terça-feira, 27 de maio de 2014

Rio deve receber um milhão de turistas na Copa

Governo anuncia ações de sustentabilidade para a Copa>Administração da Arena, Couto e Janguito terá mudanças
A cidade do Rio receberá quase um milhão de pessoas (entre turistas nacionais e internacionais e jornalistas) durante a Copa do Mundo. A estimativa da secretaria municipal de Turismo (RioTur) é de que mais de R$ 1 bilhão seja injetado na economia carioca. A capital será a sede das seleções da Inglaterra, Holanda e Itália (a seleção brasileira está em Teresópolis, na região serrana), da imprensa internacional e hospedará os dirigentes da Fifa e os 90 árbitros e assistentes que comandarão os jogos. O Maracanã será palco de seis jogos e da final do mundial.

Serão 400 mil visitantes estrangeiros, 450 mil brasileiros e 18 mil jornalistas, que já ocupam 80% da rede hoteleira municipal. Com capacidade para 20 mil pessoas por dia, o Fifa Fan Fest funcionará nos 25 dias de jogos com transmissão ao vivo e shows.
Com material informativo, sinalização e pessoal, serão gastos R$ 5,7 milhões, segundo a RioTur. Em toda a cidade haverá 31 postos de informações distribuídos nos aeroportos, rodoviária, estações de metrô e BRT, no Maracanã e nos principais bairros e pontos turísticos (como Copacabana, Ipanema, Centro e Lapa).
Serão instaladas 3.700 placas e adesivos de sinalização em toda a cidade, principalmente em locais com grande circulação de visitantes (como estações de trem e metrô, pontos turísticos e no entorno do estádio). A expectativa da RioTur é que tudo esteja instalado até dia 5 de junho, bem próximo ao início dos jogos "para evitar desgaste" do material, como foi feito em eventos anteriores como Jornada Mundial da Juventude e Copa das Confederações.
Pontos de ônibus, postes, estações de metrô e trem, entre outros locais de visibilidade receberão placas e adesivos com informações sobre dias e horários dos sete jogos que serão realizados no Rio. A RioTur disponibilizará, até 5 de junho, o aplicativo Rio Guia Oficial (para celulares com sistema operacional iOS e Android) com informações sobre a cidade, principais pontos turísticos, bares, restaurantes e hotéis, além dos guias impressos (4,1 milhões de exemplares).
A imprensa terá três espaços: o International Broadcast Center (IBC), no Riocentro, na Barra, com capacidade para 18 mil jornalistas; o Presentations Studios, em Copacabana, na zona sul, que terá dez estúdios de diferentes emissoras de televisão de todo o mundo; e o Centro Aberto de Mídia (CAM), no Forte de Copacabana, que será disponibilizado para todos os profissionais. A expectativa da RioTur é que 3,6 bilhões de espectadores assistam aos 64 jogos via TV ou internet.
Preparação
Não é apenas a prefeitura que está se preparando para a chegada da Copa do Mundo. Os vendedores ambulantes do entorno do Maracanã também querem receber bem os turistas. O ambulante Cláudio Silva, de 42 anos, vende bebidas, camisas e acessórios do Brasil perto do estádio e, apesar de misturar inglês e espanhol, aprendeu a se comunicar com os turistas. "Sei falar algumas coisas do meu jeito. É o inglês Joel Santana. Por exemplo: uno é três reales, dois é cinco", brincou.
Já Lourival Carvalho, de 43, está mais empenhado em agradar os visitantes. Há um ano, trabalhando nos arredores do Maracanã, ele comprou um livro de inglês para aprender os números de um a 20, o equivalente aos "preços das mercadorias". "Direta e indiretamente, trabalhamos com turismo. Então, temos que saber o básico, pelo menos, para ter uma comunicação com o turista. Vem chileno, argentino, venezuelano, inglês. O mundo todo vem conhecer o Maracanã. Eu já sei até como é a palavra água em japonês: [aspa]tissum[aspa] (na verdade, seria algo como [aspa]mizu[aspa])".
O inglês Michael Pitzel, de 40, veio aproveitar sete dias no Brasil antes da Copa e aprovou a dedicação dos ambulantes. Ele comprou uma camisa não oficial do Flamengo por R$ 40 depois de intensa negociação com Silva que mostrou os valores apontando os números no livro e com as mãos. "A negociação funcionou, consegui entendê-los, sim. Eu gosto de conhecer pessoas, também faz parte da experiência e esses dois caras me divertiram muito."
 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Após reunião, rodoviários do Rio decidem por paralisação de 48 horas

Paralisação já começa à 0h desta terça-feira (13), segundo grevistas.
Após decisão, grupo seguiu em passeata e fechou vias do Centro.

