terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vigilância Sanitária encontra 100 kg de alimentos irregulares em padaria (Postado por Lucas Pinheiro)

Duas padarias em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foram multadas nesta terça-feira (18), por fiscais da Vigilância Sanitária e da 6ª Região Administrativa. Numa delas, a cozinha foi interditada e 100 kg de alimentos sem data de fabricação ou validade foram inutilizados. As informações são da subprefeitura da Zona Sul.
Ainda segundo a subprefeitura, a cozinha foi interditada porque saía água com aspecto amarelado das torneiras do segundo andar do estabelecimento. A padaria foi multada em mais de R$ 2 mil por falta de asseio e venda de produtos fora do prazo de validade.
O café anexo à padaria foi notificado a retirar o deck de madeira, com mesas e cadeiras, da calçada. O estabelecimento não tinha autorização para utilizar o lugar.
Na outra padaria, fiscais encontraram seis embalagens de iogurte que estavam fora do prazo de validade e foram jogadas fora. A padaria recebeu uma multa de R$ 1.071.

Publicado decreto que muda regras para alvarás provisórios no Rio (Postado por Erick Oliveira)

A prefeitura do Rio publicou nesta terça-feira (18), no Diário Oficial do município, um novo decreto que estipula mudança nas regras para a concessão de alvarás de funcionamento de restaurantes. De acordo com a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), mesmo com alvará provisório, os donos dos estabelecimentos terão dez dias para conseguir a aprovação do Corpo de Bombeiros.
De acordo com a Seop, antes de 2008, um decreto definia que para alvarás provisórios não seria necessária a aprovação dos bombeiros. É o caso do restaurante Filé Carioca, no Centro do Rio, onde, na quinta-feira (13), uma explosão deixou três mortos e 17 feridos. O estabelecimento possuía um alvará provisório dado pela prefeitura e renovado cinco vezes. Mas não tinha a aprovação do Corpo de Bombeiros, já que o alvará datava de antes da regra estabelecida em 2008.
Com a publicação do novo decreto, restaurantes que se encaixam no mesmo caso do Filé Carioca – que têm alvará provisório sem a aprovação dos bombeiros – terão dez dias a partir da notificação para conseguir a liberação dos bombeiros. Caso não apresentem a documentação no tempo estipulado, os comércios podem ter o alvará negado, além de multas e interdição do local.
A prefeitura publicou outro decreto nesta terça-feira. A nova regra também muda antigas determinações sobre o alvará provisório. A partir da publicação, todos os estabelecimentos que produzirem ou servirem comida precisarão da aprovação dos bombeiros. Segundo a Seop, antes, apenas restaurantes com mais de 80 m² precisavam do documento.

