sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ex-comandante do 7º BPM diz que desconhecia plano para matar juíza (Postado por Erick Oliveira)

O tenente-coronel Cláudio Oliveira, que comandava o 7º BPM (São Gonçalo) na época em que a juíza Patrícia Acioli foi morta, afirmou em depoimento à Justiça nesta sexta-feira (18) que desconhecia a intenção de policiais assassinarem a magistrada. Oliveira é apontado pela polícia como o mandante do crime.
Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros em agosto, quando chegava em casa, em Niterói.

“Nunca percebi a intenção do Benitez em matar a juíza. Se tivesse percebido teria tomado providencias”, disse, referindo-se ao tenente Daniel Benitez, acusado de atirar em Patrícia. “Eu não tinha contato com Benitez, ele só era mais um oficial do batalhão”, contou.

Durante o 5º dia de julgamento no Tribubal do Júri, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, o tenente-coronel disse que mantinha apenas contato profissional com Patrícia Acioli. "Os contatos eram profissionais quando necessários. Eu procurei ela no episódio do processo de um major e a doutora Patrícia me recebeu com hospitalidade”, afirmou.

Oliveira contou ainda como foi seu primeiro encontro com a juíza. “Eu estava de serviço no estádio do Maracanã, em 1989, quando aconteceu uma briga na arquibancada. Com a chegada de policiais no local, alguns agentes se envolveram neste conflito. A atitude que tomei foi conduzir todos para a delegacia. Uma das partes conduzidas foi a Patrícia. Tempos depois eu soube que ela promoveu uma ação por abuso de autoridade contra mim”, contou.

Segurança da juíza
O acusado disse ainda que sabia que a segurança da juíza era feita pelo policial militar Marcelo Poubel, que também era marido da magistrada, e por outro agente.

“Quando cheguei ao 7º BPM, logo em seguida, tivemos aqueles problemas no Rio, em que traficantes atearam fogo em carros e ônibus. Por isso, entramos em prontidão e recuperamos todo efetivo disponível. Nessa ocasião, os dois policiais que faziam a escolta dela foram recuperados. Mas logo depois, ela (Patrícia Acioli) me pediu que liberassem eles e eu atendi a solicitação dela. Eles voltaram a fazer a escolta dias depois”, disse.

Ainda nesta sexta devem ser ouvidos outros envolvidos na morte da juíza.
PM diz que foi forçado a assinar delação premiada
Na quinta (17), o policial militar Jefferson Araújo, acusado de envolvimento na morte da juíza, disse ao juiz que foi forçado por policiais da Divisão de Homicídios (DH) a assinar um depoimento já pronto, que apontava o tenente-coronel Cláudio Oliveira como mandante do crime. O policial foi um dos beneficiados pela delação premiada, em que se pode reduzir a pena em troca de informações à polícia.
“Eu estava na DAS (Delegacia Antissequestro), encarcerado. Tive várias visitas do comissário (da Divisão de Homicídios). Ele me disse que, se eu não aceitasse fazer a deleção, iria para Bangu 1(Complexo Penitenciário da Zona Oeste do Rio). Depois, ele mostrou um documento já assinado, que me mandava para o Presídio de Catanduvas (Paraná), caso eu não aceitasse fazer a delação nos moldes do que ele estava me propondo. Eu só pensei na minha família.”, acrescentou o PM.

O G1 solicitou uma resposta à acusação do PM para a Polícia Civil do Rio. Mas a assessoria de imprensa informou que, como não teve acesso ao depoimento do policial, não iria se pronunciar sobre o caso.
Relembre o casoA juíza Patrícia Acioli foi morta no dia 11 de agosto, com 21 tiros, quando chegava em sua casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A juíza tinha um histórico de condenações contra criminosos que atuavam em São Gonçalo. Entrem os alvos investigados por ela, estavam quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis e no transporte alternativo, entre outros crimes.
Investigações apontam que a ordem para o crime teria sido do tenente-coronel Cláudio Oliveira, na época comandante do batalhão de São Gonçalo, cidade onde Patrícia atuava como juíza criminal.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Polícia prende suspeito de matar modelo na Rocinha (Postado por Erick Oliveira)