Do G1 Rio

Rodoviários em greve decidem por uma paralisão de 48 horas da categoria, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12 (Foto: José Lucena/Futura Press)Rodoviários em greve decidem por uma paralisão de 48 horas (Foto: José Lucena/Futura Press)
Os rodoviários que fizeram uma paralisação de advertência na quinta-feira passada (8) no Rio deciram parar novamente a partir da 0h de terça-feira (13), desta vez por 48 horas (entenda o impasse que levou à greve).

A decisão foi tomada após uma audiência que terminou sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) nesta segunda (12), com representantes dos grevistas, do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb-Rio) e da Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas. Após a decisão, o grupo saiu em passeata pelo Centro da cidade, causando interdições de vias. Às 17h20, a Avenida Rio Branco foi interditada. Por volta das 18h30, a manifestação começou a dispersar.
Segundo o TRT, o processo segue o trâmite normal e o sindicato tem até cinco dias para preparar uma defesa. Em seguida, o patronal tem o mesmo prazo para apresentar uma espécie de tréplica. Somente depois desses prazos o Ministério Público do Trabalho apresenta um parecer para a marcação do julgamento.
A Rio Ônibus considera o movimento abusivo e ilegal por estar sendo organizado por um grupo de rodoviários que não tem legitimidade nem representatividade legal da categoria. “Mais uma vez o ato anunciado não respeita os princípios e requisitos da lei de greve, que prevê o aviso da paralisação com 72 horas de antecedência e a sua votação por uma assembleia oficial do sindicato que representa os profissionais”, diz a nota.
Ainda segundo a Rio Ônibus, os quatro consórcios que abastecem a cidade, Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz, vão manter suas frotas prontas para operação, “mas a circulação dependerá da chegada dos motoristas ao trabalho e das condições de segurança, já que na primeira paralisação centenas de veículos foram atacados”.
Plano de contingência
A Prefeitura do Rio montou um
plano de contingência para minimizar o impacto da paralisação de rodoviários a partir da 0h desta terça-feira (12). As medidas priorizam metrô, trens e barcas e reforçam linhas de ônibus que fazem ligações com esses modais. A Polícia Militar vai garantir a segurança na saída das garagens dos quatro consórcios.
O Metrô Rio informou que irá funcionar com capacidade máxima a partir das 5h30 desta terça-feira (13). Eles também orientam os usuários do metrô para que comprem o bilhete antecipadamente para evitarem fila durante a paralisação.
A CCR Barcas informou que está preparando viagens extras para o caso de aumento da demanda, devido à greve dos rodoviários. Na paralisação da última quinta-feira (8), a linha que atende Cocotá, na Ilha do Governador, na Zona Norte, registrou recorde no transporte de passageiros. Ao todo, 9 mil pessoas - um aumento de 204% na média de usuários no mês de maio de 2014.
O grupo tinha dado uma trégua ao movimento desde uma reunião com Ministério Público do Trabalho (MPT) na sexta-feira (9). O encontro contou com a intermediação da procuradora Débora Félix. Um grupo de rodoviários não aceita o acordo votado e aprovado em assembleia em março, que aprovava a proposta de aumento oferecida pelas empresas. O vice-presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José da Silva, afirma que a assembleia foi realizada dentro da legalidade. Dois procuradores do MPT abriram inquérito para investigar denúncias de supostas irregularidades.
De acordo com Hélio Alfredo, líder dos rodoviários dissidentes, cinco pessoas formaram uma comissão e participaram da reunião do TRT como ouvintes, sem poder participar da conversa. Sobre o sindicato não reconhecer a paralisação decretada na tarde desta segunda, ele se irritou:

"Não reconhece? Se não fossem os rodoviários, o sindicato não ia existir. É só as autoridades mandarem que os patrões negociam com a gente", disse Hélio.

