segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Policiais são suspeitos de matar adolescente no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

 Um adolescente de 16 anos foi baleado e morreu por volta das 19h deste domingo (28) dentro de um carro na Estrada Porto Velho, Cordovil, subúrbio do Rio de Janeiro. Policiais militares são suspeitos de disparar contra o jovem, atingido com um tiro no pescoço.

De acordo com testemunhas, um pneu do carro estourou e os policiais teriam confundido a explosão com um tiro e dispararam.

O veículo, onde estavam os três irmãos que moram na região, foi atingido por pelo menos 4 tiros. Um deles matou Rafael Costa, de 16 anos, que dirigia o carro da mãe. Ele morreu na hora. Um irmão, de 17 anos, estava sentado no banco do passageiro e o outro, de 19, no banco de trás.

Os policiais prestaram depoimento durante a madrugada, na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. O Batalhão de Olaria ainda não divulgou os nomes dos militares.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Passista morta por bala perdida será enterrada nesta quinta-feira no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

 O corpo da passista Ingrid Coutinho dos Santos, de 22 anos, será enterrado na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério da Solidão, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, como informou o Bom Dia Rio. A jovem foi atingida no tórax por uma bala perdida, no portão de casa, no bairro de Tomasinho, em São João de Meriti, também na Baixada.

Segundo o comando do 21°BPM (São João de Meriti), ela tinha ido abrir a porta para o namorado e já estava do lado de dentro quando foi ferida durante um confronto entre policiais militares e dois suspeitos em uma moto roubada. Ninguém foi preso. Ingrid chegou a ser socorrida pelos policiais e encaminhada para o PAM de Meriti, onde morreu.

 Moradores desmentem a versão contada pela polícia. Segundo eles, não houve confronto e o tiro partiu de policiais militares. "Não teve troca de tiros, não. O único tiro que teve foi o que matou a garota", afirmou um morador, que não quis se identificar.

Os PMs que participaram da ocorrência foram afastados preventivamente até que o caso seja esclarecido e as armas usadas por eles serão periciadas. "Não temos elementos para afirmar com convicção de onde partiu o disparo", disse o comandante do 21°BPM (São João de Meriti), tenente-coronel Claudio dos Santos. "Estou instaurando inquérito", completou.

A Polícia Militar informou que não vai divulgar os nomes dos policiais envolvidos no tiroteio porque o caso ainda está sob investigação.

Os policiais e familiares da vítima prestaram depoimento na 54ª DP (Belford Roxo), que atua como central de flagrantes, mas as investigações serão feitas pela 64ª DP (São João de Meriti), delegacia responsável pela área onde ocorreu o caso.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Polícia e agentes da prefeitura fecham cracolândia na Avenida Brasil, no Rio (Postado por Lucas Pinheiro)

 Agentes da Secretaria Municipal de Assistência social e das polícias Militar e Civil fizeram uma operação na manhã desta quarta-feira (24) para reprimir uma cracolândia instalada em plena Avenida Brasil, uma das vias expressas mais importantes e movimentadas do Rio.

No momento em que a cidade discute a internação compulsória de usuários de crack, através de uma proposta da prefeitura, imagens mostram diversas pessoas numa área interditada da via utilizando a droga.

Poucos minutos depois do helicóptero da TV Globo mostrar diversos usuários no local, equipes da prefeitura e da polícia chegaram para retirar os dependentes da área. Com a chegada das equipes, diversas pessoas correm e mostram resistência a ir para os abrigos. Uma delas chega a se debater para não entrar na van. O local fica em frente ao conjunto de favelas da Maré, área que ainda não foi pacificada.

Entre os dias 14 e 16 deste mês, os três primeiros após a ocupação das favelas do Jacarezinho e Manguinhos, no subúrbio do Rio, 231 pessoas foram levadas para os abrigos da prefeitura.

 Na segunda-feira (22), o prefeito Eduardo Paes anunciou que pretende criar, em caráter emergencial, cerca de 600 vagas para a internação compulsória de adultos dependentes de crack. Paes, no entanto, não estabeleceu prazos para o início da internação, já que precisa ser feito um estudo para ver onde serão instalados os centros de acolhimento e reabilitação.