Policiais da 41ª DP (Tanque) prenderam um homem de 36 anos, morador da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acusado de matar uma modelo de 20 anos, desaparecida desde 9 de maio.
Entre os suspeitos de envolvimento na morte das duas jovens já presos estão o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, apontado pela polícia como o chefe do tráfico da Rocinha, e Anderson Rosa Mendonça, o Coelho.
Segundo a polícia, os agentes cumpriram mandado de prisão contra o homem, que era foragido da Justiça, na madrugada desta quinta-feira. O suspeito compareceu à delegacia, acompanhado de seu advogado, e após pesquisa no setor de Inteligência, os agentes descobriram a existência de um mandado de prisão temporária pendente, expedida pela 3ª Vara Criminal da Capital, contra ele.

Na segunda-feira (14), o Disque-Denúncia aumentou de R$ 1 mil para R$ 2 mil a recompensa por informações que levassem aos suspeitos. A modelo Luana Rodrigues e uma amiga dela, de 25 anos, foram vistas pela última vez perto da comunidade ocupada pela polícia no domingo (13).
No novo cartaz divulgado pelo Disque-Denúncia, além de Nem e Coelho, aparecem outros três suspeitos de envolvimento do desaparecimento da modelo e de sua amiga. Todos eles tiveram a prisão decretada pela 3ª Vara Criminal da capital do Rio de Janeiro.
Quem tiver informações sobre o paradeiro desses suspeitos pode entrar em contato pelo telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.
Suposta ligação com tráfico
Os policiais consideram a modelo desaparecida, mas também não descartam a possibilidade de ela ter sido morta por traficantes da Rocinha. As investigações indicam que ela tinha ligação com o tráfico. Segundo a polícia, a jovem transportaria drogas da Rocinha para outras favelas da quadrilha. Os traficantes acreditavam que a beleza da modelo ajudava a não levantar suspeitas do envolvimento dela com o crime.
Durante as investigações, a polícia quebrou o sigilo telefônico da jovem. Ela foi vista pela última vez numa estrada, perto de casa, na Vila Canoas, em São Conrado, e a polícia foi informada de que ela estava com uma amiga quando sumiu. Essa outra jovem também teria sido assassinada apenas por tê-la acompanhado à favela.
A polícia investiga o que poderia ter motivado traficantes a matar a modelo. Já se chegou a cogitar que a jovem teria sido namorada de um policial militar, o que teria desagradado o traficante Nem, chefe do tráfico na Rocinha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Deputado ameaçado volta à Alerj depois de 15 dias na Europa (Postado por Lucas Pinheiro)

O deputado estadual do Rio Marcelo Freixo (PSOL) voltou ao Brasil na noite de terça-feira (15). Ele havia adiantado a data de um convite da Anistia Internacional para participar de reuniões na Europa para deixar o país por um tempo após sofrer sete ameaças de morte por conta de seu trabalho na CPI das Milícias. Na tarde desta quarta (16), ele está no plenário da Assembléia Legislativa, participando das votações do dia, após ficar fora por 15 dias.

Freixo presidiu a CPI das Milícias na Alerj, que indiciou mais de 200 pessoas, entre policiais e políticos. Ele viajou para a Europa no último dia 1º para uma série de reuniões com representantes da Anistia Internacional, num evento que já estava combinado, mas que ele resolveu antecipar por conta das ameaças.

Em seu Twitter, o deputado diz que a viagem reforçou sua segurança, deu maior equilíbrio para sua família e serviu ainda para retomar o tema do crescimento das milícias, discutido com a Anistia Internacional

"Foram 15 dias, o suficiente para denunciar o crescimento das milícias", diz ele no Twitter, ressaltando que "lamentavelmente as ameaças que recebi não foram investigadas".

Freixo explicou que a viagem seria curta e que voltaria antes de dezembro porque tem que terminar a CPI do Tráfico de Armas ainda este mês.

Questões estratégicas
Na noite da segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, Freixo disse que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas. As ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio..


Somente pouco antes de viajar o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado no fim de outubro.