Manifestação
Além da paralisação de quinta-feira, os rodoviários fizeram uma manifestação, que interditou por uma hora a Avenida Rio Branco, por volta das 16h30, de sexta-feira. O grupo, de cerca de 600 trocadores e motoristas, caminhou em passeata até o Ministério Público do Trabalho, onde se reuniram com o procurador-geral Carlos Augusto Solar.

O procurador disse, na quinta-feira, que o MPT recebeu uma denúncia em um papel sem timbre e sem assinatura sobre irregularidades ocorridas na assembleia que decidiu aceitar o reajuste para a categoria. "A comunicação que eles fizeram não fornece nenhum elemento para contato", explicou.

Solar disse ainda que acredita que o diálogo poderia ter evitado os acontecimentos de violência durante os protestos. "O MPT quer entender o que esta por trás e obter documentos para saber como foi a negociação, para intermediar o conflito."

Dia conturbado
A paralisação de 24 horas na quinta-feira acabou com 531 veículos depredados na cidade. E para que a população não ficasse sem transporte, as empresas fizeram um mutirão durante a noite e a madrugada e conseguiram consertar 475 ônibus, cerca de 90% da frota avariada.

Ao longo da quinta-feira, passageiros tiveram dificuldades de encontrar coletivos. Os que circularam apesar das ameaças — inclusive de homens armados — ficaram superlotados. A frota que circulava pela cidade era de 24% do total por volta das 18h.

Uma trocadora da Viação Acari foi atingida por uma pedra e encaminhada para a UPA de Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio. Por causa dos piquetes, muitos ônibus nem saíram das garagens e os passageiros esperaram por horas nas ruas para ir ao trabalho.


De acordo com dados divulgados pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) na quinta-feira, o prejuízo total somou R$ 17 milhões: R$ 3 milhões em depredações — maior número desde 2004 —, e R$ 14 milhões em ônibus incendiados.

Entenda o impasse
Motoristas e cobradores questionam o acordo firmado entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus em março. Para entender o impasse, o G1 e o RJTV ouviram grevistas, os empregadores e o sindicato dos trabalhadores, que é contra a greve.

A categoria ganhou um aumento de 10% no salário retroativo a abril e o salário-base do motorista passou para cerca de R$ 1.950. Os rodoviários também tiveram um reajuste de 40% no valor da cesta básica, que subiu para R$ 140.
Os grevistas, no entanto, querem um aumento de 40% no salário — passariam a receber quase R$ 2,5 mil, além de cesta básica de R$ 400. Outra reivindicação é o fim da dupla função, onde motoristas também trabalham como trocadores. Segundo eles, o sindicato não consultou a categoria ao aceitar o acordo com as empresas.

"A nossa paralisação é devido ao descaso do sindicato [dos trabalhadores]. Ele [sindicato] fez um acordo sem consultar a classe, acordou 10% e não perguntou se os rodoviários concordavam com isso. Pessoal quis conversar com o sindicato, quis sentar e ele não quis", disse Hélio Alfredo, representante dos grevistas.

O Sindicato dos Rodoviários diz que o acordo foi aprovado em assembleia. "O sindicato fez uma assembleia do dia 11 de março, em dois turnos no Guadalupe Country Clube, na Avenida Brasil, e um grupo de trabalhadores colocou uma proposta de R$ 2,5 mil e R$ 400 de ticket, que foi reprovada pela própria assembleia, e aprovaram uma de R$ 2,2 mil, que depois foi negociado. Chegamos aos 10% de aumento e 40% da cesta básica", explicou o presidente do sindicato, José Carlos Sacramento.

O presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, Lélis Teixeira, disse que o acordo foi o maior aumento da categoria no país e descarta nova negociação. "É um acordo feito, definido e pago. Não há margem [para discussão]", disse o representante, que pediu na Justiça que a paralisação seja considerada ilegal.


tópicos:

veja também

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Lindbergh e Jandira Feghali promovem união entre PT e PCdoB no Estado


29/4/2014 13:56
Por Redação, com Bruno Ferrari/ACS - do Rio de Janeiro



Jandira e Lindberg (C) comemoram a união entre o PT e o PCdoB no Estado do Rio
Jandira e Lindberg (C) comemoram a união entre o PT e o PCdoB no Estado do Rio
Pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro na legenda do PT, o senador Lindbergh Farias consolidou, nas últimas 24 horas, o apoio de uma das legendas que mais cresce no país. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) anunciou, na noite passada, a decisão de apoiar a candidatura do líder petista, por uma decisão majoritária de sua direção estadual. O PCdoB retirou a pré-candidatura ao governo da deputada federal e líder da bancada comunista em Brasília, Jandira Feghali, para integrar uma aliança, já histórica, com o Partido dos Trabalhadores, em defesa das reformas estruturais, ou como chama Jandira, “as reformas de base do século XXI”.
Os dois partidos convocaram o ato político, realizado no centro da cidade, que lotou as dependências de um hotel com a forte presença da militância e de quadros políticos de direção das duas legendas, além de intelectuais, integrantes dos movimentos sociais e sindical, artistas, parlamentares, entre outras personalidades progressistas.
No auditório lotado, o ambiente era de entusiasmo e confiança. A mesa do ato foi composta pelo presidente estadual do PCdoB, João Batista Lemos; pelo presidente estadual do PT, Washington Quaquá; pelo senador Lindbergh Farias; a deputada Jandira Feghali; a deputada federal Benedita da Silva; deputado estadual Zaqueu Teixeira; o vice prefeito do Rio, Adilson Pires; o deputado estadual Robson Leite; Ronaldo Leite, presidente da CTB; e também pelo representante da CUT.
Antes dos pronunciamentos, o médico e ex-secretário de Saúde do Estado do Rio José Noronha fez a leitura de um manifesto composto e assinado por intelectuais, artistas, acadêmicos, e nomes progressistas e importantes do cenário político-social do Rio de Janeiro. Após a leitura do manifesto, o presidente estadual do PT, Washington Quaquá foi o primeiro a falar e fez questão de valorizar a aliança com o PCdoB e a unidade da esquerda na busca por um Rio de Janeiro e um Brasil mais justo para a classe trabalhadora:
– Nós que somos de esquerda, que somos socialistas, comunistas, queremos a mudança social e protagonismo do povo, nós não queremos o povo somente como eleitores, não queremos o povo como massa de manobra. Nós queremos o povo como agente da transformação social. E aqui eu não tenho dúvida, que nós do PT e os companheiros do PCdoB, que Lindbergh e Jandira, são no Rio um projeto pra mudar a vida do povo do Estado, para acabar com a hegemonia conservadora do Rio de Janeiro, para acabar com essa gente que trata o povo como um detalhe, que trata a favela como um território a ser ocupado, e que trata os negros, os pobres e os trabalhadores como se fossem inimigos a serem abatidos – afirmou o presidente do PT regional.
Presidente do PCdoB, João Batista Lemos, por sua vez, valorizou a unidade, e afirmou que o momento é de unir forças para avançar cada vez mais.
– Desde 2003, fizemos uma virada, e o momento agora é de unidade, de unir forças para defender esse ciclo de mudanças iniciado por Lula e continuado por Dilma. Esse é o momento importante de defender as conquistas sociais desses governos de Lula e Dilma (…)
É necessário um núcleo de esquerda, é necessário defender as conquistas sociais, mas também é preciso avançar na luta pelas reformas estruturais em nosso país. É preciso articular as conquistas com a necessidade da mudança. Por isso aqui no Rio de Janeiro, a resolução da reunião que nós tivemos na direção estadual do PCdoB, contando com a generosidade de Jandira, com esse pensamento mais estadista, de abrir mão da candidatura ao governo do Estado para compor uma Frente de esquerda e popular aqui no Rio de Janeiro, apoia a candidatura de Lindbergh Farias para governador – afirmou Batista.
Novo ciclo
Na sequência, o senador da república e pré-candidato ao governo do Estado pela Frente composta pelos comunistas e petistas, Lindbergh afirmou ser necessário “um novo ciclo de mudanças em nosso país, para que a gente continue avançando”.
– Mas precisamos ter unidade, e por acho que aqui no Rio de Janeiro estamos apenas no começo de um processo; a unidade do PT e do PCdoB é uma largada de um processo,e que eu tenho certeza que no final de tudo nós vamos conseguir construir uma grande Frente Popular para disputar e ganhar as próximas eleições. Nunca foi tão necessário um governo de esquerda no Rio de Janeiro, um governo que dialogue com o povo e com a juventude, que tenha capacidade de fazer mediações. É preciso construir um novo caminho e é isso que aliança do PT e do PCdoB sinaliza aqui. Uma aliança que agregue gente, que pense que a saúde, a educação, a vida das pessoas deve ser tratada como prioridade – pontuou Lindbergh.
O senador petista ainda fez questão de agradecer e elogiar o PCdoB e seu comprometimento com a luta por avanços do país e com o projeto da esquerda.
– Queria muito agradecer ao PCdoB, nenhuma força política é tão responsável e comprometida com um projeto de esquerda no Brasil como o PCdoB. O PCdoB nunca hesitou, em nenhum momento, em apoiar nossa presidenta Dilma. Jandira Feghali, que é uma das maiores referências da esquerda no Brasil, reconhecida aqui no Estado em setores populares, no meio da Cultura, agrega muito pelo seu trabalho na área da saúde. Jandira é um nome que orgulha a esquerda brasileira e a esquerda do Rio de Janeiro – acrescentou.
Durante o discurso, Lindbergh formalizou o convite, em nome da candidatura e do PT, para que Jandira Feghali seja a candidata ao senado pela Frente Popular construída pelos dois partidos.
Entusiasmo
Na sequência, Jandira falou e afirmou a importância dessa unidade de esquerda para a construção de um projeto mais avançado e popular no Rio de Janeiro, e salientou que o partido e ela recebem com muito entusiasmo o convite para a candidatura ao senado, e que o tema será debatido pela direção comunista nos próximos dias.
– Esse momento caracteriza uma primeira resposta que nós do PCdoB avaliamos importante, nós vivenciamos esses meses de luta política no Estado, com a aliança da situação no Rio de Janeiro dizendo que a esquerda vivia no isolamento, que esse isolamento perduraria e que nós não teríamos nenhuma chance. Então o PCdoB, como força consciente política e de esquerda, entendeu que o seu movimento em direção a essa unidade política era dizer aos conservadores desse Estado que nós não permitiríamos esse isolamento e que nós construiríamos uma unidade de esquerda no Rio de Janeiro para ganhar as eleições desse ano – afirmou Jandira.
Jandira salientou, ainda, que o objetivo da nova aliança é “construir uma plataforma avançada, porque temos que dar um salto para frente”.
– Não há como conviver mais com uma política que discrimina e mata o seu povo por falta de políticas públicas. Temos que olhar para esse estado de uma outra forma. Estamos confiantes nessa nossa capacidade política para conseguir essa vitória, e dar uma grande virada na história política do Rio de Janeiro, uma grande vitória do povo do nosso Estado – concluiu.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lindbergh manda recado a Dilma: ‘Não cola demais no Cabral. Não é uma boa foto’