O anúncio foi feito durante visita à comunidade do Jacarezinho, onde funcionava uma das maiores cracolândias da cidade.

A Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro informou, na terça-feira (23), que a internação compulsória de dependentes químicos é permitida, desde que haja autorização da Justiça. Para isso, é preciso que um laudo médico comprove que o usuário de drogas não tem condições de conviver socialmente.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Polícia intima deputado Samuquinha a depor sobre suposta agressão (Postado por Lucas Pinheiro)

O delegado Deoclécio Francisco de Assis Filho, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), convocou o deputado estadual Samuel Corrêa da Rocha Junior, o Samuquinha, do PR, a prestar depoimento na delegacia. A informação é da assessoria de comunicação da Polícia Civil. Samuquinha é acusado de agressão pela advogada Christine Calixto. Ainda segundo a assessoria da polícia, foi instaurado procedimento para investigar crime de lesão corporal e dano.


 Em entrevista ao G1, na noite de segunda-feira (22), a primeira coisa que a advogada Christine Calixto fez foi mostrar hematomas no braço esquerdo, atrás do pescoço e nas pernas. Segundo ela, as manchas roxas são resultado da agressão cometida por Samuquinha, há pouco mais de uma semana, na madrugada do dia 13 de outubro. ‘Foi um espancamento, uma sessão de tortura que durou três horas’, contou. De acordo com a advogada, a agressão ocorreu dentro de um barco de Samuquinha, que, na ocasião, estava ancorado no Iate Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador.

Procurado pelo G1 nesta segunda-feira, o deputado Samuquinha não foi localizado. Mas, segundo Antônio Carlos, chefe do gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Samuquinha afirmou que sequer conhece Christine Calixto, que as acusações da advogada são “calúnias” e que estaria “entrando com medidas judiciais contra essa senhora”. Antônio Carlos explicou que Samuquinha “não iria se pronunciar nesta segunda-feira” e que os advogados do deputado “foram à delegacia para ver do que se trata a denúncia”.

Além de ter registrado o caso na 37ª DP, Christine Calixto também registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro do Rio. A assessoria da Polícia Civil informou que essa ocorrência já foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ), com cópia para a Corregedoria da Alerj. “Tenho provas de que não é uma calúnia. A Justiça vai ser feita, mas não vou esquecer disso jamais”, disse a advogada.

 ‘Ele me apresentava a todo mundo como namorada’, conta advogada.
Christine Calixto conta que conheceu Samuquinha em julho, quando recebeu um convite de um amigo do deputado, que também era conhecido dela, para ir ao churrasco de aniversário de uma delegada. Segundo Christine, na festa, além do deputado, havia outro delegado, promotores e um conhecido jogador de futebol.

“Na festa, o Samuel – porque não o chamo de Samuquinha, mas sim de Samuel - ficou me olhando até que veio falar comigo. A primeira coisa que perguntou foi: ‘Você é casada?’ Respondi: ‘Não. Sou divorciada. E você, é casado?’ E ele me disse que não”, recorda a advogada. Em entrevista ao jornal “O Dia”, Samuquinha afirma ter “mulher e filhas”.

Christine diz ainda que, na festa, Samuquinha contou ser médico cardiologista. No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consta que a formação do deputado é: Ensino Médio completo. Já de acordo com o site da Alerj, Samuquinha é formado em Administração.

De acordo com Christine, os dois passaram a se encontrar com freqüência, e ela inclusive teria ido ao apartamento dele, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. “Um dia, fomos juntos a uma tabacaria e a um trailer na Praia da Barra. E ele me apresentava a todo mundo como namorada”, lembra. “Certa vez, fomos a outro barco dele, que estava ancorado lá na Barra da Tijuca”, acrescenta a advogada.

“O Samuel nunca tinha se mostrado uma pessoa violenta. Muito pelo contrário: era a pessoa mais dócil do mundo e me tratava muito bem. Sempre me deu flores. Eu retribuí com vários presentes, que estão no barco dele”, conta Christine.

