quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Preso por furtar frango comemora liberdade com churrasco em família (Postado por Lucas Pinheiro)
Cláudio Charles Gonçalves Pereira, de 33 anos, ficou sete dias preso por furtar pedaços de frango congelado na empresa onde trabalhava. Ele foi solto na noite desta terça-feira (4) e recebido por sua família, que o aguardava com um churrasco na casa de sua mãe, em Nova Aurora, bairro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para comemorar a liberdade.
“Ah, eu estou muito feliz de estar em casa. Esta uma semana que fiquei preso foi uma eternidade. Ficar longe da minha família, da minha mulher, dos meus amigos aqui da rua foi muito ruim”, disse. Ele brincou que agora se tornou vegetariano. “Agora eu não como mais frango, não. O churrasco aqui hoje é só carne de porco e carne de boi mesmo”.
Ele trabalhava em uma empresa terceirizada que oferece lanches e refeições à Petrobras, na Ilha do Governador. Além dele, outros dois funcionários foram presos em flagrante acusados de furtar pedaços de frango congelado, barras de cereais e iogurte. Eles alegaram que só pegaram a comida que seria jogada no lixo. No dia seguinte ao ocorrido, os três pagaram fiança, equivalente a um salário-mínimo, e foram soltos.
Mesmo assim, o Ministério Público pediu que os funcionários ficassem presos até o fim do julgamento. Após o pedido do MP, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva para os três acusados. No entanto, apenas Cláudio voltou a ser preso.
Cláudio afirma que os 2kg de frango iriam para o lixo e, por isso, colocou na mochila para levar para casa. Segundo ele, em dois anos e três meses ele nunca tinha visto ninguém ser revistado dentro da empresa. No dia 19 de junho, foi feita uma inspeção e encontraram o frango na mochila de Cláudio. Ele foi levado para a 54ª DP (Belford Roxo) e pagou uma fiança no valor de um R$622,00. Na terça-feira, 28 de agosto, a polícia buscou Cláudio em casa e o levou para a delegacia novamente. Da 54ª DP, ele foi encaminhado para Bangu II e posteriormente para Japeri.
Ele dividiu uma cela com mais doze homens, entre eles acusados de tráfico e estupro. “Quem tem colchão para dormir, dorme, quem não tem, dorme no chão, no frio mesmo. É complicado”, disse.
A Justiça revogou a prisão de Cláudio em 30 de agosto, mas o alvará de soltura foi expedido apenas na segunda-feira (3). No mesmo dia 30, ele foi transferido para Japeri sem nem poder avisar a sua família.
Para chegar até o trabalho Cláudio caminhava 15 minutos do bairro Bela Vista até a rodoviária Nova Aurora, em Belford Roxo. Lá ele aguardava o ônibus da empresa que levava ele e seus colegas até a Ilha do Fundão. Cláudio trabalha desde os 17 anos de idade. Começou ajudando o seu pai, que é proprietário de um armazém na mesma rua onde moram. Depois começou a fazer diversos bicos: trabalhou como ajudante de obras e como vendedor no Ceasa. Este era o terceiro trabalho de Cláudio com a carteira assinada.
Ele se diz preocupado em não conseguir um novo emprego por ter sido preso.
“Eu preciso trabalhar, eu sou casado, minha mulher tem filhos que eu tenho que sustentar. Ela está trabalhando sozinha agora. Eu quero arrumar um serviço também”, disse.
O irmão de Cláudio, Gilson Pereira, não se conforma com o fato de a fiança ter sido paga pela família de Cláudio e, ainda assim, ele ter sido preso sem julgamento. “A gente quer saber por que isso aconteceu. A juíza tinha que dar a sentença. Ele foi condenado antes de ser julgado”, disse.
Cláudio não foi demitido por justa causa. Em sua carteira consta dissídio coletivo, mesmo sem ter havido nenhum acordo entre ele e a empresa.
Incidente ocorreu em junho
O incidente ocorreu no dia 19 de junho no restaurante do Centro de Pesquisas da Petrobras, na Ilha do Fundão. A empresa terceirizada que oferece lanches e refeições à Petrobras registrou queixa na delegacia contra os três funcionários.