Depoimento

Na segunda-feira (17), o dono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, prestou depoimento na 5ª DP (Mem de Sá) sobre a explosão no local. Segundo o delegado Antônio Bonfim, Carlos disse que desconhecia a proibição de uso de gás no prédio, na Praça Tiradentes, no Centro.
“Ele diz que diante das circunstâncias, na medida em que ele tinha um alvará provisório, e até cedia o espaço, às vezes, para café comunitário, ele disse que jamais poderia imaginar que seria proibido de ter gás”, disse o delegado.
Segundo Antônio Bonfim, o proprietário afirmou que o contador era o responsável pelos alvarás junto à prefeitura. Sobre o vazamento de gás, Carlos Rogério Amaral disse que era de responsabilidade de uma distribuidora a troca e manutenção dos cilindros.
"Ele passou a responsabilidade do vazamento de gás, da troca de gás, para a SHV (firma distribuidora do gás). Ele trouxe os documentos mostrando que essa firma fez a troca de gás no dia 11 de outubro”, falou o delegado.
De acordo com o delegado, ainda é prematuro apontar que tipo de culpa o dono teve, já que se trata de um caso "com muitos culpados". Durante o depoimento, segundo ele, o proprietário comentou que ao longo dos três anos nunca recebeu a visita de fiscais.
A SHV, enviou uma nota ao G1 que diz: "A SHV Gas informa que não há qualquer registro de chamada do restaurante Filé Carioca no dia 11 de outubro após o abastecimento".
O proprietário disse ainda, segundo o delegado, que o seu irmão, Jorge Amaral, gerente do estabelecimento, contou que no dia, o chefe de cozinha, Severino, morto na explosão, ligou para a esposa do dono, relatando o cheiro forte de gás. Ela teria pedido a Jorge para que nenhum funcionário entrasse no restaurante. Ainda de acordo com o dono do local, o irmão teria informado que as luzes e exaustores já estavam acessos no momento, quando a esposa recebeu a ligação.
Questionado sobre o local onde eram armazenados os seis cilindros de gás, o proprietário falou que eles ficavam em uma área de cerca de 45 metros quadrados e que os funcionários trocavam de roupa próximo a essa área. Além disso, Carlos Rogério Amaral disse que eles costumavam fumar perto do local.
Câmera registra explosão
Ainda nessa semana a polícia pretende ouvir os engenheiros responsáveis pela retirada dos entulhos do restaurante, além do contador do estabelecimento e do irmão do proprietário. Ele teve fratura de costelas e segue internado.
Uma câmera de monitoramento da Prefeitura do Rio registrou o exato momento da explosão. Nas imagens é possível ver algumas pessoas paradas do lado de fora do prédio e um pedestre, que passa em frente ao local, no momento em que ocorre a explosão.

sábado, 15 de outubro de 2011

Atriz Thalma de Freitas registra queixa contra PMs por abuso de autoridade (Postado por Erick Oliveira)

A atriz e cantora Thalma de Freitas registrou queixa nesta sexta-feira (14) contra dois policiais militares por abuso de autoridade.
No fim da tarde, Thalma estava voltando da casa do namorado, que fica em um condomínio perto da comunidade do Morro do Vidigal, no Leblon, Zona Sul do Rio, quando foi abordada pelos policiais.
Os PMs fizeram uma revista, mas não encontraram nada ilegal. A atriz foi levada no carro da policia para o 14 ª DP (Leblon). Na delegacia, ela passou por uma revista íntima feita por policiais femininas. Mais uma vez, nada foi encontrado.
Thalma de Freitas decidiu então registrar a queixa contra os PMs, que vão responder por abuso de autoridade.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

TJ-RJ decreta prisão preventiva de ex-subsecretário após atropelamento (Postado por Lucas Pinheiro)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva do ex-subsecretário Estadual de Governo do Rio e ex-coordenador da Operação Lei Seca, Alexandre Felipe Vieira Mendes pelos crimes de homicídio doloso; três lesões corporais, sendo uma delas de natureza grave; e omissão de socorro. Ele é acusado de ter atropelado quatro pessoas, em momentos distintos, na noite do dia 25 de agosto, em Niterói, na Região Metropolitana. As informações são do TJ-RJ.
O juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, Peterson Barroso Simão, aceitou a denúncia do Ministério Público e considerou a prisão preventiva necessária por ter havido, por parte do ex-secretário, tentativa de intimidação dos policiais militares que atenderam à ocorrência, e por haver o risco de que essa intimidação continue durante o processo, comprometendo a isenção dos depoimentos que serão colhidos, informou o TJ-RJ.
“Em liberdade, o denunciado poderia fazer o que já fez: solicitar recursos da máquina pública tal como ocorreu ao chamar o caminhão-reboque, bem como influenciar a colheita de provas por conta própria ou de terceiros”, escreveu o juiz na decisão. Após o crime, servidores da Operação Lei Seca tentaram retirar o veículo de Alexandre do local do crime, com o reboque destinado à Operação", disse o juiz.
Na terça-feira (11),  o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) havia denunciado o ex-subsecretário ao Tribunal do Júri de Niterói, no Rio. De acordo com a denúncia, ele dirigia um Pajero, em “zigue-zague”, quando atropelou uma mulher e dois filhos dela, de 5 e 2 anos. Na mesma noite, segundo a denúncia, ele atropelou um homem de 58 anos, que morreu de politraumatismo e traumatismo cranioencefálico.