‘Ele pegou uma garrafa de vodca e tacou na minha cabeça’, afirma advogada
A advogada conta que, durante o período de campanha para as eleições municipais deste ano, quando Samuquinha se candidatou à Prefeitura de Duque de Caxias, eles passaram a se ver menos. “Quando acabaram as eleições, ele (Samuquinha) me ligou e disse: ‘Agora estou folgado e a gente vai poder se ver sempre.’ respondi: ‘Que bom!’” Christine conta que, na sexta-feira (12), Samuquinha a convidou para o encontrar em um restaurante na Ilha do Governador: “Era por volta de 19h. Peguei meu carro e fui.”

 Do restaurante, segundo a advogada, o casal foi para o Iate Clube Jardim Guanabara, onde estava o barco do deputado. “Ele (Samuquinha) foi dirigindo meu carro. Eram umas 22h, no máximo”, recorda ela. “Já dentro do barco, dançamos ao som do Fábio Júnior e do Roberto Carlos. Depois, tivemos relações sexuais”, acrescenta, ressaltando que ele ainda a teria pedido em casamento.

“Depois disso, ele surtou. Do nada, pegou uma garrafa de vodca e tacou na minha cabeça”, conta Christine. “Ele dizia que eu o havia traído com o amigo dele, que nos apresentou. Falei: ‘Vamos embora, Samuel.’ Ele respondeu: ‘Não. Só tá começando. Eu vou te matar.’ Quando peguei minha bolsa para ir embora, ele me deu uma rasteira e eu caí. Ele me socou foi muito: chutes e socos. Cheguei a ter hemorragia interna”, complementa a advogada. Christine afirma ainda que Samuquinha usou um sapato dela, com salto, nas agressões: “Fiquei com a boca e o rosto ensaguentados. Meu sapato está lá em casa, ainda com sangue e fios de cabelo meus.”

‘Procurei a imprensa porque ele falou que ia matar o meu pai’, diz advogada
Christine conta que, após as agressões, Samuquinha a ameaçou. “Ele disse: ‘Vou botar uma corda no pescoço com uma pedra, e vou te jogar no mar. E, depois, vou matar teu pai.’”, recorda. “Eu estava semidesmaiada, mas quando o ouvi falar do meu pai, disse: ‘Meu pai não! Não mexe com meu pai!’”, acrescenta a advogada.

De acordo com Christine, por volta das 5h, Samuquinha a teria deixado no barco e ido embora, a pé. “Fiquei dentro do iate, deitada na proa, sozinha. Ele mandou dois seguranças, dizendo que eu estava invadindo propriedade alheia. Os seguranças viram meu estado, me levantaram e me levaram até meu carro”, conta. “No caminho, passei pelo Samuel, que estava em um ponto de ônibus. Ele gritou: ‘Vai na 37ª DP. Eu conheço o delegado de lá. Isso não vai dar em nada. Já fiz isso várias vezes. Tenho imunidade parlamentar.’”, complementa a advogada.

Christine diz que, então, foi registrar a ocorrência na 37ª DP. Em seguida, foi ao Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador e, depois, ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito.

“Eu procurei a imprensa porque ele (Samuquinha) falou que ia matar o meu pai. Eu não fui amante: fui namorada dele. Se soubesse que ele era casado, jamais teria saído com ele”, afirma Christine. “Ele era o Samuel que deitava no meu colo, carente, pedindo carinho? Que dizia querer se casar comigo? Quem é o Samuel? É o Samuel carente, ou é o Samuel diabo? Eu não sei. Não posso dizer. Não tenho como afirmar. Estou me sentindo envergonhada. Sinto que foi tirado de mim um respeito que eu não sei se vou conseguir resgatar”, conclui.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Coren vai entrar com denúncia contra o PAM de São João de Meriti (Postado por Lucas Pinheiro)

 O Conselho Regional de Enfermagem prometeu entrar nesta segunda-feira (22) com uma denúncia no Ministério Público contra o Posto de Atendimento Médico de São João de Meriti, onde uma idosa morreu depois de receber café com leite na veia. Os fiscais fizeram uma vistoria no domingo (21) e encontraram diversas irregularidades, conforme mostrou o Bom Dia Rio.