No dia 20 de junho, o Ministério Público pediu a prisão preventiva porque entendeu que o crime era mais grave por se tratar de funcionários da empresa. A Justiça decretou a prisão, que foi cumprida na semana passada.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Mãe que deixou filha de 15 anos viver com homem de 28 é denunciada (Postado por Lucas Pinheiro)
O Ministério Público (MP) do Estado do Rio de Janeiro denunciou uma mulher que permite que a filha de 15 anos viva com um homem de 28 anos. Segundo o texto da denúncia, a adolescente foi entregue ao homem pela própria mãe, "que encoraja o relacionamento, inclusive sexual”. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo MP.
A mulher foi denunciada pela prática prevista no artigo 245 do Código Penal Brasileiro, que estabelece como crime "entregar filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo".
Subscrita por Maria de Lourdes Féo Polonio, da Promotoria de Investigação Penal de Petrópolis, a denúncia destaca que o homem já foi denunciado anteriormente pelo MP por lesão corporal e por ameaça à ex-mulher. "Insta observar que tal atitude, da ora denunciada, configura situação de perigo moral para a adolescente, colocando em risco sua incolumidade, restando assim vulnerável ao domínio de pessoa cujo temperamento é sabidamente violento, como faz prova sua folha de antecedentes criminais (FAC)", narra a denúncia.
O texto relata ainda que a mulher incorre e afronta a Lei Maria da Penha, "porque a mãe tem o dever de zelar pela segurança e pelo bem estar da filha e de a proteger de situações e de pessoas que possam lhe representar risco".
A mulher foi denunciada pela prática prevista no artigo 245 do Código Penal Brasileiro, que estabelece como crime "entregar filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo".
Subscrita por Maria de Lourdes Féo Polonio, da Promotoria de Investigação Penal de Petrópolis, a denúncia destaca que o homem já foi denunciado anteriormente pelo MP por lesão corporal e por ameaça à ex-mulher. "Insta observar que tal atitude, da ora denunciada, configura situação de perigo moral para a adolescente, colocando em risco sua incolumidade, restando assim vulnerável ao domínio de pessoa cujo temperamento é sabidamente violento, como faz prova sua folha de antecedentes criminais (FAC)", narra a denúncia.
O texto relata ainda que a mulher incorre e afronta a Lei Maria da Penha, "porque a mãe tem o dever de zelar pela segurança e pelo bem estar da filha e de a proteger de situações e de pessoas que possam lhe representar risco".
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Buscas por avião desaparecido no Rio entram no segundo dia (Postado por Lucas Pinheiro)
As buscas pelo monomotor que desapareceu depois de decolar do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, entram pelo segundo dia nesta quinta-feira (23). Durante toda a madrugada, o navio-patrulha Gurupi, da Marinha, procurou no litoral do Rio pelo avião que sumiu com dois tripulantes. A Aeronáutica, que interrompeu o trabalho durante a noite, deve retomar as buscas nesta manhã, como informou o Bom Dia Rio.
A previsão é de que o navio continue o trabalho pelos próximos dois dias, até completar 72 horas. O prazo é considerado mínimo, faz parte de um procedimento padrão da Marinha, e pode ser estendido. As buscas estão sendo feitas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, à região da cidade de Paraty, no Sul Fluminense.
O monomotor, modelo PA-46, prefixo PT-FM, pertencia à empresa exploradora Fernandes e Martins Catanduva Limitada e tinha duas pessoas a bordo. O avião saiu às 19h30 de terça-feira do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.
O controle do tráfego aéreo de São Paulo não foi informado sobre o desaparecimento, o que para a Infraero pode ser um indício de que o avião não chegou a entrar no espaço aéreo paulista.
A Capitania dos Portos informou que quem estava na aeronave era o piloto e o proprietário do monomotor. Eles foram identificados como Fernando Rubinho Lopes e o empresário Francisco Fernandes.