Millôr Fernandes recebe alta de hospital na Zona Sul do Rio (Postado por Erick Oliveira)

O escritor carioca Millôr Fernandes recebeu alta da Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio, onde estava internado. Procurada pelo G1 nesta quarta-feira (16), a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação nem quando o escritor recebeu alta, a pedido da família.
Millôr estava internado desde o final de junho, quando retornou à casa de saúde apenas 48 horas depois de ter recebido alta de uma internação de cinco meses.
O escritor havia sido inicialmente internado na Clínica São Vicente, na Gávea, também na Zona Sul, no dia 7 de fevereiro, mas foi transferido para a São José, de onde foi liberado na última terça (28).
Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista autodidata, Millôr, de 86 anos, começou a colaborar com a revista "O Cruzeiro" aos 14 anos, conciliando as tarefas de tradutor, jornalista e autor de teatro. No final dos anos 1960, tornou-se um dos fundadores do jornal "O Pasquim", reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Escreveu nos anos seguintes diversos tipos de peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.
Atualmente ele mantém um site pessoal em que escreve textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. Seu perfil no Twitter conta com mais de 285 mil seguidores.

domingo, 13 de novembro de 2011


Favelas da Rocinha e Vidigal são ocupadas pelas forças de paz

Nenhum tiro foi disparado, mas blindados tiveram que contornar armadilhas deixadas por traficantes


GLOBO RIO

ANTÔNIO WERNECK
VERA ARAÚJO
DUILO VICTOR
Publicado:
13/11/11 - 7h01
Atualizado:
13/11/11 - 7h45

- As favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu foram ocupadas pelas forças de paz no início da manhã deste domingo. A operação começou por volta das 4h10m deste domingo, quando os veículos blindados da Marinha entraram nas comunidades. Segundo a secretaria de Segurança do Rio, cerca de três mil homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Choque (BPChoque) e policiais civis participaram da operação, com o apoio de quatro helicópteros da PM e três aeronaves da Polícia Civil. Policiais Federal também deram apoio durante a ação.

Nenhum tiro foi disparado. Retroescavadeiras da Prefeitura foram ao local para retirar possíveis barricadas que pudessem prejudicar a entrada dos militares na comunidade, e um blindado do BPChoque teve que retornar ao pé do morro do Vidigal por causa da grande quantidade de óleo que foi derramada pelos traficantes na localidade conhecida como Largo do Santinho, na parte alta da favela. Apenas os blindados da Marinha conseguiram prosseguir.Por volta das 2h30m, um homem que seria foragido do presídio de Bangu 8 foi preso tentando sair da favela. De acordo com informações da Rádio CBN, ele estaria com amigos e disse que estava passando mal. Levado pelos policiais ao hospital de campanha dos bombeiros, ele foi detido.
O morador Domingos Silva, há oito anos na Rocinha, teve que se atrasar em uma hora para ir ao trabalho para a esperar a ocupação da Favela da Rocinha. Segundo ele, o trabalho dele começa às 5h como porteiro de uma escola na Rua Faro, no Jardim Botânico:
- Perguntei se eles queriam revistar a minha casa. Eles foram educados, olharam e ainda agradeceram a minha atitude. Deu tudo certo, que continue assim.
Desde as 22h de sábado, toda a região deixou de ser comandada pelo 23º BPM e passou a ser controlada pela a corregedoria da Polícia Militar. A Rocinha, o Vidigal e a Chácara do Céu foram cercados desde o início da madrugada por policiais militares e civis. Às 2h30m, as principais vias de acesso às favelas foram interditadas, e o comércio, que costuma ficar aberto durante toda a madrugada, fechou.
As principais ruas de São Conrado, na Zona Sul do Rio, foram fechadas a partir da madrugada para a ocupação. Efetivos da Guarda Municipal foram mobilizados para auxiliar no controle de trânsito na região da Rocinha e do Vidigal. As principais saídas da cidade também foram bloqueadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para impedir a eventual fuga de traficantes.

sábado, 12 de novembro de 2011


Reforço policial chega




à Rocinha e ruas 




são fechadas



Foram montados bloqueios em cinco vias da Zona Sul do Rio.
Só veículos da Operação Choque de Paz vão poder circular pelo local.