A fiscalização só começou depois de três horas de espera. Representantes do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) contam que foram barrados por seguranças do PAM de Meriti quando chegaram ao local. “Fomos impedidos de entrar para exercer a fiscalização do exercício da profissão”, afirmou Pedro Silva, presidente do Coren.

 A visita do Coren acontece exatamente uma semana depois que uma idosa de 80 anos morreu no posto. Ela recebeu café com leite na veia e não resistiu. A estagiária que teria injetado o líquido por engano foi indiciada pela polícia. Segundo a família da idosa, não havia nenhum profissional responsável por perto.

Os fiscais dizem que neste domingo, apenas um enfermeiro e 9 técnicos estavam trabalhando. Um dos técnicos estava há 36 horas em serviço, 12 horas a mais que o permitido. O ideal é que num posto com capacidade para 70 leitos, cada turno contasse com 8 enfermeiros e 25 técnicos de enfermagem atendendo.

Os fiscais disseram que é preocupante o PAM de Meriti funcionar com tão poucos profissionais de enfermagem. O presidente do conselho disse que nesta segunda vai tomar providência para tentar resolver o problema. “Vamos entrar, junto com o Ministério Público, na segunda-feira, e uma ação civil pública de imediato na segunda-feira também”, afirmou Silva.

Moradores do município fazem diversas críticas ao serviço prestado pelo PAM. “Primeiro, você nunca encontra médico ali, só encontra esses estagiários, e socorro ali é um problema sério”, afirmou uma moradora.

A produção do Bom Dia Rio entrou em contato com a prefeitura de São João de Meriti para questionar sobre as reclamações dos pacientes, mas não teve retorno.

A estagiária de enfermagem Rejane Moreira Telles, de 23 anos, que no último dia 14 aplicou café com leite na veia de Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, declarou ao Fantástico deste domingo que nunca havia injetado qualquer tipo de medicação antes. Rejane, que segundo o delegado da 64ª DP, Alexandre Ziehe estava há apenas três dias no estágio, disse ter consciência do risco de injetar na veia o que seria aplicado em alimentação oral. "Mas, como tava junto, qualquer um se confunde", defendeu-se.

sábado, 20 de outubro de 2012

Polícia indicia 14 por chacina de seis jovens na Favela da Chratuba (Postado por Lucas Pinheiro)

 A Polícia Civil indiciou 14 pessoas pela chacina de seis jovens próximo à Favela da Chatuba, na Baixada Fluminense, como mostrou o RJTV. O crime foi praticado por traficantes da área em 8 de setembro, quando os rapazes foram tomar banho em uma cachoeira no Parque de Gericinó, em Mesquita.

O inquérito tem cerca de 800 páginas e quatro volumes. Quarenta dias depois do assassinato dos adolescentes, o delegado responsável pelo caso concluiu as investigações. Outras três pessoas também foram executadas pelo bando.

Os 14 indiciados pelo crime tiveram a prisão preventiva pedida. Segundo a polícia, o chefe do grupo era Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho, apontado como o mandante do crime.

Ainda de acordo com as investigações, Abner José de Oliveira passou as ordens de Juninho para que quatro menores executassem os jovens. Eles teriam sido ajudados por Bruno Benedito Silva, Daniel Cerqueira dos Santos, Danilo Machado Valverde, Eduardo de Souza Júnior e Marcus Vinícius Madureira da Silva.

 Um criminoso ainda não identificado levou, em uma carroça, os corpos dos jovens até a Via Dutra, a cerca de 8 quilômetros do local da execução.

Segundo as investigações, o crime aconteceu porque os seis jovens foram reconhecidos como moradores de uma favela dominada por uma facção criminosa rival e foram confundidos com traficantes.

Luiz Alberto Ferreira de Oliveira foi indiciado por tráfico porque também fazia parte do bando de Juninho. Dois entre os 14 indiciados já estão presos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Moradores de Manguinhos temem 'o dia seguinte' à ocupação do Bope (Postado por Lucas Pinheiro)

As marcas dos tiroteios estão estampadas nas paredes das casas na comunidade de Manguinhos, conhecida como a “Faixa de Gaza” do Rio de Janeiro e que foi ocupada no domingo (14) pelo Batalhão de Operações Policias Especiais (Bope) para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

E a lembrança dos combates entre os traficantes que dominavam a área e policiais também está presente na memória dos moradores, que temem o futuro da região após a pacificação.