Ainda segundo a denúncia, o ex-Subsecretário deixou os locais dos acidentes sem prestar socorro às vítimas. Ele acabou batendo num poste e fugiu. De acordo com os laudos periciais e testemunhas ouvidas durante as investigações, foi constatado que ele estaria dirigindo em alta velocidade e sob efeito de álcool. Ele apresentou-se à delegacia somente no dia seguinte aos atropelamentos, após quase 12 horas.
No entender do MP, justamente para dificultar a constatação de seu estado etílico pelo exame de alcoolemia. Se estado foi posteriormente relatado pelas testemunhas. Em depoimento prestado à Polícia, o denunciado confessou ter ingerido bebida alcoólica.
Exame de alcoolemia
Um dia após o acidente, Alexandre Felipe fez um exame de alcoolemia. Na ocasião, a polícia havia informado que o resultado preliminar tinha sido negativo. No entanto, em entrevista à rádio CBN, o então subsecretário contou que voltava de uma festa e admitiu ter bebido meia taça de vinho.
Na entrevista, Alexandre Felipe reconheceu que foi um erro, mas argumentou que a bebida não comprometeu seus sentidos, e que a quantidade de alcool ingerida está dentro do limite permitido por lei.
Alexandre também afirmou que desviou de uma bicicleta e, por isso, perdeu o controle do veículo. Ele disse que não prestou socorro às vítimas porque entrou em estado de choque. O advogado dele informou que o acidente foi uma "fatalidade".
Após o acidente, o Governo do estado exonerou Alexandre Felipe e Eloisa Helena Souza da Silva, coordenadora de uma das equipes de fiscalização da Operação Lei Seca. No dia do acidente, ela autorizou a ida de um reboque da operação ao local do atropelamento. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial em 30 de agosto.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PM anuncia nome de novos comandantes de batalhões do RJ (Postado por Erick Oliveira)

A Polícia Militar anunciou, nesta quarta-feira (12), no site da corporação, o nome de vinte novos comandantes de batalhões do Rio. As indicações foram feitas pelos Comandos de Policiamento de Área (CPA), a quem as unidades estão diretamente subordinadas. Os nomes foram escolhidos depois de uma avaliação da ficha disciplinar e judiciária dos oficiais, garantindo que os comandantes comissionados estejam dentro do perfil definido pelo comando da corporação para liderar a tropa.
A mudança acontece depois que o novo comandante da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, assumiu o cargo, no dia 29. Ele ocupa a vaga que antes pertencia ao coronel Mário Sérgio Duarte, que pediu exoneração depois de assumir a responsabilidade da escolha do tenente-coronel Cláudio Oliveira – suspeito de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli – para assumir o comando do 7º BPM (São Gonçalo).
Prazo mínimo de 1 ano no cargo
Segundo a PM, os novos comandantes deverão permanecer no cargo por um prazo mínimo de um ano - antes não havia prazo mínimo. A ideia é permitir que o oficial conheça melhor a área de atuação da unidade, suas peculiaridades e problemas, além de se aproximar mais da tropa e da comunidade. Caso sejam bem avaliados, eles poderão ter suas nomeações prolongadas por mais um ano.

O processo de renovação no comando dos batalhões continua e até o fim da semana novos nomes devem anunciados pelo comandante-geral da PM. Ao todo, são 41 batalhões, fora os especiais (como Choque, Turismo, Florestal e Meio Ambiente, Rodoviário Estadual e Regimento Coronel Enyr Cony dos Santos).