Por Luciana Lima e Marcel Frota - iG Brasília |
Texto

    Com candidatura confirmada ao governo do Rio, o senador petista se disse preocupado com as aparições de Dilma ao lado de Cabral e Pezão. 'Atrapalha, tira voto', alfinetou

    Já confirmado como candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Farias diz acreditar que as frequentes aparições da presidente Dilma Rousseff em eventos promovidos pelo ex-governador Sérgio Cabral podem tirar votos da presidente no Rio. Em entrevista ao iG, o senador sugeriu um conselho para Dilma: “Não cola demais que é ruim”, disse Lindbergh referindo-se a Cabral. “Atrapalha, tira voto. Não é uma foto boa”, alfinetou.
    A provocação ocorreu no mesmo dia em que Lindbergh obteve o primeiro apoio público do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua candidatura. Sem a presença de Dilma em seu palanque, o senador deverá ter que enfrentar pelo menos mais quatro candidaturas da base de sustentação do governo federal na disputa pelo Palácio da Guanabara, sede do governo local.
    Conselho para Dilma
    Lindbergh se disse preocupado de que Dilma absorva o desgaste de Cabral, que foi o maior alvo das manifestações populares no Rio de Janeiro, desde o ano passado. “Eu só me preocupo por ela, porque eu torço muito por ela e o desgaste, de fato, é muito grande”, disseLindbergh. “Mas ela vai ter outros palanques no Rio, vai ter o nosso palanque. Isso pode ajudar”.