Ainda segundo a Capitania dos Portos, que comanda as buscas, o trabalho em alto mar deve ser feito por três dias, porque não foi descartada a possibilidade de sobreviventes.
domingo, 19 de agosto de 2012
A cara nova da Justiça
RADIOBRAS
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
19 de agosto de 2012
O Globo
Fotolegenda: A cara nova da Justiça
Mariana Vaccari, de 27 anos, está entre os 35 novos juizes do Rio.
Aprovados em meio a 6.800 candidatos, eles têm de 26 a 39 anos, recebem salário inicial de R$ 20 mil e se preparam para virar “Vossa Excelência” seguindo orientações como abandonar as redes sociais, por questões de segurança, e moderar no figurino.
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
19 de agosto de 2012
O Globo
Fotolegenda: A cara nova da Justiça
Mariana Vaccari, de 27 anos, está entre os 35 novos juizes do Rio.
Aprovados em meio a 6.800 candidatos, eles têm de 26 a 39 anos, recebem salário inicial de R$ 20 mil e se preparam para virar “Vossa Excelência” seguindo orientações como abandonar as redes sociais, por questões de segurança, e moderar no figurino.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Morre no Rio o flautista Altamiro Carrilho aos 87 anos (Postado por Lucas Pinheiro)
Morreu na manhã desta quarta-feira (15), no Rio, o flautista Altamiro Carrilho, de 87 anos. Na segunda-feira (13) ele passou mal e foi levado para uma clínica particular em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Ainda não há informações sobre o enterro do músico e compositor. Segundo a família, Altamiro esteve internado durante muito tempo com problemas pulmonares, que o deixaram bastante debilitado.
De acordo com a assessoria de imprensa do hospital São Lucas, no Rio, Carrilho esteve internado entre 7 e 24 de julho, tendo retornado para um atendimento no dia 27. No mesmo dia, retornou para sua casa. Seu quadro era de neoplasia pulmonar.
Altamiro foi um virtuoso da flauta transversal, com mais de 200 músicas compostas e mais de uma centena de discos gravados. Filho de Lyra de Aquino Carrilho e do dentista Octacilio Gonçalves Carrilho, o músico tinha sete irmãos, incluindo o também flautista Álvaro Carrilho.
O primeiro disco de Altamiro foi "A bordo do Vera Cruz", de 1949. Nos anos seguintes, gravou trabalhos como "Choros imortais" (1964), "Clássicos do choro" (1979) e "Pixinguinha de novo" (1998). Em 1938, foi membro da Banda Lira de Arion, na qual tocava caixa. Quando passou a tocar flauta, foi destaque do programa de calouros de Ary Barroso.
Além da música, atou como farmacêutico e comprou uma flauta usada, com a qual começou a ganhar fama entre os apreciadores do choro. Em seu perfil no Twitter, o músico Ed Motta lamentou a morte do veterano flautista. "Altamiro Carrilho RIP [descanse em paz]", escreveu Motta, que também publicou uma foto do álbum "Altamiro Carilho e sua bandinha na TV nº 2", lançado em 1958.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Tráfego ainda é lento em trechos da Via Dutra na manhã desta quarta-feira (Postado por Lucas Pinheiro)
Com a fiscalização nas estradas em respeito à nova lei para os caminhoneiros adiada por 30 dias, os motoristas começaram a liberar as pistas da Rodovia Presidente Dutra, tanto no sentido Rio de Janeiro quanto no sentido São Paulo, no madrugada desta quarta-feira (1º). Mas apesar da lfim da greve dos caminhoneiros, os motoristas ainda encontram diversos trechos de lentidão na rodovia.
Um acidente com uma carreta ocorrido na Serra das Araras, no sentido Rio, segundo a concessionária CCR Nova Dutra, causava interdição da rodovia entre os quilômetros 223 e 222, por volta das 7h desta quarta-feira (1º).
No sentido São Paulo, o tráfego está em mão dupla. Com isso, há lentidão na via na altura do município de Piraí, entre os quilômetros 236 e 234, na pista sentido Rio, e entre os quilômetros 232 e 230 na pista sentido São Paulo.
