uma agressão política. A guerra política já começou. O ato vai acontecer de qualquer jeito – afirmou.
O clima seguiu tenso dentro e fora do Via Show até o final do ato político, devido à ameaça do TRE de cortar o som e apreender todos os equipamentos caso o ato continuasse. A ameaça não se concretizou. Ainda que o som fosse desligado, segundo Feghali, o encontro iria acontecer “de qualquer jeito, nem que seja no gogó. Lindberg e Romário já estão aqui e vamos seguir em frente”, concluiu.


domingo, 29 de junho de 2014

Com ministro de Dilma, Garotinho se lança candidato para "acabar" com PMDB no Rio

Em seu discurso, candidato do PR prometeu anular concessão do Maracanã

Daniel Haidar, do Rio de Janeiro

Deputado Anthony Garotinho PR/RJ
Deputado Anthony Garotinho PR/RJ (Leonardo Prado/Agência Câmara)
Com a presença do ministro Ricardo Berzoini (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) teve oficializada sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro neste domingo. O ex-governador do Rio (1999-2002) indicou uma espécie de pacto de não agressão com o concorrente Lindbergh Farias (PT) para tirar o PMDB do poder. “Temos que nos poupar, porque temos um adversário em comum, o PMDB. Não vi críticas de Lindbergh a meu respeito. Qualquer um que estiver no segundo turno contra o PMDB terá meu apoio. A prioridade é acabar com esse governo”, afirmou Garotinho à jornalistas.
Embora Garotinho seja apenas mais um, dos quatro palanques de Dilma no Rio, o candidato do PR foi o primeiro pretendente ao governo estadual que teve a candidatura lançada com presença de um representante do Palácio do Planalto. Nenhum emissário de Dilma compareceu ao lançamento da campanha do senador Lindbergh Farias (PT), que se aliou com o PSB e também participará de atos com o presidenciável pessebista Eduardo Campos no Rio. Também houve indiferença do Planalto à convenção que lançou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição e à reunião do PRB para oficializar a candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) ao Palácio Guanabara. Pezão diz apoiar Dilma, mas admite que o PMDB fluminense vai fazer campanha em peso para o senador Aécio Neves (PSDB) e que ainda dará palanque para o presidenciável Everaldo Pereira (PSC).

Na última semana, o Planalto atuou para empurrar o PROS para a coligação do PR e dar mais tempo de televisão para Garotinho. O arranjo fez surgir o primeiro candidato ao Senado no Rio que não faz oposição a Dilma: o deputado federal Hugo Leal (PROS). A ajuda irritou Lindbergh, que também tentou atrair o PROS para sua coligação. Garotinho retribuiu o auxílio e prometeu se empenhar na campanha de Dilma. 

“Sempre tive afinidade com Dilma. Fui do PDT durante 18 anos com ela. Não posso ser hipócrita e dizer que sumiram todas as diferenças com o PT. Mas nós temos que ter uma posição clara em campanha politica. Pezão fica parecendo que é a Dona Flor, com dois maridos”, afirmou Garotinho.
Leia também:
Candidato oficial, Campos poupa FHC e Lula e ataca Dilma
PSDB lança Alckmin para tentar manter hegemonia em SP

Em discurso a cerca de 8.000 pessoas em um centro de convenções no centro do Rio, Berzoini mencionou o apoio de Dilma ao candidato do PR. “Estou aqui para trazer um abraço da presidente Dilma a Garotinho”, afirmou.

Ao falar com jornalistas, Berzoini se recusou a comentar a última polêmica da Secretaria de Relações Institucionais, que pediu ao PMDB a lista dos 60 prefeitos da base aliada que compareceram ao lançamento do Aezão, em uma churrascaria do Rio, um ato de apoio à campanha de Aécio. Em nenhum momento, Berzoini mencionou o nome de Lindbergh ao comentar os palanques de Dilma no Rio. “Garotinho é uma candidatura no campo popular. Existem outras que dialogam com a presidente Dilma. Tem um que é do mesmo partido e tem a do senador Crivella também”, afirmou Berzoini.

Em discurso na convenção, Garotinho priorizou críticas ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e ao seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (PMDB). “Cabral saiu tão desmoralizado que mandou botar grade (na cerimônia de transferência de cargo a Pezão) para o povo não chegar perto. Um governo covarde como esse tem que ser colocado na lata de lixo da história”, afirmou Garotinho em discurso, ao lado de Berzoini.

Com a retórica habitual, inflamada e nada conciliadora, Garotinho prometeu, se eleito, anular concessões assinadas no governo Cabral, como o Maracanã. Entre as promessas populistas de Garotinho estão criar um “batalhão de defesa social”, liberar o transporte alternativo de vans e “colocar os presos para trabalhar”. “Vamos dar liberdade ao transporte alternativo. Pode ter miliciano, mas tem miliciano que trabalha no Palácio Guanabara”, afirmou. “Tenho um recado para o senhor Eike Batista. Meu primeiro ato vai ser anular a privatização do Maracanã”, acrescentou.

O nome do candidato a vice de Garotinho foi mantido em sigilo. O ex-governador afirmou que "tem esperança" de que o senador Marcelo Crivella (PRB) aceite entrar na sua coligação como vice. Na semana passada, Crivella negou que vá desistir de concorrer ao Palácio Guanabara e apoiar outro partido.

"Ainda farei um apelo ao senador Crivella, para que ele reflita sobre esse momento que estamos vivendo. Nas duas vezes em que ele venceu a disputa ao Senado, teve nosso apoio", afirmou.


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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.