Confira abaixo a lista com o nomes dos 20 novos comandantes:

2º BPM (Botafogo): tenente-coronel Reynaldo Salvador Lemos
3º BPM (Méier): tenente-coronel Ivanir Linhares Fernandes Filho
4º BPM  (São Cristóvão): tenente-coronel Ronal Langres Freitas de Santana
6º BPM (Tijuca): tenente-coronel Márcio Oliveira Rocha
12º BPM (Niterói): coronel Wolney Dias Ferreira
15º BPM (Duque de Caxias): tenente-coronel Claudio de Lucas Lima
16º BPM (Olaria): tenente-coronel Marcos Vinícius da Silva Mello
17º BPM (Ilha do Governador): tenente-coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça
20º BPM (Mesquita): tenente-coronel Marcos Borges Silva
21º BPM (São João de Meriti): tenente-coronel Marcelo Pereira Rocha
22º BPM (Benfica): tenente-coronel Rogério Martins da Silva
23º BPM (Leblon): coronel Álvaro Sérgio Alves de Moura
25º BPM (Cabo Frio): coronel Gilmar Barros dos Reis
34º BPM (Magé): tenente-coronel Ricardo Bakr de Souza Faria
35º BPM (Itaboraí): tenente-coronel Wagner Guerci Nunes
39º BPM (Belford Roxo): tenente-coronel Célia Gonçalves Rodrigues
BPRv: tenente-coronel Oderlei dos Santos Alves de Souza
BPFMA: tenente-coronel André Luíz Araujo Vidal
RCECS: tenente-coronel Cláudia de Mello Lovain M. Cardozo
BPTur: tenente-coronel Joseli Cândido da Silva
Maré
O coronel Amaury Simões, que havia sido escolhido no dia 5 de outubro como novo comandante do 22º BPM (Maré), deve continuar à frente do 5º BPM (Praça da Harmonia). Segundo a assessoria da PM, a lista foi decidida numa reunião na terça-feira (11).
Mudanças
O nome do novo comandante da PM foi anunciado no dia 29 de setembro. Após a escolha, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho começou as mudanças na corporação, indicando como novo corregedor da PM o coronel Waldyr Soares Filho.
Também foram empossados o novo Chefe de Estado Maior Operacional, coronel Alberto Pinheiro Neto, e a chefe de Gabinete do comando da PM, coronel Kária Neri Boaventura.
No dia 1º, foi anunciado que o novo Relações Públicas da corporação será o coronel Frederico Caldas, que comandava o 23° BPM (Leblon). Já o coronel Ibis Pereira da Silva passa a comandar a Academia de Polícia Militar Dom João VI.
O coronel Luiz Castro comandará o 1º Comando Policiamento de Área, responsável pelos batalhões da capital. No cargo de coordenador de Inteligência foi nomeado o tenente-coronel Antonio Jorge Goulart Matos; o diretor de Logística será o coronel Carlos Mendes Gomes de Oliveira.
Já no dia 3, em nova reunião da cúpula foram definidas mais mudanças na PM. O coronel Rogério Seabra Martins assume o Comando de Polícia Pacificadora (CPP), no lugar do coronel Robson Rodrigues, que vai para a chefia do Estado Maior Administrativo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TJ-RJ decreta prisão preventiva de 11 PMs suspeitos da morte de juíza (Postado por Lucas Pinheiro)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (10), a prisão preventiva dos 11 PMs suspeitos de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli. A decisão foi do juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, "a fim de garantir a ordem pública, a conveniência da instrução processual e assegurar a aplicação da lei penal". As informações são do site do TJ-RJ.

De acordo com o TJ-RJ, os 11 serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, sendo que dez deles também responderão por formação de quadrilha armada.