Reforço da polícia chega à Rocinha por volta das 2h40 (Foto: Rodrigo Vianna/G1)Reforço da polícia chega à Rocinha por volta das 2h40 (Foto: Rodrigo Vianna/G1)













Os oito pontos de bloqueio vão ser na Avenida Prefeito Mendes de Moraes, na junção com Avenida Niemeyer, no sentido Vidigal; na Rua Visconde de Albuquerque, no acesso à Avenida Niemeyer, no sentido Vidigal; na Avenida Padre Leonel Franca, sentido Barra da Tijuca, no acesso ao Planetário da Gávea; na Estrada das Canoas, com o fechamento do acesso vindo do Alto da Boa Vista; na Rua Marquês de São Vicente, na esquina com Rua Cedro; na Avenida Ministro Ivan Lins, no acesso ao Elevado do Joá; na Barrinha, no acesso à Estrada do Joá; na Autoestrada Lagoa-Barra, no primeiro retorno após o Mercado Zona Sul, sentido Leblon.
A PM informou que nem mesmo moradores das ruas e avenidas interditadas para a operação Choque de Paz, que vai ocupar a Favela da Rocinha no domingo (13), vão poder passar pelos bloqueios, a partir de 2h30 deste domingo. A informação foi dada pelo coronel Frederico Caldas, relações-públicas da corporação. A operação vai ocupar a Favela da Rocinha para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
A polícia tem como meta retomar o controle da área para implantar a 19ª UPP do Rio. A operação contará com apoio de blindados da Marinha e militares.
Arte trânsito Rocinha (Foto: Arte/G1)

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ato reúne 150 mil pessoas no Rio, segundo PM


  • Irreverência do protesto satirizou até o papa Bento XVI (ANTONIO SCORZA/AFP)
Irreverência do protesto satirizou até o papa Bento XVI (ANTONIO SCORZA/AFP)

“Mexeu comigo, mexeu com o Rio.” As palavras de ordem, repetidas por artistas como Caetano Veloso, Seu Jorge e Cissa Guimarães, deram o tom da passeata convocada pelo governo do Rio e realizada ontem para protestar contra a redistribuição dos royalties do petróleo. Engrossada por servidores -muitos com crachás ainda pendurados ao pescoço-, a manifestação teve trios elétricos tocando samba, funk e música eletrônica e foi encerrada com apresentação de artistas como Lulu Santos e Xuxa, além da leitura do “Manifesto do Rio” pela atriz Fernanda Montenegro.

Para que a passeata não perdesse o foco, cada “ela desce/ela quica” do funk que saía das caixas de som era seguido de palavras de ordem que lembravam o público do porquê de estarem ali. “Querem comprometer nosso futuro!”, gritava um. “Não pode mudar a regra no meio do jogo”, dizia outro.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 150 mil pessoas participaram do ato. Muitos receberam transporte gratuito até o local -além de ônibus financiados pelo governo, houve gratuidade nos sistemas de trem e metrô. “Esse é um apelo do povo do Rio pela justiça”, disse o governador Sérgio Cabral.

O ato em si não teve discursos -após percorrer parte da avenida Rio Branco até a Cinelândia, o governador subiu ao palco com aliados, como Lindberg Farias, e adversários, como Rosinha Matheus e Anthony Garotinho. O único a falar foi o animador que convocava a população a lutar “contra a covardia”.

Na entrevista, Cabral chamou de “aberração jurídica” a proposta de redistribuição dos royalties de campos já licitados. “Nós não vamos ceder nem um real sequer do que já foi licitado”, afirmou.

O governador disse ainda que, se o governo e o Congresso não mexeram nos contratos já firmados ao aprovar o novo marco regulatório do setor, não faz sentido mexer nos royalties desse contrato. “Isso é uma irregularidade e uma ilegalidade.”

Cabral disse, porém, ter certeza de que o projeto aprovado pelo Senado será vetado pela presidente Dilma. “Porque ela é uma democrata, porque não vai permitir o linchamento do povo brasileiro e porque sabe que esse é um precedente muito perigoso, que abre uma brecha para violações muito graves.” No Espírito Santo, cerca de 5 mil pessoas participaram de manifestação em Vitória contra a mudança na divisão das receitas do petróleo aprovada pelo Senado. A estimativa é da Polícia Militar.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O objetivo é impedir que a Câmara dos Deputados ratifique a redistribuição de royalties da produção de petróleo aprovada no Senado que amplia para R$ 125,6 bilhões perdas do Rio, na estimativa do governo.

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.