    Relação com PMDB
    A avaliação de Lindbergh a respeito da aliança com o PT no Rio de Janeiro é negativa. “Quem faz a avaliação de que a parceria do PT com o PMDB foi boa para o Rio é porque não mora no Rio”, disse. Embora considere que no plano nacional a aliança com o PMDB foi necessária,Lindbergh também fez críticas ao que chamou de “política velha”.

    Palanque
    Lindbergh, que tem mantido segredo das conversas que vem fazendo com outras legendas, com o objetivo de sustentar sua candidatura, tem enfrentado dificuldades na costura. Alguns partidos se ressentem principalmente da ausência de Lula nas negociações. Mesmo assim, o senador disse que não pedirá ajuda a Lula e Dilma para não criar constrangimento para os dois com os demais aliados. “A gente não vai pedir isso do Lula e nem da Dilma”, informou

    Segurança Pública
    O senador fez críticas à implantação nas comunidades pobres das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) principal bandeira eleitoral de Cabral e de Pezão. “Segurança pública não é só UPP”, disse Lindbergh. Para ele, a condução da política pelo governo de Sérgio Cabral provocou uma migração da violência para áreas periféricas e para o interior do Rio de Janeiro.

    Desmilitarização das polícias
    Lindbergh é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC-51/2013) que prevê a desmilitarização da polícia. A ideia é que polícias Militar e Civil se integrem em um mesmo grupo policial e que tenham formação civil. “Acontece assim em todo país do mundo”, defende o senador.

    Investimentos
    Para Lindbergh, foi um erro o uso de recursos públicos para reforma do Maracanã devido a Copa do Mundo. “Foi um equivoco a forma com que foi conduzido esse processo. Todos nós perdemos uma oportunidade. Um evento como esse (Copa do Mundo) tinha que servir para melhorar a vida das pessoas.” Ele também criticou a concentração de investimentos do governo do Rio de Janeiro em apenas uma região: a Barra da Tijuca.


    quarta-feira, 9 de abril de 2014

    Governador Pezão afirma que paz não chegará rapidamente à Maré

    Segundo ele, área ficou durante muito tempo sob domínio do crime.
    Pezão foi recebido em audiência pela presidente Dilma Rousseff.

    Juliana Braga Do G1, em Brasília
    O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, concede entrevista após audiência com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto (Foto: Juliana Braga / G1)
     
    Pezão concede entrevista após audiência com a
    presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto
    (Foto: Juliana Braga / G1)
    Dez dias após tropas do Exército e da Marinha substituírem parte do efetivo da Polícia Militar no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta terça (8) que não será em dois dias ou em um ano que o poder público levará a paz à comunidade local.
    Após audiência com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, o chefe do Executivo do Rio disse que é preciso dar tempo para a implementação de ações governamentais, já que a região da Maré foi dominada por mais de três décadas pela milícia e pelo comando do tráfico de drogas.
    "Ali [no Complexo de Favelas da Maré] são dois comandos do tráfico e um da milícia. Então, não vai ser em dois dias, não vai ser em um ano, que a gente vai trazer a paz rapidamente", enfatizou o governador em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
    "Ali é um local difícil, como foi o [Complexo do] Alemão, como foi em Manguinhos, como foi na Rocinha. Mas mostra que [o governo] é capaz de entrar em qualquer território", complementou.
    A operação militar que tomou o conjunto de favelas da Maré no dia 29 de março – batizada de "São Francisco" – foi coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML). O efetivo conta com 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso). A Aeronáutica ainda poderá auxiliar as operações, caso seja necessário.
    Na coletiva desta terça, depois do encontro com Dilma, Pezão destacou a ajuda do Ministério da Defesa, que enviou 2,5 mil homens para ajudar na ocupação. De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em uma área de aproximadamente dez quilômetros quadrados.
    Na avaliação do governador fluminense, é preciso o governo "ver mais" para responder se a situação está sob controle. "Vamos ver os novos relatórios, mas está avançando muito", ressaltou.
    Conforme o sucessor de Ségio Cabral, a presidente Dilma pode ir ao Rio na próxima terça (15) para participar da inauguração de uma fábrica da Nissan, no município de Resende. A assessoria do Planalto ainda não confirma a agenda. Na audiência desta terça, relatou Pezão, ele e Dilma conversaram sobre empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida e sobre a linha 3 do metrô.
    "Ela [Dilma] fez essa deferência de me receber aqui na primeira audiência que eu tenho aqui em Brasília", disse.
    Disputa eleitoral
    Ao final do encontro com a chefe do Executivo federal, Luiz Fernando Pezão disse considerar "natural" a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o senador Lindbergh Farias pode ganhar as eleições para o governo do Rio de Janeiro em outubro.