A juíza foi morta com 21 tiros na noite do dia 11 de agosto, quando chegava à sua residência, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Os 11 policiais foram denunciados nesta segunda-feira pelo Ministério Público do Rio. Na denúncia, o Ministério Público pediu ainda que o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo), apontado como mandante do crime, e o tenente Daniel Santos Benitez Lopez, acusado de executá-lo, sejam transferidos para um presídio federal, fora do Rio de Janeiro, em Regime Disciplinar Diferenciado, com restrição de comunicação e isolamento. O juiz, no entanto, decidiu mantê-los, provisoriamente, nos lugares onde estão até a manifestação dos advogados dos réus sobre o pedido do MP.

O tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira é ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e do 22º BPM (Maré). Na  ocasião em que foi preso, ele afirmou ser inocente.

O juiz Peterson Barroso Simão negou ainda pedido da defesa do tenente-coronel para que ele fosse transferido para o Batalhão Especial Prisional.

“Fica prejudicado por ora, pois, a periculosidade é evidente, havendo vestígios de uma organização criminosa, bem estruturada, ramificada e articulada. A inconveniência da prisão no Batalhão Especial Prisional no caso concreto ficou demonstrada através de conversa telefônica de um dos acusados, ao mesmo tempo em que a imprensa noticiou recente fuga de terceiro”, destacou.

Denúncia do MP
Segundo a denúncia do MP, os 10 PMs do 7º BPM (São Gonçalo), liderados pelo tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, "associaram-se em quadrilha armada para o cometimento de vários e sucessivos delitos de ação penal pública, em especial, os crimes de concussão, extorsão, extorsão mediante sequestro, peculato, homicídios qualificados, auferindo em média a quantia semanal entre R$ 10 mil e R$ 12 mil, dividida entre os seus integrantes".

A denúncia afirma ainda que eles "se revezavam nas práticas ilícitas de receber dinheiro e outras vantagens espúrias dos traficantes para deixar de reprimir o comércio de drogas em determinadas 'bocas de fumo'; exigiam dinheiro, armas e outras vantagens ilícitas dos traficantes como forma de não prender em flagrantes agentes do tráfico e se apropriavam indevidamente de dinheiro, armas e munições apreendidas em incursões policiais de naturezas diversas, formando o que se convencionou chamar de 'espólio de guerra'".

Para o procurador-geral de Justiça do estado do Rio, Cláudio Lopes, isso mostra que os PMs presos são "verdadeiros bandidos travestidos de policiais, agentes credenciados pelo estado que se organizavam de forma terrível, criminosa, para praticar uma série de barbaridades" na região de São Gonçalo, culminando com o plano e execução da juíza.

Em 90 dias, 407 ligações entre comandante e tenente
O titular da 7ª Promotoria de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos, promotor Rubem José Bastos Vianna, acrescentou ainda que as investigações mostraram que o ex-comandante e o tenente presos se comunicaram por telefone celular 407 vezes durante os 90 dias anteriores ao assassinato da juíza Patrícia Acioli.

Segundo Vianna, as investigações apontaram que, antes de cometerem o assassinato, os acusados já tinham tentado matar a juíza outras duas vezes.

Decretada prisão preventiva de 7 PMs
Na sexta-feira (7), o juiz Fábio Uchôa, em exercício na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, decretou a prisão preventiva de sete policiais militares. Todos respondem a processos de homicídio em autos de resistência (mortes de suspeitos em confronto com a polícia) na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde era titular a juíza Patrícia Acioli. As informações são do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

O magistrado também determinou a suspensão do exercício da função pública e determinou a entrega das armas de outros 10 PMs. A decisão será encaminhada ao comandante-geral da PM do RJ, a fim de que adote todas as medidas que se fizerem necessárias.

Segundo o TJ, no dia 8 de setembro, o Ministério Público estadual requereu medida cautelar de suspensão de exercício de função de 34 PMs e reiterou o pedido de prisão de 28 deles. Na ocasião, o juiz Fábio Uchôa determinou que os advogados e defensores públicos dos acusados se manifestassem, primeiramente, sobre o pedido do MP.