“A população está quieta, assistindo ao hasteamento da bandeira (feito pelo Bope para marcar o domínio da área) sem empolgação porque ainda tem medo. Isso é a tomada. Entraram aqui agora. Mas como vai ser isso depois? A gente não sabe o que vai acontecer”, questiona Simone Cunha, de 35 anos, que possui uma pequena empreiteira que realiza obras na favela.

A proprietária de uma padaria, que pediu para não ser identificada, também demonstrou desconfiança.

“Hoje (domingo) eu nem dormi direito, estava apreensiva, pensando no que podia acontecer. Foi tudo calmo, mas não sabemos o que será o dia de amanhã. É esperar para ver”, afirma ela.

“Está todo mundo feliz, mas também preocupado sobre como a polícia vai interagir com a comunidade. O Bope fez o seu trabalho, mas e os policiais que vierem aqui depois, irão nos respeitar? Tivemos vários casos de invasões a residências sem mandado e a população nem sempre sabe seus direitos, sabe que tem o direito de reclamar, o direito de ir e vir”, acrescenta Simone Cunha.

A própria empreiteira disse já ter tido a casa invadida e revistada por policiais neste ano e entrou na Justiça pelo caso pedindo explicações.

“A noite aqui é sempre movimentada, tem forró, as crianças brincam, jogam futebol na rua. No sábado de noite (véspera da operação), tudo ficou deserto após as 21 horas. Ninguém sabia o que podia acontecer”, diz um aposentado de 66 anos.

“Muita coisa acontece aqui dentro, mas poucos falam. A gente não tem como provar, éramos acuados por eles (os traficantes)”, acrescenta o aposentado.

A empreiteira Simone Cunha mostra diversas marcas de tiros na Rua São Domingos, onde mora. Em 2011, segundo ela, um menino foi morto com um tiro no peito durante confronto entre criminosos e a PM. “Este beco aqui era o pior, só tinha confronto. Às vezes, a própria polícia, quando entrava aqui, começava a atirar primeiro. Aquele poste, nem sei como está de pé, de tanto tiro que levou”, aponta ela para um poste onde alguns cartazes de propaganda estão fixados.

Crianças esperam futuro melhor
Para os pequenos, a felicidade com a tomada da polícia na área está na liberdade de poder correr pelas ruas sem medo de ser atingido por tiros.

Dois garotos, de 9 e 10 anos, dizem que, com frequência, aulas eram suspensas porque os tiroteios começavam. “A diretora é muito medrosa, temia pela nossa segurança”, disse o garoto de 9 anos. “Quando começavam os tiros, eu me escondia debaixo da cama e orava. Pedia para Deus para proteger minha família”, relembra o menino.

“Eu acho que vai ser melhor para a gente (a presença do Bope no local). Eu vivia com medo, tia. Não quero ser policial nem bandido. Quero crescer e ser trabalhador”, diz o garoto de 10 anos, que vestia uma camiseta da seleção brasileira e sonha em ser advogado ou jogador de futebol.

Conquista nada fácil
Para o comandante do Bope, tenente-coronel René Gonçalves Alonso, a ocupação não pode ser considerada "fácil" apenas por ter sido realizada sem confronto.

"Não acho que foi fácil, foi uma conquista complicada. Há semanas estamos analisando e fazendo operações, hoje (domingo) é mais um marco, representa o território que estamos retomando", disse o oficial.

"Como estamos fazendo uma operação atrás da outra, acabamos adquirindo conhecimento, sabemos o caminho e assim vai cada vez mais rápido", acrescenta ele.

Para o comandante do Bope, a população de Manguinhos não tem o que temer. "O Bope vai ficar aqui, vamos localizar ainda muita coisa que deve estar escondida. Em seguida será instalada uma UPP, com policiais especializados. Vamos interagir com a comunidade. Eles estavam ansiosos, mas você vê que já estão se animando, vindo para as ruas, conversando com os policiais", aponta ele.

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.