    Nesta terça, Lula concedeu entrevista a blogueiros na qual afirmou que a candidatura de Lindbergh "é para valer, está colocada e é irreversível". 
    O governador do Rio relativizou e disse que até as convenções partidárias, em junho, "tem muita conversa, muito trabalho". "Hoje todos nós somos pré-candidatos", enfatizou.
    Pezão disse ainda que, "dificilmente", outro candidato conseguirá formar uma coligação equivalente a do PMDB. O governador disse não estar decepcionado com as declarações de Lula.
    "Tenho um carinho imenso pelo presidente Lula, um bom relacionamento com o presidente Lula e com a presidente Dilma e, acima das questões partidárias, do relacionamento partidário, somos amigos."
    Sobre Lindbergh, Pezão disse que o petista tem feito um "grande trabalho" no Senado defendendo o Rio de Janeiro. Conforme o governador, o senador petista será recebido de "braços abertos" se quiser participar das inaugurações que ele fará ao lado da presidente Dilma Rousseff nos próximos meses.

    sexta-feira, 4 de abril de 2014

    Pezão toma posse e já inicia governo com estilo diverso do antecessor

    4/4/2014 16:28
    Por Redação - do Rio de Janeiro


    Pezão
    Pezão chegou ao Rio, nesta terça-feira, e seguiu às pressas para o apartamento no Leblon
    O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, assinou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta sexta-feira, o termo de posse que marca o início de seu mandato. O peemedebista, que era vice-governador, estará à frente da administração estadual durante cerca de nove meses, até 31 de dezembro. Pezão assume depois da renúncia de Sérgio Cabral, que deixou o cargo na véspera para concorrer a uma vaga no Senado nas próximas eleições.
    Pezão discursou por cerca de 25 minutos, exaltando as ações do governo Cabral, que ocupou o Palácio Guanabara desde 2007. O governador recém-empossado também lembrou sua trajetória política na cidade de Piraí, onde nasceu, e de onde vieram aliados para a cerimônia, com faixas de apoio.
    Sobre sua administração, Pezão declarou que “vai dar continuidade ao trabalho do governo Cabral” e investir em novas parcerias. Entre ações futuras, anunciou a intenção de obter empréstimo para a Companhia Estadual de Águas e Esgostos na Caixa Econômica Federal com o objetivo de construir a Estação de Tratamento de Água Guandu 2, para o abastecimento da Baixada Fluminense. Outro plano é a assinatura de uma parceria com o governo federal para construir o Hospital de Oncologia de Nova Friburgo.
    Ao sair da Assembleia Legislativa em direção ao Palácio Guanabara, Pezão afirmou que sua primeira ação será visitar hoje a Santa Casa de Misericórdia, no centro da cidade, que foi interditada pela Vigilância Sanitária no ano passado. “Conto com o apoio da Prefeitura e do Governo federal para reabrir a Santa Casa. Sei que não é fácil, porque ela estava na mira da vigilância sanitária e perdeu a filantropia, mas quero somar forças para reabilitá-la até o fim do mês. Não é admissível que, em um estado como o Rio de Janeiro, haja 600 leitos ociosos no centro da cidade”, afirmou.
    Pezão também se posicionou sobre o recente impasse envolve as águas do Rio Paraíba do Sul. O governo do estado de São Paulo demonstrou interesse em captar águas do rio, devido à queda do nível dos reservatórios do Sistema Cantareira.
    – Não vejo qualquer destinação àquelas águas a não ser o bom uso que já é feito pelos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro – disse Pezão, que afirmou que não medirá esforços para evitar que esse uso seja prejudicado.