PF encontra arma que pode ter sido usada em crime
Também na sexta (7), a Polícia Federal localizou uma arma numa favela em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, que pode ser uma das usadas no assassinato da juíza Patricia Aciolli. A pistola calibre 45 ainda vai passar por perícia para confirmar a informação. A conclusão da investigação da Polícia Civil sobre o crime tem 30 páginas e é assinado pelo comissário que comandou as investigações.

PMs foram ao condomínio de Patrícia no dia do crime
Imagens exclusivas obtidas pelo Fantástico mostram que policiais suspeitos de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli passaram pelo condomínio onde ela morava e estudaram as rotas de entrada e saída que usariam poucas horas depois.

O coronel Mário Sergio Duarte pediu exoneração depois que o coronel Cláudio foi preso.

sábado, 8 de outubro de 2011

Criança de 7 anos escapa de explosão de carro em posto de gasolina no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

Um menino de sete anos escapou por pouco da explosão de um carro em um posto de gasolina em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que deixou dois feridos na tarde deste sábado (8). O pai de Nicholas dos Santos Rosa, o funcionário público Silvio de Souza Rosa, de 47 anos, conta que tinha acabado de chegar ao posto para abastecer quando ocorreu a explosão. "Estávamos saindo do carro quando escutei um barulho enorme. Foi tudo muito rápido. Rapidamente peguei o meu filho e saímos correndo, fomos pra bem longe", disse Silvio.


No carro do funcionário público também estava um amigo, o eletricista Geraldo José de Miranda, 53, que entrou em pânico com a explosão. "Fiquei desesperado. O barulho foi gigante. Só queria sair de perto do veículo e o tempo todo lembrava de Deus. Com certeza, foi um grande livramento do senhor", disse Geraldo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu no cilindro de gás GNV quando o veículo abastecia no posto, que fica na Rodovia Amaral Peixoto, na altura de Tribobó, em São Gonçalo. De acordo com a Polícia Militar, os dois feridos foram o motorista do carro cujo cilindro explodiu, que estaria do lado de fora do veículo no momento da explosão, e a frentista do posto.

Pai e filho escaparam de explosão em posto de gasolina no RJ (Foto: Renata Soares/G1) 
O Palio de Silvio, à direita do carro destruído pela explosão do cilindro de gás no posto de gasolina em São Gonçalo, no RJ, na tarde deste sábado (8) (Foto: Renata Soares/G1)
 
A assessoria da Secretaria estadual de Saúde informou que duas pessoas, um homem de 38 anos e uma jovem de 19, deram entrada no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, com ferimentos leves. A jovem de 19 anos teve escoriações e recebeu alta por volta das 16h. Já o homem segue no hospital e passa por avaliação médica, ainda segundo a secretaria.

Cilindro de gás voou 300 metros
A Polícia Militar informou que, com a força da explosão, o cilindro de gás do carro foi parar a 300 metros do posto de gasolina.
Cilindro de gás foi parar a 300 metros do posto de gasolina com a força da explosão (Foto: Renata Soares/G1) 
Cilindro de gás foi parar a 300 metros do posto de gasolina com a força da explosão (Foto: Renata Soares/G1)
Carro explode em posto de gasolina (Foto: Reprodução/TV Globo) 
Carro explode em posto de gasolina (Foto: Reprodução/TV Globo)
Por volta das 16h15, uma perita da Polícia Civil chegou ao posto de gasolina para realizar a perícia.


De acordo com os bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 13h45, e o fogo foi controlado rapidamente.
Explosão em junho matou 1 e feriu 6
Em junho deste ano, a explosão do cilindro de gás GNV de um carro em um posto de gasolina deixou um morto e seis feridos, também em São Gonçalo. De acordo com o dono do posto, ao todo seis veículos foram atingidos, incluindo o que explodiu.

Arquivo do blog

Quem sou eu

Minha foto
Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.