Na altura de Barra Mansa, no Sul Fluminense, motoristas também encontram trechos de lentidão na pista sentido São Paulo, por causa de um veículo enguiçado no meio da pista. A retenção vai dos quilômetros 274 a 277.
Por causa de caminhoneiros que ainda estão dormindo ou abandonaram caminhões na pista, há trechos com retenções nas imediações das cidades de Porto Real e Barra Mansa, no Sul do estão. Em Resende, as pistas seguem livres nos dois sentidos da Via Dutra.
Já no trecho da Baixada Fluminense, o trânsito lento por dois quilômetros, entre os km 165 e o km 163 se deve ao excesso de veículos que se dirigem para o Rio.
No trecho da rodovia em São Paulo, segundo a concessionária, motoristas vão encontrar trechos de lentidão na altura de Guarulhos, na pista marginal por causa do excesso de veículos. Não há mais registros de manifestação dos caminhoneiros na Via Dutra.
Liberação na madrugada
Os caminhoneiros começaram a liberar a rodovia Presidente Dutra a partir das 2h desta quarta-feira (1º), informou a Nova Dutra, concessionária que administra a principal estrada de ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro. Por volta de 5h15h, toda a pista estava totalmente liberada.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro decidiu suspender a paralisação que desde a semana passada provocava bloqueios em estradas do país após reunião nesta terça (31), em Brasília, com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e representantes do governo.
Em ata divulgada após a reunião, os líderes dos caminhoneiros comprometeram-se "com a completa e imediata suspensão do movimento da categoria". Em troca, o governo instalará uma mesa de negociação no próximo dia 8 de agosto para discutir as reivindicações da categoria.
Os caminhoneiros não concordam com os termos da lei federal 12.619, publicada no último dia 30 de abril e que entrou em vigor nesta segunda. A lei regulamenta a jornada de trabalho da categoria e obriga o trabalhador a ter descanso de 11 horas entre duas jornadas.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Manifestantes ameaçam e agridem caminhoneiros na Via Dutra, no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)
Manifestantes usaram de força bruta para coibir caminhoneiros que não aderiram ao protesto que começou na tarde de domingo (29) na Rodovia Presidente Dutra. Imagens feitas pela TV Rio Sul, afiliada da TV Globo no Sul Fluminense, mostram os caminhoneiros que aderiram à greve ameaçando com facões os colegas. Um homem foi agredido e, na tentativa de fuga, acabou ferido e foi levado para o hospital, como mostrou o Bom Dia Rio, nesta terça-feira (31).
Às 7h30, o tráfego na Via Dutra apresentava 18 km de retenções no sentido Rio e outros 13 km no sentido contrário. Agentes da Polícia Rodoviária Federal impediam que os manifestantes ocupassem a faixa que estava liberada ao tráfego de carros e ônibus.
A vítima, de 39 anos, foi encaminhada para o Hospital de emergência de Resende, no Sul Fluminense. Ele teria tentado furar o bloqueio e sido impedido por manifestantes e, na fuga, caído em um buraco. Ele foi levado para o Centro de Tratamento Intensivo da unidade.
Alguns caminhões que tentavam furar o bloqueio na manhã desta terça-feira (31), também foram impedidos.
Na segunda (30), o homem que ameaçava os colegas que não aderiram a greve, ao notar a presença da equipe de reportagem da emissora, escondeu o instrumento. Em seguida, aborda uma carreta em movimento e usa a força para fazer o motorista parar o veículo.
Algumas pessoas passaram mais de sete horas na estrada e motoristas ficaram revoltados. Segundo representantes do Sindicato das Transportadoras de Cargas do Sul Fluminense, os grevistas foram para a Via Dutra preparados para ocupar a via por dias, se for preciso. A Polícia Rodoviária Federal calcula que 50 mil veículos tenha sido afetados pela paralisação.
50 mil atingidos
A manifestação de caminhoneiros, que completou 24 horas por volta das 18h desta segunda-feira (30), causou transtornos aos motoristas que tentaram trafegar pela Via Dutra. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 50 mil veículos foram atingidos com a paralisação, como mostrou o RJTV, até o final da tarde.