    Antítese
    Amigo e parceiro de Cabral, a quem chamou hoje de “a pessoa mais generosa que conheci na vida”, o governador Pezão, na verdade, já se comporta como uma antítese de Cabral. Para demonstrar humildade, Pezão alugou um apartamento no bairro de Laranjeiras, onde fica o Palácio Guabara. Poderá, assim, ir trabalhar a pé. Ele quer passar longe da imagem do ex-governador, que passou maus bocados com a opinião pública após a revelação do uso de helicópteros oficiais para seus finas de semana, com a família, babás e cachorrinho, na paradisíaca cidade litorânea de Mangaratiba, onde tem uma casa de luxo.
    Pezão quer sublinhar a imagem de tocador de obras e, a partir dela, avançar em sua própria eleição de governador, em outubro. Terá, para tanto, o apoio do governo federal. A presidente Dilma Rousseff é fã do estilo informal de Pezão, que mal usa terno e gravata em seu dia-a-dia. Ela driblou os apelos do PT para que apoiasse o senador Lindbergh Farias para a disputa no governo. O candidato de Dilma, no Rio, é mesmo Pezão.
    Com esse apoio, a presidente espera resolver boa parte de seus problemas de relacionamento com o PMDB no plano nacional. Lembre-se: o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha, que tem dado dores de cabeça à presidente no Congresso, é o Rio. A tendência é a de que ele se acalme.

    quinta-feira, 3 de abril de 2014

    Ocupação militar na Maré, no Rio, terá 2.700 homens até 31 de julho

    Segundo general, Forças Armadas estão autorizadas a fazer prisões.
    Exército e Marinha vão substituir ocupação da PM neste sábado.

    Cristiane Cardoso Do G1 Rio


     
    General Lundgren falou sobre a atuação das Forças Armadas na Maré (Foto: Cristiane Cardoso / G1)General Lundgren falando sobre a atuação das
    Forças Armadas na Maré
    (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
    Cerca de 2.700 homens das Forças Armadas vão substituir a Polícia Militar na ocupação do Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, a partir deste sábado (5). A operação batizada de "São Francisco", coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML), terá 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso). A Aeronáutica poderá auxiliar em operações, se necessário.
    As informações da Força de Pacificação na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (3), em coletiva no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, pelo general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações.
    De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em 15 comunidades que formam a Maré, uma área de aproximadamente 10 quilômetros quadrados. A ação será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.

    Blindados do Exército e da Marinha
    A operação, segundo o general Lundgren, prevê o emprego de blindados do Exército e da Marinha, além de carros para transporte e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército.
    "A Força Aérea Brasileira estará em condições de disponibilizar os recursos operacionais eventualmente necessários ao desenvolvimento das ações", disse.
    O general acrescentou que é possível haver uma prorrogação.
    "Depende do interesse do governador do estado. Dependendo da decisão da presidente, estamos prontos pra prosseguir. Nossas tropas vão ocupar bases num terreno que ainda não foi definido. E estamos autorizados a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisão de flagrante delito", explicou Lundgren.
    De acordo com o general, o horário da operação não será revelado. No entanto, segundo o decreto, pode acontecer a partir do primeiro minuto de sábado.
    "A operação vai ser uma substituição das tropas que estão sob o comando da Polícia Militar", explicou.
    Sobre possíveis excessos das tropas militares durante a operação, o general disse que será divulgado um telefone para denúncias.
    "Nossas tropas vão agir de acordo com as normas que são bem claras, daquilo que pode e não pode ser feito. Além disso, não teremos soldados atuando destacado. Não digo que não possam ocorrer falhas, mas estamos preparados para tomar as providências que são cabíveis."
    Nome de santo
    Segundo Lundgren, a operação foi batizada de São Francisco pelo esforço para "levar a paz para a região".
    "Achamos que podemos melhorar a qualidade de vida para aquela população da região", explicou o general.

    Mapa do Conjunto de Favelas da Maré (Foto: Editoria de Arte/G1)
     

    tópicos:

    veja também

    Arquivo do blog

    Quem sou eu

    Minha foto
    Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.