Os caminhões ocupam as pistas nos dois sentidos da via (Rio e São Paulo). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Carga do Sul Fluminense, o número de veículos parados na via chegou a 5 mil. O sindicato informou ainda que os manifestantes vieram preparados para passar dias na rodovia, se for preciso.
Nas rodoviárias, foram registradas horas de espera e desistências por parte dos passageiros. A manifestação de caminhoneiros na Via Dutra só deixa uma pista de rolamento livre para a passagem de veículos de passeio, nos dois sentidos.
Os policiais rodoviários orientam os motoristas para que evitem pegar a Via Dutra nas imediações do trecho que está com problemas.
Desde a semana passada, caminhoneiros realizam manifestações e fecham estradas em vários estados do país em protesto contra a lei que regulamenta a jornada de trabalho da categoria.
A Lei Federal 12.619 obriga o trabalhador a ter descanso de 11 horas entre duas jornadas de trabalho, uma hora por dia de parada para almoço e repouso de 30 minutos a cada quatro horas rodadas. A lei foi publicada pelo Governo federal no dia 30 de abril e tem como objetivo evitar que motoristas rodem dia e noite sem paradas, para diminuir o número de mortes nas estradas.
A PRF iniciou fiscalização nesta segunda. “A fiscalização vai ser feita através do tacógrafo do veículo, que é o equipamento que registra o tempo de direção, velocidade e distância percorridas. No caso da impossibilidade da verificação do tacógrafo, nós vamos fiscalizar através da papeleta, que é um documento que todos os motoristas, inclusive os autônomos, devem portar, onde ele vai registrar o tempo de direção, a parada e a saída do veículo”, explica o inspetor da PRF José Hélio Macedo. Se descumprirem a determinação, os condutores poderão ser multados.
Protestos
De acordo com o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, as principais reivindicações dos caminhoneiros referem-se ao valor recebido pelo serviço de frete, à forma de pagamento pelo serviço, atualmente feita com o uso do chamado cartão-frete, e à falta de estrutura para descanso. O movimento defende os interesses de motoristas autônomos, empregados e comissionados, empresas de transporte e cooperativas de transporte de cargas.
Segundo Botelho, o valor do frete, na maioria dos casos, não cobre os custos de manutenção dos veículos. Além disso, ele alega que a concorrência é muito grande na função, devido à mudança na lei 11.442 a partir de resolução da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). De acordo com o representante do movimento, a resolução 3.056 amplia de quatro para 18 as categorias que podem operar transporte de frete no país.
Até a resolução, o serviço podia ser explorado apenas por transportador autônomo que tivesse o transporte de carga como atividade principal ou empresa que tivesse no transporte rodoviário de carga sua principal atividade econômica. Atualmente, vários tipos de empresas têm conseguido a autorização da ANTT, injetando mais de 600 mil veículos no mercado, segundo o Movimento União Brasil Caminhoneiro. A categoria pede a revogação da resolução 3.056.
É questionado também o uso do cartão-frete, instituído como forma de pagamento pela resolução de número 3.658 da ANTT. O dinheiro pode ser sacado pelo caminhoneiro ou usado para abastecer, pagar fornecedores, como bares, lanchonetes e restaurantes, porém não estaria sendo bem aceito nos estabelecimentos. Para a categoria, o melhor seria o recebimento em dinheiro ou cheque.
Já sobre a carga horária, a lei estipula que a jornada de trabalho pode chegar a 13 horas diárias e que haja um intervalo de 11 horas para o descanso. No entanto, os caminhoneiros reclamam que não há pontos de parada e locais para fazer higiene pessoal adequados. O Movimento União Brasil Caminhoneiro pede que a fiscalização seja adiada em um ano e que melhorias sejam feitas.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que discutirá com transportadoras e caminhoneiros novas regras para a regulação do setor. A agência também informou que busca o aperfeiçoamento dos requisitos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas e das normas relativas ao pagamento eletrônico de frete.
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Arquivo do blog
Quem sou eu
- Blog do Paim
- Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.




